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Boeing 747 de 150 toneladas sai do aeroporto e literalmente toma a estrada na Holanda, é colocado sobre 352 pneus, atravessa 17 valas e precisa cruzar a rodovia A9 durante a madrugada em uma operação tão gigantesca que o próprio fundador da empresa admitiu ter se arrependido do projeto

Boeing 747 de 150 toneladas sai do aeroporto e literalmente toma a estrada na Holanda, é colocado sobre 352 pneus, atravessa 17 valas e precisa cruzar a rodovia A9 durante a madrugada em uma operação tão gigantesca que o próprio fundador da empresa admitiu ter se arrependido do projeto

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Boeing 747 de 150 toneladas sai do aeroporto e literalmente toma a estrada na Holanda, é colocado sobre 352 pneus, atravessa 17 valas e precisa cruzar a rodovia A9 durante a madrugada em uma operação tão gigantesca que o próprio fundador da empresa admitiu ter se arrependido do projeto

Escrito por Carla Teles

Publicado em 14/09/2026 às 12:52

Atualizado em 14/09/2026 às 12:55

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Boeing 747 sai de Schiphol com a Mammoet rumo à Corendon, enfrenta 17 valas e cruza a rodovia A9 sobre 352 pneus. Imagem: Divulgação.

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Um Boeing 747 de cerca de 150 toneladas foi retirado de Schiphol para uma viagem terrestre quase surreal: apoiado em 352 pneus, o enorme Jumbo Jet precisou vencer 17 valas, avançar por pista temporária e cruzar a rodovia A9 durante a madrugada até seguir rumo ao Hotel Corendon, na Holanda.

Um Boeing 747 que durante anos pertenceu à KLM trocou o céu pelo asfalto em uma operação fora do comum realizada na Holanda, em 2019. Sem os motores e ainda pesando cerca de 150 toneladas, o Jumbo Jet foi retirado da região do aeroporto de Schiphol para ser transportado por terra até o Hotel Corendon.

Segundo reportagem da BIGtruck, publicada por Iep van der Meer em 2 de julho de 2019, a Mammoet ficou responsável pelo deslocamento do gigante sobre plataformas modulares. A dimensão da missão era tamanha que o avião precisaria atravessar 17 valas e cruzar a movimentada rodovia A9 durante a madrugada antes de alcançar seu destino.

Boeing 747 deixou o ambiente para o qual foi construído

Imagem: Divulgação.

No céu, movimentar um avião daquele tamanho faz parte da rotina da aviação. Em terra, porém, cada metro se transforma em um problema de engenharia. O Boeing 747 adquirido pela Corendon não poderia simplesmente percorrer por conta própria o trecho final entre Schiphol e o hotel.

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Paulo Nogueira

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Foi necessário colocar toda a fuselagem sobre equipamentos especializados da Mammoet e preparar antecipadamente o terreno. Um avião projetado para cruzar continentes passou a depender de uma estrada construída praticamente sob seus pneus.

Gigante de 150 toneladas precisou de 352 pneus

Imagem: Divulgação.

Mesmo sem os motores, a aeronave pesava aproximadamente 150 toneladas. Para distribuir essa massa durante o percurso, a Mammoet montou uma configuração de transporte com 44 linhas de eixo que, segundo a BIGtruck, totalizava nada menos que 352 pneus.

O contraste é impressionante. A própria reportagem lembra que um Boeing 747 completamente carregado pode superar 400 toneladas e sustenta esse peso em seu trem de pouso. Em terra, porém, o antigo jato precisou de centenas de pneus para avançar lentamente fora do aeroporto.

17 valas apareceram entre o avião e o destino

O peso não era o único obstáculo. O caminho planejado até o Hotel Corendon obrigava a composição a atravessar 17 valas, algo praticamente impossível sem uma preparação específica do terreno.

Para resolver o problema, uma grande quantidade de placas foi levada até a região e utilizada para criar trechos temporários capazes de suportar o transporte. Antes de o avião aparecer, foi preciso praticamente preparar uma nova rota para ele passar.

Estrada temporária precisou surgir diante do Jumbo Jet

Imagem: Divulgação.

A empresa Deinum participou do trabalho instalando placas para formar superfícies provisórias ao longo do percurso. O objetivo era impedir que o conjunto de centenas de toneladas enfrentasse terrenos incapazes de receber tamanho peso.

Isso mostra que a operação não consistia simplesmente em colocar o avião sobre uma carreta e começar a dirigir. Cada obstáculo precisava ser calculado antes que o Boeing 747 pudesse avançar mais alguns metros.

Rodovia A9 era um dos pontos mais delicados

Imagem: Divulgação.

