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Arqueólogos resolvem entrar em caverna turca e desenterram 25 pedras estranhas em forma de tartaruga, datadas de até 14.500 a.C. e organizadas ao redor de uma misteriosa estrutura ritual

Arqueólogos resolvem entrar em caverna turca e desenterram 25 pedras estranhas em forma de tartaruga, datadas de até 14.500 a.C. e organizadas ao redor de uma misteriosa estrutura ritual

4 min de leitura

Arqueólogos resolvem entrar em caverna turca e desenterram 25 pedras estranhas em forma de tartaruga, datadas de até 14.500 a.C. e organizadas ao redor de uma misteriosa estrutura ritual

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 02/09/2026 às 10:27

Atualizado em 02/09/2026 às 10:31

Ciência e Tecnologia

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Arqueólogos escavam cuidadosamente um grande objeto de pedra usando pincéis e ferramentas. Crédito: Agência Anadolu

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As 25 estatuetas de calcário, datadas entre 14.500 a.C. e 11.200 a.C., foram encontradas enterradas ao redor de uma estrutura curva, reforçando a hipótese de práticas rituais na caverna de Gedikkaya, na Turquia, durante pré-história

Arqueólogos encontraram 25 tartarugas de pedra dentro de uma caverna sob a colina de Gedikkaya, na Turquia. Datadas entre aproximadamente 14.500 a.C. e 11.200 a.C., as figuras estavam inseridas no solo ao redor de uma estrutura curva de pedras, disposição que reforça a interpretação de uma possível prática ritual no local.

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Tartarugas de pedra estavam organizadas ao redor de estrutura curva

A descoberta ocorreu na caverna localizada sob a colina de Gedikkaya, um sítio arqueológico conhecido desde a década de 1960. A cavidade subterrânea, porém, somente foi identificada em 2017.

Desde então, as escavações revelaram sinais de ocupação ou uso do local durante três períodos pré-históricos distintos: Epipaleolítico, Neolítico e Calcolítico.

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As novas tartarugas de pedra chamaram a atenção principalmente pela forma como foram encontradas. Em vez de estarem espalhadas pela caverna, as 25 peças estavam posicionadas em torno de uma estrutura arquitetônica curva e inseridas deliberadamente no solo.

Segundo a datação por radiocarbono apresentada pelos pesquisadores, as figuras pertencem ao período entre aproximadamente 14.500 a.C. e 11.200 a.C.

Esse intervalo superior a três mil anos aparece entre os elementos considerados pelos pesquisadores ao analisar a possibilidade de que práticas semelhantes tenham ocorrido no local ao longo de diferentes gerações.

Imagem: Divulgação

Figuras de calcário chegavam a quase 30 centímetros

As estatuetas foram produzidas em calcário e revestidas de argila. As dimensões não eram padronizadas, e os maiores exemplares chegavam a quase 30 centímetros de comprimento e aproximadamente 20 centímetros de largura.

Deniz Sarı, professor de arqueologia da Universidade Bilecik Şeyh Edebali, classificou a produção das peças como relativamente rústica.

Parte das figuras também estava semiacabada ou aparentava ter sido produzida rapidamente. Mesmo assim, elas não foram simplesmente abandonadas: foram colocadas no solo dentro de um arranjo organizado.

As estatuetas de tartaruga que encontramos este ano elevaram o contexto ritual da caverna a um nível diferente”, afirmou Sarı, segundo o Hürriyet Daily News.

Arqueólogos escavam cuidadosamente um grande objeto de pedra usando pincéis e ferramentas. Crédito: Agência Anadolu

Possível ritual é comparado a tradição praticada atualmente

Ao analisar a disposição das peças, Sarı estabeleceu uma comparação com o Hıdırellez, festival da primavera celebrado atualmente na Turquia e nos Balcãs.

Durante essa tradição, pessoas fazem oferendas, escrevem desejos em pedaços de papel e os enterram. O pesquisador apontou uma possível semelhança com o comportamento identificado arqueologicamente em Gedikkaya.

Na caverna, estruturas formadas por anéis de pedras aparecem associadas às tartarugas inseridas no solo. Segundo reportagem da Agência Anadolu, o cuidado empregado no enterro das peças é interpretado como possível indício de uma ação ritual deliberada.

A finalidade exata das figuras, no entanto, ainda não foi determinada.

Achados anteriores reforçam presença da tartaruga no sítio

Escavações realizadas anteriormente em áreas mais profundas da caverna já haviam revelado duas fileiras curvas de pedras ao redor de uma grande estalagmite natural, formando uma estrutura interpretada como possível poço ritual.

Também foram encontrados restos de animais e ferramentas de pedra, além de uma garra de ave de rapina e fragmentos de casco de tartaruga.

Uma das interpretações avaliadas pelos especialistas relaciona as figuras ao próprio formato da colina de Gedikkaya.

Os antigos frequentadores do local podem ter identificado uma semelhança entre a montanha e uma tartaruga.

Essa hipótese levou pesquisadores a considerar a existência de um possível “culto à montanha”, no qual as estatuetas representariam a própria formação natural.

A relação precisa entre as tartarugas, a colina e as atividades realizadas dentro da caverna permanece incerta. As escavações continuam fornecendo elementos para compreender como o espaço foi utilizado durante diferentes fases da pré-história.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do Hürriyet Daily News e da Agência Anadolu, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://dailygalaxy.com/2


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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