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Brasileiros chegam à Irlanda atraídos pelo inglês, salários em euro e oportunidades para estudar e trabalhar, mas enfrentam chuva constante, burocracia migratória, custo de vida elevado e uma disputa intensa por moradia em Dublin, enquanto o mercado de tecnologia continua absorvendo profissionais estrangeiros
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 05/09/2026 às 11:33
Atualizado em 05/09/2026 às 11:35
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Brasileiros encontram na Irlanda oportunidades para estudar, trabalhar e receber salários em euro, especialmente em tecnologia, mas precisam lidar com imigração, chuva frequente, moradia disputada e custo elevado. Dublin concentra multinacionais e empregos qualificados, enquanto Cork e Galway oferecem alternativas mais baratas para quem consegue se instalar fora da capital.
Brasileiros que escolhem morar na Irlanda encontram um país de língua inglesa, possibilidades de estudo e trabalho e um mercado relevante para profissionais qualificados, especialmente em tecnologia. A experiência, porém, exige planejamento para enfrentar aluguel elevado, concorrência por moradia, etapas migratórias e um clima marcado por chuva e céu nublado durante boa parte do ano.
Segundo guia do Vamos Viajar Hoje, atualizado em 2026, Dublin reúne empresas como Google, Meta, Apple, LinkedIn e Microsoft e apresenta salários mensais de € 4 mil a € 8 mil para profissionais qualificados em determinadas funções. Ao mesmo tempo, a capital aparece como a cidade mais cara do país, especialmente quando o assunto é aluguel.
Inglês elimina uma das barreiras enfrentadas em outros países europeus
O idioma é um dos fatores apontados para explicar a procura de brasileiros pela Irlanda.
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Diferentemente de destinos em que o profissional precisa dominar também alemão, francês ou outro idioma local, o inglês permite que brasileiros concentrem a adaptação linguística em uma língua já amplamente ensinada e utilizada internacionalmente.
Dublin concentra grandes empresas de tecnologia
A capital irlandesa reúne escritórios europeus ou globais de diversas companhias do setor.
O guia cita Google, Meta, Apple, LinkedIn, Twitter, Airbnb e outras empresas entre as que mantêm operações em Dublin, área conhecida como Silicon Docks.
A demanda apontada envolve desenvolvedores, engenheiros de software, especialistas em dados e profissionais de cibersegurança.
Salários qualificados podem variar de € 4 mil a € 8 mil por mês
O mercado tecnológico aparece também como uma das principais justificativas econômicas para a mudança.
Segundo a fonte, remunerações mensais entre € 4 mil e € 8 mil não são raras em Dublin para profissionais qualificados.
O mesmo guia ressalta, porém, que o custo de vida é elevado e que a relação entre salário e despesas depende diretamente da área profissional e do tipo de moradia encontrado.
Visto de estudante permite trabalhar durante o curso
O estudo é outro caminho utilizado por brasileiros para entrar legalmente no país.
Pelo modelo descrito na fonte, estudantes podem trabalhar por até 20 horas semanais durante o período letivo e 40 horas durante as férias.
Entre os requisitos estão matrícula em instituição reconhecida, seguro-saúde, passaporte válido e comprovação de pelo menos € 7 mil em recursos financeiros.
Critical Skills exige oferta de emprego a partir de € 38 mil por ano
Profissionais de áreas consideradas estratégicas podem tentar o Critical Skills Employment Permit.
O caminho é direcionado a setores como tecnologia, engenharia, saúde, ciências e finanças e exige, para a maioria das áreas, oferta de emprego com salário mínimo anual de € 38 mil.
Segundo o guia, o visto permite levar a família imediatamente e, após dois anos, solicitar uma modalidade de residência sem as mesmas restrições de trabalho.
General Employment Permit exige salário anual de € 34 mil
Quem atua fora da lista de profissões críticas pode recorrer ao General Employment Permit, desde que cumpra os critérios.
A fonte informa salário mínimo anual de € 34 mil e necessidade de a empresa demonstrar que não encontrou um candidato europeu para a vaga.
Esse modelo é apontado como mais restritivo que o Critical Skills e não permite levar a família imediatamente.
Processo migratório exige várias etapas em sequência
A mudança não termina quando o trabalhador recebe uma proposta de emprego.
O pedido de Employment Permit é feito pelo sistema online EPOS e tem prazo informado de 6 a 12 semanas. Depois da aprovação, o brasileiro ainda precisa solicitar o visto de entrada antes de viajar.
Após chegar à Irlanda, o registro no IRP, Irish Residence Permit, deve ser realizado dentro de 90 dias.
PPS Number funciona como equivalente ao CPF
Outra etapa importante é obter o PPS Number, Personal Public Service Number.
O documento é necessário para trabalhar legalmente, pagar impostos, acessar serviços públicos e abrir conta bancária no país.
A fonte alerta que começar a trabalhar sem o registro pode levar o recém-chegado a ser tributado temporariamente por uma taxa emergencial próxima de 50% do salário.
