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Arqueólogos encontraram rara câmara funerária de mais de mil anos na Rússia com possível nobre enterrado ao lado de cavalo, cachorro, armas e objetos de prata

Arqueólogos encontraram rara câmara funerária de mais de mil anos na Rússia com possível nobre enterrado ao lado de cavalo, cachorro, armas e objetos de prata

4 min de leitura

Arqueólogos encontraram rara câmara funerária de mais de mil anos na Rússia com possível nobre enterrado ao lado de cavalo, cachorro, armas e objetos de prata

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 08/09/2026 às 18:04

Atualizado em 08/09/2026 às 18:47

Ciência e Tecnologia

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Escavações na Rússia revelam câmara funerária do século 10 com guerreiro nobre, cavalo, cão de caça e armas da era Viking.

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Arqueólogos encontraram uma câmara funerária do século 10 no complexo de Gnezdovo, na Rússia, contendo os restos mortais de um nobre sepultado com cavalo, cão de caça e armas, revelando indícios de uma elite militar na região

Uma rara câmara funerária, datada do século 10, foi descoberta na Rússia, com os restos de um homem de 25 a 35 anos enterrado ao lado de um cavalo e de um cachorro. Armas, itens de montaria e objetos de prata indicam que ele pertencia à elite militar da região.

Imagem: Reprodução

Câmara funerária de Gnezdilovo estava preservada a cerca de 1 metro de profundidade

A estrutura subterrânea media 3,1 metros por 2,7 metros e preservava vestígios de paredes feitas com tábuas verticais, piso de madeira e partes do teto.

Os detalhes foram apresentados em comunicado do Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências e do Museu Histórico Estatal, publicado em 15 de agosto.

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O homem foi encontrado na parte sul da câmara, estendido com a cabeça voltada para oeste. Na parte norte estavam os restos de um cavalo e de um cachorro, também orientados na mesma direção.

Perto do corpo apareceram dois botões de peso, uma fíbula de prata em formato de ferradura, usada para prender roupas, e uma faca de ferro localizada junto ao quadril esquerdo.

Um machado de batalha, ainda com restos de seu cabo, estava próximo à perna direita. Entre o homem e o cavalo, os arqueólogos encontraram uma ponta de lança com fragmentos da haste.

Imagem: Reprodução

Armas e equipamentos apontam para integrante da elite militar

O conjunto funerário incluía ainda estribos, um freio de cavalo com elementos de chifre, uma pequena balança utilizada para pesagens e uma fivela de cilha.

Segundo os pesquisadores, a fivela pode indicar que uma sela feita com materiais orgânicos também havia sido colocada no túmulo, mas não resistiu ao passar dos séculos.

A presença combinada de armas e equipamentos de cavalaria sugere que o homem era um cavaleiro ligado à elite militar.

O Live Science destaca que a quantidade e a natureza dos objetos indicam elevado status social, provavelmente de um nobre.

O sepultamento pertence ao tipo conhecido como túmulo de câmara, uma espécie de cripta subterrânea de madeira destinada a receber o morto e seus bens.

Essa tradição funerária foi associada às elites da Europa setentrional e da Rússia Antiga. Segundo o comunicado, ela chegou à Rus’ no final do século 9 junto com imigrantes da Escandinávia.

Escavações na Rússia revelam câmara funerária do século 10 com guerreiro nobre, cavalo, cão de caça e armas da era Viking.

Apenas pouco mais de 80 sepulturas semelhantes haviam sido examinadas

A raridade aumenta a importância da câmara funerária de Gnezdilovo. Estimativa do pesquisador K. A. Mikhailov, citada no comunicado, aponta que pouco mais de 80 sepulturas em câmaras haviam sido examinadas na arqueologia medieval russa.

Esses túmulos estavam distribuídos por apenas nove necrópoles. Muitas descobertas anteriores vieram de escavações antigas e possuem registros incompletos.

Em Gnezdilovo, porém, a estrutura estava intacta e preservou tanto os restos mortais quanto diferentes objetos colocados junto ao homem.

A descoberta também altera o quadro conhecido para a região de Suzdal. Grande parte das câmaras funerárias identificadas anteriormente estava relacionada a centros urbanos ou proto-urbanos da antiga Rus’, associados a estruturas administrativas e relações de poder.

Os sepultamentos com armas e equipamentos de cavaleiro conhecidos anteriormente na região de Suzdal eram, em geral, datados do século 11.

A nova câmara leva essa evidência ao século 10, indicando que integrantes de uma elite ligada às funções militares e administrativas já estavam presentes na área antes do período demonstrado pelos achados anteriores.

Escavações já encontraram quase 100 sepulturas no cemitério

A descoberta faz parte de sete anos de pesquisas no cemitério medieval de Gnezdilovo. Ao longo desse período, quase uma centena de sepulturas foi examinada.

Somente em 2026, os pesquisadores identificaram outros 15 enterramentos distribuídos por três áreas da necrópole. A maioria correspondia a sepulturas simples, feitas em covas e orientadas para oeste.

Alguns enterramentos haviam sido originalmente cobertos por montes funerários que acabaram destruídos ao longo dos séculos pela atividade agrícola.

Na região sudoeste do cemitério, os arqueólogos também encontraram sepulturas femininas com anéis de prata, colares de contas de vidro, cornalina e cristal.

Entre os objetos estavam pingentes produzidos com moedas da Europa Ocidental e Oriental e uma peça em formato de cavalo. Outro enterramento masculino continha os restos de um jovem acompanhado por um machado de batalha.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências, do Museu Histórico Estatal e do Live Science, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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