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Botijão de gás mal instalado pode transformar um vazamento em incêndio ou explosão: Bombeiros alertam onde colocar o GLP, como protegê-lo e quais cuidados reduzem o risco dentro de casa

Botijão de gás mal instalado pode transformar um vazamento em incêndio ou explosão: Bombeiros alertam onde colocar o GLP, como protegê-lo e quais cuidados reduzem o risco dentro de casa

5 min de leitura

Botijão de gás mal instalado pode transformar um vazamento em incêndio ou explosão: Bombeiros alertam onde colocar o GLP, como protegê-lo e quais cuidados reduzem o risco dentro de casa

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 05/09/2026 às 16:57

Atualizado em 05/09/2026 às 16:58

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Local de instalação, ventilação, mangueira, regulador e conexões estão entre os pontos que exigem atenção no uso do gás de cozinha.

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O botijão de gás está presente na rotina de milhões de famílias, mas erros na instalação, uma mangueira vencida ou até o ato de acender a luz depois de sentir cheiro de gás podem transformar um vazamento em uma emergência. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforçou uma série de cuidados para reduzir o risco de incêndios e explosões envolvendo o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

A atenção começa antes mesmo de acender o fogão. Onde o botijão fica, as condições da mangueira e do regulador, a ventilação do ambiente e a forma como uma eventual suspeita de vazamento é tratada fazem diferença para a segurança da residência.

Um dos principais alertas do CBMSC diz respeito justamente a uma prática comum: escolher qualquer espaço disponível para acomodar o botijão.

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A recomendação é que o recipiente seja instalado fora da residência, em local ventilado e protegido da exposição direta ao sol e à chuva. O ideal é utilizar uma estrutura própria, feita de material resistente, com portas ventiladas e afastada de locais onde haja circulação intensa de pessoas.

Na prática, os principais cuidados indicados pelos bombeiros são:

Não se trata apenas de preservar o recipiente. Em caso de escape de GLP, as características do local podem interferir diretamente nas condições de segurança.

Mangueira de gás tem validade e aparência externa não é suficiente

O botijão pode estar corretamente posicionado e, ainda assim, existir outro ponto vulnerável na instalação: a mangueira.

O CBMSC recomenda observar a data de validade da mangueira e substituí-la dentro do prazo indicado. Esse cuidado não deve depender somente de uma inspeção visual.

Segundo os bombeiros, uma mangueira aparentemente conservada pode apresentar rachaduras internas, criando condições para vazamentos mesmo quando o problema não está evidente externamente.

Válvulas e conexões também precisam ser verificadas regularmente. Se houver defeito ou vazamento na válvula, o botijão não deve ser utilizado e reparos improvisados devem ser evitados.

A orientação inclui ainda a utilização de botijões e acessórios de procedência confiável e com certificação de segurança do Inmetro.

Esse é um ponto importante da prevenção: olhar apenas para o botijão pode transmitir uma falsa sensação de segurança. Mangueira, regulador, válvula e conexões fazem parte do mesmo sistema.

Vai trocar o botijão? O local também importa

A troca do recipiente vazio por um botijão cheio é outra situação que exige cuidado.

O procedimento deve ser realizado em ambiente arejado e distante de fontes de calor, chamas e eletricidade.

Antes e durante a troca, a atenção deve estar principalmente em:

São medidas simples, mas que atacam justamente os pontos nos quais um vazamento pode se transformar em situação de risco.

Sentiu cheiro de gás? Não acenda a luz nem mexa em interruptores

O momento mais crítico ocorre quando há suspeita de vazamento.

Ao sentir o odor característico associado ao gás, a orientação do CBMSC é fechar imediatamente a válvula e ventilar o ambiente. Algumas ações cotidianas, porém, precisam ser evitadas.

Em caso de suspeita de vazamento:

O cuidado com os interruptores merece atenção especial. Segundo o alerta dos bombeiros, uma simples faísca pode provocar uma explosão quando existe concentração de gás no ambiente.

É justamente por isso que ligar ou desligar equipamentos elétricos depois de perceber um possível vazamento não deve ser tratado como um gesto inofensivo.

Botijão, mangueira e conexões formam um único sistema de segurança

As recomendações mostram que prevenir acidentes com gás de cozinha não depende de uma única medida.

Um botijão instalado corretamente perde parte dessa proteção se estiver conectado a uma mangueira deteriorada. Da mesma forma, componentes em boas condições não eliminam o perigo de manter o recipiente em espaço inadequado ou de agir incorretamente diante de um vazamento.

A segurança depende do conjunto:

local adequado + ventilação + botijão em boas condições + mangueira dentro da validade + regulador e conexões corretos + reação segura diante de um vazamento.

O alerta do CBMSC é especialmente relevante porque envolve equipamentos usados diariamente. A familiaridade com o botijão pode fazer com que sinais de desgaste ou pequenos erros de instalação sejam ignorados até o momento em que surge um problema.

Em caso de emergência envolvendo gás de cozinha, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Fonte principal: Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), em orientação oficial sobre instalação e uso do gás de cozinha.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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