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Barragem de 202 metros em SC impressiona pelo tamanho e gera energia equivalente a cerca de 1/4 do consumo de Santa Catarina

Barragem de 202 metros em SC impressiona pelo tamanho e gera energia equivalente a cerca de 1/4 do consumo de Santa Catarina

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Barragem de 202 metros em SC impressiona pelo tamanho e gera energia equivalente a cerca de 1/4 do consumo de Santa Catarina

Escrito por Carla Teles

Publicado em 22/09/2026 às 17:35

Atualizado em 22/09/2026 às 17:40

Geração de Energia

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Barragem em Santa Catarina forma reservatório e integra usina hidrelétrica cuja energia elétrica equivale a cerca de 26% do consumo estadual.

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A barragem da Usina Hidrelétrica Campos Novos fica entre Campos Novos e Celso Ramos, reúne três unidades geradoras, usa turbinas Francis verticais e, segundo a Enercan, tem capacidade equivalente a aproximadamente 26% da energia consumida em Santa Catarina.

A barragem da Usina Hidrelétrica Campos Novos, construída sobre o Rio Canoas, no Meio-Oeste de Santa Catarina, alcança 201,43 metros de altura sobre a fundação, medida arredondada para cerca de 202 metros, e possui 592 metros de comprimento na parte superior. A estrutura forma um reservatório de aproximadamente 29 quilômetros quadrados e integra uma usina com 880 megawatts de potência instalada.

Segundo reportagem publicada pelo ND Mais em 21 de setembro de 2026, a Enercan, responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Campos Novos, informa que essa capacidade corresponde a aproximadamente 26% da energia consumida em Santa Catarina, proporção próxima de um quarto do consumo estadual. A usina começou a operar comercialmente em fevereiro de 2007.

Barragem supera 200 metros de altura sobre a fundação

Imagem: Divulgação/Enercan

Os números ajudam a dimensionar a estrutura instalada no Rio Canoas. A barragem possui exatamente 201,43 metros de altura medidos a partir da fundação. No coroamento, ou parte superior da estrutura, são 592 metros de extensão, fazendo com que a obra se aproxime de 600 metros de comprimento.

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O modelo adotado é conhecido como barragem de enrocamento com face de concreto. Na prática, grande parte do maciço é formada por blocos de rocha, enquanto a face voltada para o reservatório recebe revestimento de concreto. A combinação de mais de 200 metros de altura com quase 600 metros de extensão dá à obra dimensões incomuns mesmo entre grandes estruturas de infraestrutura.

Estrutura foi construída sobre o Rio Canoas no Meio-Oeste de SC

A barragem fica entre os municípios de Campos Novos e Celso Ramos. O represamento das águas do Rio Canoas originou o reservatório utilizado pela Usina Hidrelétrica Campos Novos e alterou fisicamente uma área que hoje faz parte da infraestrutura de geração elétrica catarinense.

O reservatório ultrapassa os limites desses dois municípios. A área inundada também alcança territórios de Anita Garibaldi e Abdon Batista. Ao todo, o lago formado pela barragem ocupa aproximadamente 29 quilômetros quadrados, segundo os dados apresentados pela fonte.

Água represada movimenta três unidades geradoras

Imagem: Divulgação/Enercan

A dimensão da barragem está diretamente ligada à função energética do empreendimento. A água armazenada no reservatório segue pelas estruturas hidráulicas até chegar às turbinas da usina. O movimento da água faz as turbinas girarem e esse movimento mecânico é transferido aos geradores, onde ocorre a produção de energia elétrica.

Depois de passar pelas unidades de geração, a água retorna ao curso do Rio Canoas. A Usina Hidrelétrica Campos Novos conta com três unidades geradoras e potência instalada total de 880 MW, capacidade que coloca o empreendimento entre as grandes estruturas de geração de energia existentes em Santa Catarina.

Turbinas Francis verticais recebem água por três túneis

As três máquinas instaladas na usina utilizam turbinas do tipo Francis vertical. Esse tipo de equipamento transforma a energia da água em movimento de rotação, que posteriormente é convertido em energia elétrica pelos geradores conectados ao sistema.

Para chegar até essas máquinas, a água percorre três túneis forçados. Cada um tem aproximadamente 385 metros de comprimento e conduz o fluxo entre o reservatório e as estruturas onde estão as turbinas. Esses túneis fazem parte do conjunto de engenharia necessário para aproveitar o desnível e a água acumulada pela barragem.

Capacidade corresponde a cerca de 26% do consumo catarinense

Imagem: Divulgação/Enercan

A Enercan informa que os 880 MW de potência instalada representam capacidade equivalente a aproximadamente 26% da energia consumida em Santa Catarina. É essa relação que permite comparar a produção potencial do empreendimento a cerca de um quarto do consumo do estado.

