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Brasileiro cria ‘uno de escada’ movido a eletricidade com autonomia de 150 km por carga e agora leva sua ideia aos 200 cv
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 18/09/2026 às 15:27
Atualizado em 18/09/2026 às 15:48
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Conversão artesanal combina motor de JAC JS4, baterias provenientes de um Porsche Taycan, duas controladoras e o câmbio original do Uno; o criador relata alcance próximo de 150 quilômetros, enquanto a medição em dinamômetro registrou cerca de 200 cv nas rodas.
Um Fiat Uno convertido artesanalmente para propulsão elétrica passou a entregar cerca de 200 cv nas rodas, mantendo o câmbio mecânico original e reunindo componentes desenvolvidos para outros veículos elétricos. O projeto é conduzido por Leandro, responsável pelo canal LetraJota.
A autonomia declarada pelo criador fica em torno de 150 quilômetros por carga em uso real, incluindo rodovias e trechos de subida. O número corresponde ao relato de utilização do carro e não a uma medição feita em ciclo padronizado de homologação.
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As informações reunidas pelo Nexus TechLab mostram que a configuração atual usa um motor elétrico do JAC JS4, baterias provenientes de um Porsche Taycan e duas controladoras trabalhando em paralelo. Em agosto deste ano, o conjunto foi levado ao dinamômetro da ACF Performance.
Na medição, o Uno chegou à faixa de 200 cv de potência nas rodas. O teste registrou quanto do desempenho do sistema chegava efetivamente ao solo na configuração então instalada, em vez de depender apenas de estimativas sobre a capacidade dos componentes.
Antes dessa medição, as mudanças eram avaliadas principalmente durante os testes práticos do carro. A passagem pelo dinamômetro permitiu registrar a potência nas rodas com o motor do JAC e as duas controladoras já integrados ao restante do conjunto.
O projeto mantém uma característica pouco comum em relação a muitos carros elétricos produzidos em fábrica: o motor elétrico continua conectado ao câmbio do próprio Uno. A conversão retirou o motor a combustão, mas preservou parte da transmissão mecânica original.
Com o aumento da potência, o câmbio passou a ser um dos pontos de atenção da montagem. A peça foi projetada para trabalhar com níveis de força diferentes dos impostos pela configuração elétrica atual e precisa receber o torque enviado pelo novo motor.
Do motor de BYD ao conjunto do JAC
O Uno não começou com o motor que chegou ao dinamômetro. Em uma etapa anterior, Leandro utilizou uma unidade de origem BYD que havia sido modificada para funcionar em uma arquitetura elétrica diferente daquela para a qual fora desenvolvida.
O Nexus TechLab informa que esse motor foi rebobinado para operar em aproximadamente 100 volts e trabalhava com controladoras responsáveis por administrar a energia enviada pelas baterias. A unidade apresentou limitações durante os testes práticos feitos com correntes elevadas.
O motor de BYD sofreu duas falhas ao longo do desenvolvimento e chegou a queimar nas duas ocasiões relatadas pela fonte. Em uma delas, o sistema estava submetido a alta corrente durante uma subida, condição que levou à revisão da configuração usada até então.
Mesmo depois do reparo, a unidade anterior não permaneceu no projeto. A sequência de testes levou à instalação do motor retirado de um JAC JS4, componente maior e mais robusto para a potência que Leandro pretendia explorar no Uno.
A reportagem atribui ao motor do JAC cerca de 50 kW de potência nominal, contra aproximadamente 25 kW da unidade usada na fase anterior. O novo componente também passou a trabalhar com as duas controladoras, permitindo elevar a potência disponível antes da medição em dinamômetro.
As modificações foram realizadas de forma progressiva, com testes práticos entre uma configuração e outra. Quando uma solução apresentava limitações, o conjunto era reparado ou revisto antes da adoção de novos componentes.
Baterias, autonomia e uso real
Assista o vídeo
As baterias usadas no Uno vieram de um Porsche Taycan e foram integradas ao motor, às controladoras e ao câmbio mantido na conversão. Em vez de um kit completo desenvolvido para o Fiat, o projeto combina componentes de origens diferentes ajustados para operar no mesmo sistema.
Leandro afirma conseguir cerca de 150 quilômetros por carga em trajetos reais que incluem estrada e aclives. Ele também relata que o alcance pode melhorar no trânsito urbano, onde velocidade, aceleração e demanda de potência diferem das condições encontradas em percursos mais exigentes.
A autonomia informada não representa a mesma condição do teste de potência. Os cerca de 200 cv foram registrados em dinamômetro, enquanto a distância percorrida por carga depende de fatores como velocidade, relevo, modo de condução e quantidade de energia utilizada ao longo do trajeto.
A preservação do câmbio também diferencia a montagem das soluções adotadas por muitos elétricos de fábrica, que normalmente dispensam uma transmissão manual com várias marchas. No Uno, a caixa segue funcional e recebe a força do motor elétrico, o que aumenta a atenção necessária sobre sua resistência mecânica.
O desenvolvimento foi documentado em uma sequência de vídeos que acompanha montagem, falhas, reparos, substituição de componentes, testes de rua e a passagem pelo dinamômetro. Os registros permitem observar as mudanças feitas no Uno entre a configuração inicial com motor de BYD e a etapa posterior com a unidade do JAC JS4.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