Quarto compartilhado em Dublin custa entre € 800 e € 1.200
A moradia aparece como um dos principais obstáculos financeiros.
O guia estima aluguel mensal de € 800 a € 1.200 para um quarto compartilhado em Dublin.
Um apartamento de um quarto aparece na faixa de € 1.800 a € 2.800 mensais, refletindo o cenário de oferta restrita na capital.
Viver sozinho em Dublin pode exigir até € 4 mil por mês
O custo total depende principalmente da forma de moradia.
Para quem divide acomodação, a estimativa mensal apresentada fica entre € 1.500 e € 2.400.
Quem pretende viver sozinho em apartamento próprio pode enfrentar despesas totais entre € 2.700 e € 4 mil por mês, incluindo aluguel, alimentação, transporte, internet, serviços e lazer.
Apartamentos podem ser alugados em poucas horas
A dificuldade não está somente no preço.
A fonte descreve o mercado imobiliário de Dublin como extremamente competitivo e afirma que imóveis disponíveis podem ser alugados em questão de horas.
A recomendação apresentada é iniciar a procura pelo site Daft.ie pelo menos dois meses antes da mudança ou garantir uma hospedagem temporária para o início da permanência.
Primeiros três meses podem exigir reserva de € 5 mil a € 8 mil
O começo da mudança tende a concentrar gastos adicionais.
A fonte recomenda uma reserva de pelo menos € 5 mil a € 8 mil antes da viagem para quem pretende começar a vida em Dublin.
Entre as despesas iniciais aparecem depósito de aluguel, montagem básica da acomodação, documentação e diferentes taxas.
Cork pode custar até 30% menos que Dublin
Brasileiros que não dependem de morar na capital encontram alternativas com valores inferiores.
Segundo o guia, Cork custa entre 20% e 30% menos do que Dublin e mantém um mercado relevante nos setores farmacêutico e tecnológico.
Um quarto compartilhado é estimado entre € 600 e € 900, enquanto um apartamento de um quarto aparece entre € 1.400 e € 2.200.
Galway oferece quarto compartilhado a partir de € 550
Galway aparece como outra possibilidade fora da capital.
A fonte estima aluguel entre € 550 e € 850 para um quarto compartilhado e entre € 1.200 e € 1.900 para um apartamento de um quarto.
A cidade também possui presença relevante do setor de tecnologia médica, o chamado medtech.
Mercado de saúde também busca profissionais estrangeiros
As oportunidades não ficam restritas à tecnologia.
A fonte aponta demanda por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de saúde, embora o reconhecimento do diploma seja apresentado como um desafio importante para brasileiros.
Para diversas profissões, o processo passa pelo CORU e pode levar entre 6 e 12 meses.
Farmacêuticas mantêm forte presença em Cork e Galway
Cork e Galway também aparecem no mapa profissional por causa das ciências da vida.
O guia cita oportunidades para químicos, biólogos, farmacêuticos e engenheiros de processos em empresas farmacêuticas instaladas nessas cidades.
Em Cork, companhias como Apple, Dell e VMware também são citadas entre as operações tecnológicas relevantes.
Chuva atinge Dublin em média 150 dias por ano
O clima está entre os principais choques de adaptação relatados para brasileiros.
Dublin registra, segundo a fonte, uma média de 150 dias de chuva por ano. Os verões têm temperaturas de aproximadamente 18°C a 22°C, enquanto o inverno costuma variar de 4°C a 10°C.
O cenário inclui longos períodos de tempo nublado, frio e umidade.
Comunidade brasileira facilita adaptação inicial
O crescimento da presença brasileira também criou redes próprias de apoio.
A fonte cita grupos ativos em Facebook e WhatsApp, restaurantes brasileiros, missas em português e eventos que podem auxiliar recém-chegados com informações sobre moradia, emprego e burocracia.
Essa estrutura é especialmente visível em Dublin.
Candidaturas a emprego podem começar meses antes da viagem
Para profissionais que pretendem viajar já com uma oportunidade definida, a recomendação é antecipar a busca.
O guia sugere começar as candidaturas três a quatro meses antes da data pretendida, utilizando principalmente LinkedIn, Indeed Ireland, IrishJobs.ie e Jobs.ie.
Os processos seletivos podem levar de quatro a 12 semanas, desde a candidatura até uma oferta.
Irlanda combina oportunidades profissionais com custo e burocracia elevados
Para brasileiros, a Irlanda reúne vantagens como língua inglesa, possibilidade de estudo acompanhada de trabalho, salários em euro e demanda profissional em tecnologia, saúde, finanças, farmacêutica e ciências da vida.
A mesma mudança exige enfrentar etapas de imigração, uma disputa intensa por moradia em Dublin, custos mensais elevados e um clima com chuva frequente. Fora da capital, Cork e Galway aparecem como alternativas com despesas menores e mercados profissionais próprios.
Na sua opinião, o que pesa mais na decisão de morar na Irlanda: as oportunidades de trabalho e salários em euro, a possibilidade de estudar inglês ou os custos de moradia e adaptação no país? Deixe sua opinião nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