Depois das valas e dos caminhos temporários, ainda restava uma barreira muito maior: a rodovia A9. O planejamento previa que o Boeing 747 atravessasse a estrada durante a noite de sexta para sábado, reduzindo o impacto de transportar uma aeronave gigantesca por uma infraestrutura destinada a automóveis.

A imagem era difícil de imaginar fora de uma operação especial: um dos aviões mais reconhecidos da história da aviação ocupando uma rodovia holandesa em plena madrugada, apoiado sobre centenas de pneus.

Primeira parte da gigantesca operação já havia sido concluída

Quando a BIGtruck publicou a reportagem, a primeira etapa do deslocamento já estava terminada. O trabalho, entretanto, estava longe de ser simples, porque a travessia da A9 ainda representava um dos momentos críticos da missão.

O avião precisava avançar lentamente e dentro de uma sequência cuidadosamente preparada. Qualquer trecho inadequado poderia interromper uma movimentação envolvendo 150 toneladas de aeronave e uma plataforma de transporte de dimensões excepcionais.

Avião havia pertencido à KLM

Imagem: Divulgação.

Antes de protagonizar aquela cena sobre o asfalto, o Jumbo Jet havia servido à KLM. Depois de deixar a operação da companhia aérea, acabou adquirido pela Corendon para ganhar uma nova função em terra.

O destino transformou radicalmente a rotina do antigo avião. Uma máquina feita para decolar de pistas internacionais agora precisava enfrentar valas, placas temporárias e uma rodovia para percorrer seus últimos quilômetros.

Fundador da Corendon não imaginava o tamanho do problema

Atilay Uslu, fundador da Corendon, deu o sinal para o início da operação. Mas a dimensão necessária para transportar o avião acabou surpreendendo até quem havia aprovado a ideia.

Em entrevista citada pela BIGtruck, Uslu explicou que não imaginava que o projeto alcançaria tamanha complexidade e admitiu ter se arrependido um pouco da decisão de levá-lo adiante. A simples ideia de transportar um avião até o hotel havia se transformado em um enorme desafio logístico.

Um projeto aparentemente simples virou missão de engenharia

Imagem: Divulgação.

Comprar um avião aposentado e colocá-lo próximo a um hotel poderia soar relativamente simples no papel. O problema começou quando foi necessário responder à pergunta prática: como transportar um Boeing 747 de aproximadamente 150 toneladas depois que ele deixa a área aeroportuária?

A resposta envolveu empresas especializadas, centenas de pneus, preparação de solo, travessias sobre valas e uma operação noturna na A9. A escala só ficou evidente quando o avião precisou abandonar a infraestrutura criada especificamente para aeronaves.

Corendon nunca havia operado um Boeing 747

Há ainda uma ironia no projeto. Segundo a BIGtruck, a própria Corendon nunca havia utilizado esse tipo de avião em suas operações aéreas, embora tenha decidido adquirir justamente um 747 para o projeto.

O antigo jato da KLM passou, assim, a ter uma ligação inusitada com a empresa: em vez de transportar passageiros da Corendon pelo ar, seria levado por terra para ocupar espaço junto ao hotel.

Transporte mostra diferença brutal entre voar e andar em terra

Imagem: Divulgação.

O Jumbo Jet foi projetado para usar velocidade e aerodinâmica para levar centenas de toneladas aos céus. Fora da pista, todas essas vantagens deixam de existir e o peso passa a ser distribuído diretamente sobre o terreno.

Por isso, uma aeronave capaz de viajar milhares de quilômetros pelo ar exigiu uma preparação gigantesca para percorrer uma distância relativamente pequena em terra. O paradoxo é justamente o que torna a operação tão impressionante: voar era muito mais simples do que avançar pela estrada.

352 pneus sustentaram um avião que normalmente voava continentes

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Para quem observava a cena, praticamente tudo estava fora de escala. Não era uma carga industrial comum sobre uma carreta, mas um avião de grande porte com fuselagem, asas e cauda completas avançando lentamente pela paisagem holandesa.

Debaixo dele estavam os equipamentos da Mammoet e centenas de pneus distribuindo o peso. Acima, permanecia a silhueta inconfundível do Boeing 747, como se um aeroporto inteiro tivesse avançado sobre a estrada.

Boeing 747 transformou uma rodovia em parte de sua última viagem

A operação mostrou até onde uma equipe de transporte pesado precisa ir quando a carga tem dimensões de aeronave. O Boeing 747 deixou Schiphol, enfrentou uma rota preparada especialmente para seu peso, precisou vencer 17 valas e tinha pela frente a travessia noturna da A9.

No fim, aquilo que parecia apenas a transferência de um avião aposentado virou um projeto tão complexo que surpreendeu até o fundador da empresa responsável pela ideia. O que mais impressiona você: colocar 150 toneladas sobre 352 pneus, atravessar 17 valas ou ver um Boeing 747 literalmente cruzando uma rodovia no meio da madrugada? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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