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BRICS avança em sistema que pode conectar Pix, UPI e outras redes nacionais para facilitar pagamentos internacionais diretamente em moedas locais

BRICS avança em sistema que pode conectar Pix, UPI e outras redes nacionais para facilitar pagamentos internacionais diretamente em moedas locais

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BRICS avança em sistema que pode conectar Pix, UPI e outras redes nacionais para facilitar pagamentos internacionais diretamente em moedas locais

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 21/09/2026 às 22:36

Atualizado em 21/09/2026 às 22:40

Economia

Canal

Líderes do BRICS se comprometeram em Nova Délhi a investir no BRICS Pay, sistema que prevê conectar Pix, UPI e Mir para pagamentos em moedas locais.

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Na cúpula de Nova Délhi, os líderes do bloco se comprometeram a investir no BRICS Pay, uma iniciativa do Conselho Empresarial do BRICS. A ideia não é substituir o SWIFT, mas abrir caminhos paralelos para parte do comércio entre os países.

Os líderes do BRICS se comprometeram a ampliar os sistemas de negociação em moedas locais e os pagamentos entre países por meio de investimentos no BRICS Pay. O compromisso foi firmado na 18ª Cúpula do bloco, realizada em Nova Délhi, na Índia, em 12 e 13 de setembro de 2026. A informação vem de uma análise da Al Jazeera, reproduzida pela Sputnik Brasil e pelo Brasil 247.

O BRICS Pay não é um órgão oficial dos governos. É uma iniciativa do Conselho Empresarial do BRICS, estruturada como uma rede digital descentralizada. A proposta prevê ligar sistemas de pagamento que já funcionam nos países do bloco, como o Pix, do Brasil, o UPI, da Índia, e o Mir, da Rússia.

Como o Pix entraria no sistema

O projeto prevê a chamada interoperabilidade, ou seja, fazer sistemas nacionais diferentes conversarem entre si. Com pontes entre essas plataformas, um pagamento poderia sair de um país e ser liquidado em outro direto nas moedas locais.

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Na prática, isso permitiria parte das operações internacionais sem passar totalmente pelas estruturas tradicionais do sistema financeiro global. Segundo a análise, o objetivo não é criar de imediato uma rede única, e sim dar aos países a opção de usar moedas e infraestruturas próprias em parte do comércio.

SWIFT continuaria existindo

O SWIFT é a rede que conecta bancos de diferentes países e serve de base para boa parte das transferências internacionais. De acordo com a avaliação da Al Jazeera, o BRICS Pay não foi pensado para substituir o SWIFT por completo.

A mudança possível seria o surgimento de várias redes funcionando ao mesmo tempo. O SWIFT seguiria importante no sistema global, mas poderia perder espaço em rotas comerciais onde outros mecanismos passassem a ser usados. Segundo a análise, esse efeito seria maior entre os países do BRICS se o comércio em moedas locais e a integração dos sistemas avançarem juntos.

Rede mais fragmentada e alternativa a sanções

Para a Al Jazeera, a consequência mais profunda seria um sistema financeiro internacional mais fragmentado, com diferentes redes de pagamento em paralelo. Isso reduziria a concentração das transações em mecanismos ligados ao sistema financeiro ocidental.

A análise aponta ainda que, para governos que querem diminuir a exposição a sanções, restrições financeiras ou tensões geopolíticas, o BRICS Pay poderia virar mais uma opção para pagar operações de comércio exterior.

Na Rússia, o vice-diretor de pesquisa do Conselho Russo de Política Externa e de Defesa, Dmitry Suslov, já tinha afirmado à Sputnik que o BRICS tem papel central na construção de alternativas à estrutura financeira internacional atual.

Declaração oficial cobra conexão dos sistemas, sem modelo único

A declaração final da cúpula de Nova Délhi tem 140 parágrafos. Segundo a Forbes India, o texto encarrega a Força-Tarefa de Pagamentos do BRICS de seguir trabalhando na interoperabilidade dos pagamentos entre países e em operações de comércio e investimento em moedas locais.

O documento também registra que não existe uma abordagem única para todos os membros, formulação que reflete as diferenças entre os países sobre a velocidade dessa mudança. O trabalho de conexão dos sistemas fica agora com essa força-tarefa.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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