O senador Márcio Bittar (PL), candidato à reeleição ao Senado Federal pelo Acre, foi sabatinado nesta terça-feira (1º) durante a série de entrevistas promovida pelo ac24horas. Durante a entrevista, o parlamentar fez elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que ele é atualmente “o maior cabo eleitoral do Acre”.
Segundo Bittar, além da relação de amizade e de uma dívida de gratidão com Bolsonaro, sua defesa do ex-presidente também está relacionada às ações do governo federal durante o período da pandemia de Covid-19.
“O maior cabo eleitoral do Acre é Bolsonaro. Ele é meu amigo, eu gosto dele. Eu tenho várias razões para apoiar e para dizer isso. Eu tenho uma dívida de gratidão muito grande”, afirmou.
Bittar destacou sua atuação como relator do auxílio emergencial no Senado durante a pandemia e defendeu que o governo Bolsonaro teve papel importante no apoio financeiro a famílias e empresas durante o período de restrições econômicas.“Quem foi o relator do auxílio emergencial no Senado? O acreano Márcio Bittar. No primeiro ano, foram R$ 44 bilhões de auxílio emergencial”, disse.
O senador afirmou que o benefício alcançou milhões de brasileiros, incluindo milhares de acreanos que tiveram seus comércios fechados durante a pandemia.“Pessoas que tiveram seu comércio fechado e que, se você não tivesse o auxílio emergencial, o que acontecia? Você ia passar fome e seus filhos passariam fome dentro de casa”, declarou.
Pandemia e recursos para estados e municípios
Na avaliação de Bittar, o governo federal também teve participação no financiamento de ações de saúde durante a pandemia, incluindo a ampliação da estrutura hospitalar.
“Quem gastou com vacina? Aqui nós aumentamos 300 leitos. Tudo isso foi pago pelo governo federal”, afirmou.
O senador também citou medidas adotadas para compensar a queda de receitas de estados e municípios durante a crise econômica provocada pela pandemia.
Segundo ele, a redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE) poderia ter comprometido o pagamento do 13º salário de servidores municipais.“Vários prefeitos no Brasil diziam que não pagariam o décimo terceiro. Como é que chegou no final do ano e pagaram o décimo terceiro? Nos dois anos da pandemia, porque o governo federal do Bolsonaro completou aquilo que diminuiu”, afirmou.
Bittar também destacou programas de manutenção de empregos e renda voltados ao setor de comércio e serviços, que, segundo ele, concentra grande parte da mão de obra brasileira.
Emendas e investimentos no Acre
O senador também relacionou sua proximidade com Bolsonaro à destinação de recursos para o Acre durante o governo do ex-presidente.“Ele escolheu um acreano para ser relator. Isso me permitiu, junto com outros, fazer para o Acre mais de R$ 1,2 bilhão”, afirmou.
Entre as obras citadas, Bittar mencionou o viaduto da Corrente, em Rio Branco, cuja execução, segundo ele, foi viabilizada por uma emenda extraordinária obtida no último dia do governo Bolsonaro.
Ele também citou recursos destinados ao Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), incluindo investimentos em obras de infraestrutura e na construção de pequenas pontes na zona rural.
Defesa de Bolsonaro
Ao falar sobre o atual momento político do ex-presidente, Bittar afirmou acreditar que Bolsonaro está sendo responsabilizado por crimes que, segundo sua avaliação, não teria cometido.“Eu tenho um vínculo ideológico com ele e entendo que ele está pagando por um crime que não cometeu”, declarou.
O senador também defendeu que eleitores alinhados a Bolsonaro ajudem a eleger parlamentares comprometidos com pautas defendidas pelo ex-presidente, entre elas a anistia relacionada aos atos de 8 de janeiro.
“Qual é o meu papel? Fazer campanha e pedir àqueles que gostam do presidente Bolsonaro que agora é hora de ajudá-lo. E como é que ajuda o Bolsonaro? Elegendo uma bancada federal que não tenha medo do Supremo Tribunal Federal e que não tenha medo de pautar a anistia”, afirmou.
Bittar defendeu que a proposta seja colocada em votação no Congresso Nacional.“Não é que você vai votar a favor, mas põe para votar”, disse.
Ao final, o senador reforçou seu alinhamento político com o ex-presidente: “Então, sim, eu sou Bolsonaro.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

