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Câmara avança com proposta que cria auxílio de R$ 600 para mães ou responsáveis por crianças e adolescentes com deficiência severa, incluindo autismo, e prevê R$ 150 extras por dependente, mas benefício ainda precisa passar por outras comissões, Câmara, Senado e sanção presidencial
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 09/09/2026 às 15:40
Atualizado em 09/09/2026 às 15:45
Economia
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A Comissão da Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o Auxílio Mãe Atípica (AMA), um pagamento de R$ 600 mensais a mães ou responsáveis legais por crianças e adolescentes com deficiência severa, inclusive Transtorno do Espectro Autista (TEA), que dependam de cuidados contínuos. O benefício ainda não existe: a proposta precisa passar por mais duas comissões, pelo plenário da Câmara, pelo Senado e pela sanção presidencial.
As informações foram publicadas pelo NSC Total em 9 de setembro de 2026, em texto de Filipe Melo, com base no substitutivo aprovado na comissão e na justificativa do relator.
Auxílio Mãe Atípica: R$ 600 mensais para quem cuida de crianças com deficiência severa, incluindo TEA
O AMA prevê R$ 600 por mês a mães ou responsáveis legais por crianças e adolescentes com deficiências consideradas severas, inclusive as ligadas ao TEA.
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A condição para o pagamento é que a criança ou o adolescente dependa de cuidados contínuos, conforme o texto aprovado.
Projeto é de Carla Dickson; relator Bruno Ganem unificou o valor em R$ 600
O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Bruno Ganem (Pode-SP), ao Projeto de Lei 1520/25, de autoria da deputada Carla Dickson (PL-RN).
Na versão original, o projeto estabelecia valores diferentes de acordo com o grau da deficiência e a condição econômica de cada família. O relator modificou essa estrutura e propôs um pagamento único de R$ 600.
R$ 150 a mais por dependente adicional
Além do valor principal, a proposta estabelece um adicional de R$ 150 para cada dependente adicional.
Uma responsável por duas crianças nas condições previstas, por exemplo, receberia R$ 750 por mês, somando o valor base e o adicional.
“Parâmetro já consolidado nas políticas de transferência de renda”
Ao justificar a definição do valor, Bruno Ganem afirmou que o projeto “trata-se de parâmetro já consolidado no âmbito das políticas de transferência de renda, o que favorece a adequada calibragem do benefício”.
Os R$ 600, portanto, seguem uma referência já usada em outros programas de renda, segundo o relator.
Quem pode receber: sem exigência de emprego formal, mas com impacto na vida profissional
A proposta não exige que a beneficiária tenha um emprego formal para receber o pagamento.
É preciso, porém, demonstrar que as atividades relacionadas aos cuidados da criança ou do adolescente interferem de alguma forma na vida profissional da responsável.
Inscrição no CadÚnico é obrigatória
Será obrigatória a inscrição do responsável no Cadastro Único (CadÚnico), conforme o NSC Total.
O cadastro é a porta de entrada dos programas sociais federais e, no AMA, funciona como requisito para o benefício.
Equipe multiprofissional avalia a condição pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência
A condição da criança ou do adolescente deverá ser analisada por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar.
Os critérios são os previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, instituído pela Lei 13.146/15.
Tramitação conclusiva: próximas paradas são Finanças e Tributação e CCJ
Apesar da aprovação na comissão, o benefício ainda não está disponível, e o projeto tramita em caráter conclusivo.
A proposta precisa passar por outras duas comissões da Câmara: a Comissão de Finanças e Tributação e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Depois das comissões, Câmara, Senado e sanção: o auxílio ainda não é lei
Após as comissões, para virar lei, o projeto ainda precisa da aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e, por fim, da sanção do presidente da República.
Em 9 de setembro de 2026, o Auxílio Mãe Atípica tinha vencido a primeira etapa, a comissão temática, e seguia na fila das demais.
Na sua opinião, os R$ 600 mensais mais R$ 150 por dependente do Auxílio Mãe Atípica são suficientes para uma mãe que deixa de trabalhar para cuidar de um filho com deficiência severa? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

