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Brasil entra na primeira grande onda de calor da primavera com até 40 °C em seis estados, enquanto o Super El Niño bloqueia frentes frias e intensifica o calor
Escrito por Carla Teles
Publicado em 26/09/2026 às 00:01
Atualizado em 26/09/2026 às 00:02
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A onda de calor da primavera de 2026 começa neste sábado, 26 de setembro, com temperaturas entre 30 °C e 40 °C em seis estados; segundo a CNN Brasil, o Super El Niño e as mudanças climáticas favorecem calor intenso, frentes frias mais ao sul e chuva irregular pelo país.
O Super El Niño deve influenciar a primeira grande onda de calor da primavera de 2026 no Brasil, com temperaturas podendo chegar aos 40 °C em áreas de seis estados. A previsão aponta para calor intenso a partir de sábado, 26 de setembro, com atuação mais evidente no Sudeste, Centro-Oeste e parte do Sul.
As informações foram publicadas pela CNN Brasil em 24 de setembro de 2026, com base em dados meteorológicos e no alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus, explicou que o episódio resulta da combinação entre o fenômeno climático e um cenário de temperaturas já mais elevadas associado às mudanças climáticas.
Primeira onda de calor da primavera começa no fim de semana
A previsão apresentada pela CNN indica que o episódio de calor deverá começar no sábado, 26 de setembro, e avançar até 30 de setembro. Durante esse período, os termômetros podem oscilar entre 30 °C e 40 °C nas regiões mais afetadas.
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O calor não deverá atingir todos os locais com a mesma intensidade. Enquanto alguns estados aparecem inteiramente dentro da área de alerta, outros têm apenas determinadas regiões sob risco de temperaturas muito acima do padrão esperado.
INMET colocou áreas de seis estados em alerta vermelho
Em 24 de setembro, o INMET emitiu aviso vermelho para onda de calor envolvendo Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo aparecem com todo o território dentro da área indicada. Em Mato Grosso, o alerta alcança principalmente o centro e o sul do estado, incluindo Cuiabá. No Rio de Janeiro, estão incluídas áreas centrais, do sul e do oeste, além da capital.
Minas Gerais também terá áreas sob calor extremo
Em Minas Gerais, o aviso se concentra principalmente no sul e sudeste do estado. A CNN cita regiões próximas de municípios como Passos, Poços de Caldas, Varginha, Maria da Fé e Lavras.
Isso significa que a expressão “seis estados” não indica que todo o território de cada unidade federativa necessariamente chegará aos 40 °C. O alerta reúne áreas com diferentes níveis de exposição ao calor dentro de cada estado.
Super El Niño ajuda a manter frentes frias mais ao sul
Uma das principais explicações para o cenário está na alteração da circulação atmosférica provocada pelo Super El Niño. Segundo Alexandre Nascimento, em situações desse tipo as frentes frias tendem a permanecer mais ao sul, enquanto ventos predominantes de norte favorecem temperaturas mais elevadas em outras áreas.
Esse bloqueio relativo das frentes frias abre espaço para a manutenção de ar mais quente sobre parte do país. Ao mesmo tempo, não significa que toda a Região Sul ficará permanentemente quente ou livre da passagem de sistemas frios e períodos de chuva.
Mudanças climáticas também entram na equação
Nascimento destaca que o episódio não pode ser atribuído apenas ao fenômeno no Pacífico. Segundo o meteorologista, as mudanças climáticas já elevam a base sobre a qual esses eventos atmosféricos acontecem, favorecendo temperaturas acima do normal.
Assim, o Super El Niño atua sobre um cenário em que o calor de fundo já está mais intenso. A combinação pode aumentar a magnitude dos episódios extremos, principalmente quando massas de ar quente permanecem sobre a mesma região por vários dias.
Paraná mostra como os efeitos podem variar dentro do Sul
O Paraná aparece entre os estados sob alerta de calor mesmo estando na Região Sul, onde também podem atuar frentes frias e áreas de instabilidade durante a primavera.
A situação exemplifica como o El Niño não produz um único padrão para uma região inteira. Diferentes áreas podem alternar períodos de temperaturas muito altas, chuva intensa e passagem de sistemas frios em questão de poucos dias.
