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BYD King ganha bateria maior e promete rodar até 170 km sem gasolina no México com configuração diferente da vendida no Brasil

BYD King ganha bateria maior e promete rodar até 170 km sem gasolina no México com configuração diferente da vendida no Brasil

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BYD King ganha bateria maior e promete rodar até 170 km sem gasolina no México com configuração diferente da vendida no Brasil

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 24/09/2026 às 11:42

Atualizado em 24/09/2026 às 11:43

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BYD King 2027 apresentado no México. Imagem de divulgação da BYD.

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O BYD King 2027 vendido no México tem versão com bateria de 24,57 kWh, recarga rápida e até 170 km elétricos pelo ciclo NEDC, enquanto o sedã brasileiro mantém outra configuração.

A mudança mais importante do novo King fica escondida sob a carroceria. Na versão mexicana GS, a bateria cresceu para 24,57 kWh e passou a aceitar carregamento em corrente contínua. É uma combinação que pode ampliar o uso da eletricidade no dia a dia e mudar a maneira de abastecer o híbrido plug-in.

O desenho também mudou. Faróis mais estreitos, nova dianteira e lanternas interligadas aproximam o sedã da linguagem visual adotada em outros modelos da BYD. Mas são as diferenças entre as versões, e entre os mercados, que mostram quanto dessa renovação chega efetivamente ao motorista.

Os 170 km anunciados pertencem à configuração mexicana com bateria maior e ao ensaio NEDC. A ficha brasileira utiliza o PBEV para informar o alcance elétrico. Colocar os dois resultados lado a lado como se viessem do mesmo teste produziria uma comparação enganosa.

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A bateria maior está na versão GS, não em toda a linha

A ficha técnica mexicana do King 2027 separa duas configurações. A GL tem bateria de 7,42 kWh e alcance elétrico declarado de 50 km. A GS passa a 24,57 kWh e até 170 km, ambos pelo NEDC.

Essa distinção resolve uma dúvida comum quando um lançamento aparece nas redes. O nome do modelo e o ano são os mesmos, mas não identificam sozinhos o conjunto que está sendo oferecido. No King mexicano, a capacidade da bateria muda bastante de uma versão para outra.

O tema ganhou uma análise do canal Meu Carro Chinês, publicada em 19 de setembro. No vídeo, o apresentador compara imagens do desenho anterior com o novo, comenta a ampliação da bateria e discute a reação de quem já tem um híbrido da marca.

A apresentação visual do carro renovado começa por volta de 1min04. O interior aparece perto de 4min14. Trata-se de uma análise de imagens e informações do lançamento, não de um teste de autonomia ao volante.

Assista o vídeo

Vídeo do canal Meu Carro Chinês, publicado em 19/09/2026. As opiniões sobre desenho e mercado são do apresentador.

O salto de capacidade pode ser medido sem misturar testes de autonomia

Na configuração brasileira do King já apresentada pelo CPG, a ficha técnica disponibilizada pela BYD informa baterias de 8,3 kWh na GL e 18,3 kWh na GS. O alcance elétrico pelo PBEV é de até 35 km e 78 km, respectivamente.

A comparação direta de capacidade entre as duas GS resulta em 6,27 kWh adicionais no carro mexicano. A diferença representa aproximadamente 34,3% sobre os 18,3 kWh do modelo brasileiro. O cálculo é simples, dividindo 6,27 por 18,3 e multiplicando o resultado por cem.

Esse percentual descreve armazenamento nominal de energia. Não permite concluir que a distância percorrida aumentará exatamente na mesma proporção. Massa, eficiência do conjunto, velocidade, temperatura e uso do ar-condicionado também interferem no percurso.

Há ainda uma diferença de método. Os 170 km mexicanos são NEDC; os 78 km brasileiros da GS são PBEV. Por isso, a bateria oferece uma base mais clara para esta comparação documental do que dividir diretamente as duas autonomias.

Para quem usa um plug-in, o interesse prático está no tamanho dos deslocamentos entre recargas. Uma reserva elétrica maior pode permitir rodar por mais tempo antes de depender do motor a gasolina, desde que o carro seja recarregado e que as condições de uso permitam.

Ilustração técnica da bateria do King. Imagem de divulgação da BYD México.

A recarga em corrente contínua acrescenta uma possibilidade de uso

Na GS mexicana, o documento informa potência de carregamento de até 48 kW em corrente contínua. Em corrente alternada, são 6,6 kW. A GL fica com 3,3 kW em corrente alternada e não traz a opção de corrente contínua na tabela.

A ficha brasileira consultada lista apenas carregamento em corrente alternada, com 3,3 kW na GL e 6,6 kW na GS. Assim, a novidade mexicana envolve tanto a energia armazenada quanto a possibilidade de usar outra modalidade de carregador.

Potência de recarga e capacidade da bateria medem coisas diferentes. O kWh indica quantidade de energia; o kW indica a potência com que ela pode ser transferida. Uma bateria de 24,57 kWh não deve ser descrita como uma bateria de 24,57 kW.

Também não basta dividir a capacidade pelos 48 kW para anunciar um tempo de carga. A potência efetiva varia durante o processo e depende do equipamento, da temperatura e do estado da bateria. O valor máximo não significa recebê-lo do início ao fim.

O interior muda a posição do câmbio e amplia a tela na versão superior

Na apresentação oficial mexicana, a alavanca seletora aparece na coluna de direção. A alteração libera a região central entre os bancos, onde ficam porta-copos e espaço para objetos.

A tela central mede 12,8 polegadas na GL e 15,6 polegadas na GS. O porta-malas é anunciado com 522 litros. São detalhes que ajudam a distinguir a renovação além do desenho dos faróis mostrado no vídeo.

O material também apresenta recursos de assistência ao motorista. Eles devem ser lidos como auxílios à condução, com disponibilidade por versão, e não como autorização para o ocupante deixar de dirigir ou vigiar a via.

Interior do King apresentado no México. Imagem de divulgação da BYD.

A renovação mexicana ainda não define o King das lojas brasileiras

As páginas oficiais dos dois países mostram configurações diferentes. O material brasileiro consultado mantém baterias, equipamentos e dados próprios; a ficha mexicana identifica o modelo 2027. Um anúncio no exterior não estabelece, por si só, a data ou o conteúdo de uma futura atualização nacional.

O vídeo também discute desvalorização e a reação de proprietários ao novo desenho. São opiniões do canal, não uma medição de preços de usados. Uma reestilização pode mudar a comparação entre carros, mas não permite prever sozinha quanto cada exemplar valerá.

Para acompanhar o próximo passo no Brasil, os documentos decisivos serão a ficha da versão efetivamente oferecida aqui e sua etiqueta de eficiência. Até lá, a novidade confirmada é concreta no México, sobretudo na GS, que reúne mais capacidade de bateria e recarga em corrente contínua.

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Fonte

BYD México


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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