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Astrônomos identificaram o exoplaneta HD 176071 b, um mundo oceânico localizado a 335 anos-luz da Terra que possui metade de sua massa composta por água e que realiza uma volta completa ao redor de sua estrela hospedeira em um período de apenas 14 horas.

Astrônomos identificaram o exoplaneta HD 176071 b, um mundo oceânico localizado a 335 anos-luz da Terra que possui metade de sua massa composta por água e que realiza uma volta completa ao redor de sua estrela hospedeira em um período de apenas 14 horas.

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Astrônomos identificaram o exoplaneta HD 176071 b, um mundo oceânico localizado a 335 anos-luz da Terra que possui metade de sua massa composta por água e que realiza uma volta completa ao redor de sua estrela hospedeira em um período de apenas 14 horas.

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 04/09/2026 às 08:48

Atualizado em 04/09/2026 às 08:50

Ciência e Tecnologia

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Cientistas descobrem o exoplaneta HD 176071 b, mundo rico em água atraído por forças de maré em direção à sua estrela hospedeira.

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Cientistas identificaram o exoplaneta HD 176071 b, um mundo oceânico a 335 anos-luz da Terra cuja massa é metade composta por água e que está sendo atraído progressivamente pela própria estrela por forças de maré.

O corpo celeste possui aproximadamente 2,5 vezes o tamanho do planeta Terra e possui massa 8,5 vezes maior. Essa relação de proporção indica aos pesquisadores que a água representa quase metade de toda a composição estrutural do objeto.

Classificado na categoria de mundos de água quente, o corpo celeste integra um grupo raro de objetos que abrigam volumosas quantidades de água enquanto orbitam em extrema proximidade com seus corpos estelares hospedeiros.

A trajetória orbital ao redor da estrela é concluída em apenas 14 horas. O percurso ocorre a menos de 2,4 milhões de quilômetros de distância, espaço equivalente a cerca de 1,6% da separação existente entre a Terra e o Sol.

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Paulo Nogueira

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Interação gravitacional e o Deserto de Netuno

A proximidade do exoplaneta HD 176071 b com a estrela gera intensas interações gravitacionais. Essas forças de maré modificam a órbita de forma gradual, direcionando o planeta oceânico para um eventual encontro e colisão com a estrela hospedeira.

A localização do objeto fica no chamado Deserto de Netuno, região onde raramente são observados corpos celestes desse porte perto de estrelas. Cientistas acreditam que a radiação estelar intensa costuma remover atmosferas planetárias em áreas com essas características.

Publicada na revista Astronomy & Astrophysics em 25 de agosto, a descoberta demonstrou que o objeto não segue esse padrão comum. Mesmo sob intensa radiação, ele preserva uma atmosfera em constante mutação com nuvens refletoras nas regiões frias.

Métodos de detecção e análise da luz refletida

A maioria dos corpos celestes fora do sistema solar é identificada pelo método de trânsito. A técnica baseia-se no bloqueio parcial da luminosidade estelar quando um objeto passa diretamente entre a estrela e o ponto de vista da Terra.

O exoplaneta HD 176071 b não cruza a frente da estrela hospedeira, inviabilizando o uso da medição por trânsito tradicional. Para contornar a limitação, astrônomos analisaram as variações da luz refletida pelo próprio planeta ao longo da órbita.

A equipe comparou dados antigos do Telescópio Espacial Kepler com medições da missão TESS, da NASA, obtidas seis anos depois. A verificação das informações capturadas revelou uma alteração inesperada no padrão de luz refletida pelo corpo celeste.

Fonte: Daily Galaxi


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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