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Banco Central muda o Pix a partir de 1º de março de 2027 e proíbe bancos de colocar propagandas, ofertas e links nos comprovantes, enquanto aplicativos terão de facilitar denúncias de golpes e alertar usuários quando dados de uma chave salva como favorita forem alterados

Banco Central muda o Pix a partir de 1º de março de 2027 e proíbe bancos de colocar propagandas, ofertas e links nos comprovantes, enquanto aplicativos terão de facilitar denúncias de golpes e alertar usuários quando dados de uma chave salva como favorita forem alterados

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Banco Central muda o Pix a partir de 1º de março de 2027 e proíbe bancos de colocar propagandas, ofertas e links nos comprovantes, enquanto aplicativos terão de facilitar denúncias de golpes e alertar usuários quando dados de uma chave salva como favorita forem alterados

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 14/09/2026 às 15:09

Atualizado em 14/09/2026 às 15:11

Economia

Canal

Banco Central proíbe propagandas, ofertas e links no comprovante do Pix a partir de 1º de março de 2027, simplifica devolução em golpes e cria alerta para chaves favoritas.

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O Banco Central proibiu propagandas, ofertas e links nos comprovantes do Pix a partir de 1º de março de 2027, para fechar brechas de golpes com recibos falsos. O pacote simplifica o Mecanismo Especial de Devolução, mantém 80 dias para contestação e cria alerta quando dados de chaves favoritas mudarem.

O Banco Central determinou que, a partir de 1º de março de 2027, as instituições financeiras de todo o país ficam proibidas de incluir propagandas, links ou ofertas comerciais nos comprovantes de pagamento do Pix. A decisão pretende eliminar brechas exploradas por criminosos em arquivos falsos e padronizar o comprovante como um registro formal de transferência. No mesmo pacote, o BC aprovou regras para facilitar a devolução de valores em caso de golpe e reforçar a checagem de chaves salvas como favoritas.

As informações são de reportagem de Maiara Baloni publicada pelo NSC Total em 4 de setembro de 2026, com edição de Luiz Daudt Junior. A mudança atinge o modelo adotado nos últimos anos por bancos e fintechs, que transformaram a tela final das operações em espaço publicitário.

Empréstimo pré-aprovado, parcelamento e cupons: o que hoje aparece abaixo dos dados do recebedor

Hoje é comum encontrar, logo abaixo dos dados do recebedor, anúncios de empréstimos pré-aprovados, parcelamento de Pix, seguros e até cupons de desconto em lojas parceiras, conforme o NSC Total. O comprovante deixou de ser só um recibo e virou vitrine.

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Golpistas copiavam o formato dos anúncios em comprovantes adulterados

Essa prática abriu espaço para fraudes digitais. Golpistas passaram a simular os mesmos formatos comerciais em comprovantes adulterados, enviados por aplicativos de mensagens.

Ao clicar em botões que prometiam vantagens, dinheiro de volta ou prêmios, as vítimas eram levadas a páginas clonadas, criadas para capturar dados pessoais e senhas bancárias, segundo a reportagem.

A partir de 2027, comprovante com botão ou link fica fora do padrão e deve ser tratado como suspeito

Banco Central proíbe propagandas, ofertas e links no comprovante do Pix a partir de 1º de março de 2027, simplifica devolução em golpes e cria alerta para chaves favoritas.

Com a proibição, a referência para o usuário fica mais simples. Qualquer comprovante do Pix que contenha ofertas, botões interativos ou links externos, a partir de 2027, estará fora do padrão oficial.

Na prática, um recibo com propaganda passa a ser sinal de alerta por si só e deve ser encarado imediatamente como suspeito, conforme o NSC Total.

Mecanismo Especial de Devolução ganha linguagem simples e envio de provas no app

Banco Central proíbe propagandas, ofertas e links no comprovante do Pix a partir de 1º de março de 2027, simplifica devolução em golpes e cria alerta para chaves favoritas.

O pacote também altera o Mecanismo Especial de Devolução (MED), recurso criado pelo Banco Central para tentar recuperar o dinheiro de quem foi vítima de fraude no Pix.

Os aplicativos bancários terão de trocar termos técnicos por orientações simples e diretas. O cliente poderá relatar a fraude de forma guiada no próprio app e anexar documentos e comprovantes logo no início do pedido.

Prazo de 80 dias para contestar e 11 dias corridos para o banco avaliar continuam

Os prazos não mudam: o pedido de contestação pode ser registrado em até 80 dias após o envio do valor, e os bancos têm 11 dias corridos para avaliar o caso, segundo a reportagem.

Recuperação depende de comprovar a fraude e de haver saldo na conta de destino

A devolução dos recursos segue condicionada a duas exigências: a comprovação da fraude e a presença de saldo na conta de destino. Sem dinheiro na conta do golpista, o mecanismo não tem o que devolver, mesmo com a fraude reconhecida.

Chaves favoritas: alerta na tela sempre que os dados do titular mudarem

As novas diretrizes alcançam a lista de chaves Pix favoritas salva nos aplicativos. O sistema bancário terá de emitir um alerta na tela sempre que houver qualquer divergência ou alteração nos dados do titular de uma chave cadastrada.

Regra mira números de celular e e-mails cancelados que passaram a outros donos

A intenção do alerta, conforme o NSC Total, é evitar transferências por engano para chaves vinculadas a números de celular ou e-mails cancelados e repassados a novos proprietários. Uma chave salva há anos pode hoje pertencer a outra pessoa, e o aviso automático passa a mostrar isso antes da confirmação.

Enquanto as medidas não entram em vigor, a segurança segue dependendo da atenção do consumidor. A recomendação, segundo a reportagem, é checar o nome e o CPF ou CNPJ de destino antes de confirmar a transferência e ignorar links contidos em arquivos recebidos por mensagem.

Em 1º de março de 2027, os comprovantes do Pix passam a circular sem propagandas, ofertas ou links, dentro do novo padrão do Banco Central.

Para você, a proibição de propagandas no comprovante do Pix vai reduzir os golpes de verdade, ou os criminosos vão simplesmente migrar para outro formato de recibo falso? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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