Calor intenso pode durar poucos dias antes de dar lugar à chuva
Segundo Alexandre Nascimento, no Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Centro-Oeste, as ondas de calor devem aparecer com maior frequência durante a primavera, mas tendem a ser relativamente curtas.
O padrão mencionado pelo meteorologista envolve aproximadamente quatro a cinco dias de calor, seguidos por períodos também de quatro a cinco dias com muita chuva e menor intensidade térmica. A alternância está ligada à própria dinâmica atmosférica associada ao fenômeno.
Centro-Norte já enfrenta calor persistente
Enquanto partes do Sul e Sudeste podem alternar calor e chuva, o meteorologista afirma que o Centro-Norte do Brasil já registra condições quentes de forma forte e persistente.
Isso reforça a diferença regional dos impactos do Super El Niño. Em algumas áreas, a principal consequência aparece como temperatura elevada e ar mais seco; em outras, o deslocamento das frentes pode favorecer episódios de chuva volumosa.
El Niño muda trajetória de frentes e distribuição das chuvas
O mecanismo começa com alterações na circulação atmosférica. Quando o El Niño se estabelece, mudanças nos ventos e na distribuição de calor sobre o Pacífico afetam a trajetória das frentes frias e a localização das áreas de chuva.
Frentes podem permanecer estacionadas por mais tempo ao sul, favorecendo precipitações intensas em determinados pontos. Ao norte dessas áreas, o avanço de ar quente pode dificultar a formação de nuvens e sustentar temperaturas mais elevadas.
Fenômeno está ligado ao aquecimento do Oceano Pacífico
O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial apresentam aquecimento acima do normal. Essa alteração interfere nos ventos, na pressão atmosférica, na evaporação e no transporte de umidade.
Em condições habituais, ventos no Pacífico sopram de leste para oeste e ajudam a manter águas relativamente mais frias próximas à América do Sul. Quando esse padrão enfraquece, águas mais quentes conseguem se espalhar para leste e alteram a circulação atmosférica em escala global.
Super El Niño de 2026 é considerado muito forte
Segundo a reportagem da CNN Brasil, o fenômeno atual já alcançou classificação de intensidade muito forte e ainda pode continuar se fortalecendo nos próximos meses.
A temperatura elevada no Pacífico Equatorial Central é justamente um dos principais indicadores usados para acompanhar a evolução do El Niño. Quanto mais intensa a anomalia, maior tende a ser a capacidade de alterar padrões atmosféricos em diferentes regiões do planeta.
Calor não será o único efeito observado no Brasil
Embora a onda prevista para o fim de setembro coloque as temperaturas no centro da atenção, os efeitos do fenômeno vão além dos termômetros.
No Brasil, o El Niño pode estar associado tanto a excesso de chuva e alagamentos quanto a secas intensas e redução de água em reservatórios, dependendo da região e do posicionamento dos sistemas atmosféricos.
Primavera pode alternar extremos em poucos dias
A própria previsão para as próximas semanas mostra como o período pode apresentar mudanças rápidas. Uma sequência de tardes muito quentes pode ser interrompida por dias de chuva forte e temperaturas mais amenas.
Para parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, esse comportamento deverá ser observado repetidamente. O Super El Niño não significa calor contínuo durante toda a primavera, mas favorece condições capazes de produzir episódios intensos intercalados com chuva.
Temperaturas de até 40 °C aumentam atenção para impactos do calor
A previsão de termômetros próximos dos 40 °C coloca em evidência os efeitos das temperaturas extremas sobre a população, principalmente durante períodos prolongados.
A CNN também cita projeções do Climate Impact Lab relacionadas aos impactos do calor extremo em escala global. O ponto central para o episódio brasileiro imediato, porém, é a chegada de vários dias consecutivos com temperaturas muito elevadas em áreas densamente povoadas.
Super El Niño coloca seis estados diante da primeira grande onda da estação
A partir de 26 de setembro, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais entram no centro da primeira grande onda de calor da primavera, ainda que a extensão do alerta seja diferente em cada território.
O cenário combina o Super El Niño, a permanência de frentes frias mais ao sul e o efeito de temperaturas globais mais elevadas. Até 30 de setembro, áreas desses estados poderão registrar valores entre 30 °C e 40 °C antes de uma nova mudança no padrão atmosférico.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