A comparação exige uma distinção importante: os 26% mencionados pela empresa se referem à capacidade da usina em relação ao consumo catarinense. A geração efetiva de uma hidrelétrica pode variar conforme condições operacionais e disponibilidade de água. Ainda assim, o número mostra a escala para a qual a Usina Hidrelétrica Campos Novos foi dimensionada.

Reservatório de 29 km² sustenta a operação da usina

A formação do reservatório foi uma etapa fundamental para o funcionamento do empreendimento. Com cerca de 29 quilômetros quadrados de área, ele mantém o volume de água usado pelo sistema de geração e conecta fisicamente a barragem às demais estruturas hidráulicas da usina.

A água armazenada cria a diferença de nível e a pressão necessárias para que o fluxo chegue às turbinas. Por isso, embora a barragem seja a parte mais visível do complexo, a produção de energia depende de um conjunto formado pelo reservatório, túneis, turbinas, geradores e demais instalações.

Estrutura entrou em operação comercial em 2007

A Usina Hidrelétrica Campos Novos começou a operar comercialmente em fevereiro de 2007, depois do período de construção da barragem, do reservatório e dos sistemas de geração. Desde então, a estrutura integra a matriz elétrica utilizada para atender a demanda de energia.

A entrada em funcionamento representou a incorporação de 880 MW de potência instalada ao sistema. Quase duas décadas depois, a escala física da obra continua chamando atenção: são mais de 200 metros de altura, quase 600 metros na parte superior e um reservatório que ocupa dezenas de quilômetros quadrados.

Barragem concentra engenharia em uma estrutura de rocha e concreto

O tipo construtivo escolhido ajuda a entender por que a obra apresenta aparência diferente de uma barragem inteiramente feita de concreto. No sistema de enrocamento com face de concreto, os blocos de rocha formam grande parte do corpo da estrutura, enquanto a camada de concreto voltada para a água funciona como elemento de vedação.

Essa solução permitiu erguer a barragem de 201,43 metros sobre a fundação necessária para represar o Rio Canoas. Atrás dela, a água acumulada alimenta os três circuitos de geração, que trabalham com turbinas Francis verticais e formam o núcleo energético do empreendimento.

Campos Novos e Celso Ramos ficam nas duas margens da estrutura

A localização também ajuda a explicar o alcance regional do empreendimento. A barragem está posicionada entre Campos Novos e Celso Ramos, enquanto o reservatório se prolonga para Anita Garibaldi e Abdon Batista, envolvendo quatro municípios do Meio-Oeste catarinense.

Essa distribuição territorial faz com que o complexo hidrelétrico não esteja associado a apenas uma cidade. Barragem, reservatório e estruturas de geração ocupam diferentes áreas ligadas ao Rio Canoas e formam um único sistema de aproveitamento hidrelétrico.

Quase 600 metros de extensão completam dimensão da obra

Vista apenas pela altura, a estrutura já ultrapassa a marca de 200 metros. Mas o comprimento no topo acrescenta outra referência de escala: são 592 metros de uma extremidade à outra na parte superior da barragem.

Essas dimensões sustentam uma massa de água que forma um reservatório de aproximadamente 29 km². A pressão exercida por esse volume exige que a estrutura mantenha estabilidade ao mesmo tempo em que o sistema hidráulico direciona parte da água para as unidades geradoras.

Energia é produzida depois que a água deixa o reservatório

O funcionamento começa antes das turbinas. A barragem mantém a água represada e cria as condições para que ela seja conduzida pelos túneis forçados. Quando o fluxo chega às turbinas Francis, a força hidráulica provoca o giro dos equipamentos.

Os geradores conectados às turbinas transformam esse movimento em eletricidade. Depois de participar do processo, a água retorna ao Rio Canoas. É o conjunto completo da Usina Hidrelétrica Campos Novos, e não a barragem isoladamente, que possui os 880 MW de potência instalada citados pela Enercan.

Mais de 200 metros continuam marcando a paisagem do Rio Canoas

Desde fevereiro de 2007, a Usina Hidrelétrica Campos Novos opera com três unidades geradoras alimentadas pelo reservatório formado no Rio Canoas. A estrutura permanece entre os grandes empreendimentos de geração elétrica de Santa Catarina e chama atenção principalmente pelas proporções físicas registradas no Meio-Oeste.

Com 201,43 metros de altura, 592 metros de comprimento, reservatório de cerca de 29 km² e 880 MW de potência instalada, o complexo reúne em um mesmo ponto infraestrutura pesada e geração hidrelétrica em grande escala. A Enercan relaciona essa capacidade a aproximadamente 26% da energia consumida no estado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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