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Canadense salta de avião a quase 4 mil metros, faz 41 cambalhotas antes de abrir paraquedas e conquista terceiro recorde mundial após completar 59 giros em outro salto
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 02/09/2026 às 09:34
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Marc-Olivier Desmarais superou recorde anterior de 32 cambalhotas ao saltar de 3.962 metros no Canadense salta de avião a quase 4 mil metros, faz 41 cambalhotas antes de abrir paraquedas e conquista terceiro recorde mundial após completar 59 giros em outro salto
Marc-Olivier Desmarais superou recorde anterior de 32 cambalhotas ao saltar de 3.962 metros no Canadá. Um mês depois, voltou ao céu e completou 59 giros laterais consecutivos, chegando a três títulos do Guinness World Records.
Saltar de um avião a quase 4 mil metros de altitude já seria suficiente para transformar alguns segundos em uma experiência extrema. Para o canadense Marc-Olivier Desmarais, porém, a queda livre virou oportunidade para executar dezenas de movimentos acrobáticos antes de abrir o paraquedas.
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Paulo Nogueira
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Em 24 de junho de 2026, ele saltou de aproximadamente 13 mil pés, ou 3.962 metros, sobre Saint-Esprit, na província de Quebec. Durante a queda, completou 41 cambalhotas antes de acionar o paraquedas acima dos 3 mil pés, cerca de 914 metros. Com isso, estabeleceu um novo recorde mundial.
Marc-Olivier não encerrou a temporada depois da conquista. Apenas um mês mais tarde, em 25 de julho, voltou a saltar e realizou 59 giros laterais consecutivos durante outra queda livre. Assim, conquistou mais um título e completou uma sequência que o levou a três recordes reconhecidos pelo Guinness World Records.
Canadense fez 41 cambalhotas antes de abrir o paraquedas
O primeiro recorde de 2026 aconteceu no Parachute Montreal, em Saint-Esprit. Marc-Olivier deixou a aeronave a aproximadamente 13 mil pés e começou a executar cambalhotas durante a descida.
Câmeras GoPro registraram toda a tentativa. Antes de abrir o paraquedas, o canadense conseguiu completar 41 movimentos, número suficiente para estabelecer o recorde de maior quantidade de cambalhotas em um salto de paraquedas.
Além disso, a marca superou com folga o resultado anterior. O australiano Craig Lewis havia completado 32 cambalhotas em novembro de 2020. Portanto, Marc-Olivier acrescentou nove movimentos ao recorde anterior.
Salto começou a 3.962 metros e paraquedas abriu acima de 914 metros
A janela disponível para executar os movimentos era limitada. Marc-Olivier saiu da aeronave a aproximadamente 3.962 metros de altitude e precisava terminar a sequência antes de abrir o equipamento.
Segundo o Guinness World Records, o paraquedas foi acionado acima de 3 mil pés, equivalentes a cerca de 914 metros. Dessa forma, toda a sequência de 41 cambalhotas aconteceu durante a queda livre entre esses dois pontos.
Além disso, a tentativa precisava ser documentada para validar o resultado. Dois cinegrafistas independentes acompanharam o salto, enquanto câmeras GoPro registraram os movimentos. Assim, as imagens permitiram verificar a quantidade de cambalhotas.
Um mês depois, ele voltou ao avião para tentar outro recorde
A conquista de junho não encerrou os planos do canadense. Em 25 de julho, apenas um mês depois, Marc-Olivier voltou aos céus para enfrentar um desafio diferente.
Desta vez, o objetivo era conquistar o recorde de maior número de barrel rolls consecutivos durante um salto de paraquedas. Nesse movimento, o atleta gira lateralmente em torno do próprio eixo enquanto continua em queda.
Marc-Olivier precisou manter estabilidade mesmo durante as rotações sucessivas. No fim da tentativa, completou 59 giros laterais consecutivos e conquistou seu segundo recorde mundial somente em 2026.
59 giros levaram canadense ao terceiro recorde mundial
As duas conquistas recentes completaram uma espécie de tríplice coroa acrobática para Marc-Olivier. Isso porque o canadense já havia entrado no Guinness World Records antes.
Em 14 de setembro de 2024, ele estabeleceu o recorde de maior número de cambalhotas para trás em um salto de paraquedas. Na ocasião, completou 36 movimentos durante a queda livre.
A marca anterior pertencia ao britânico Harry Shimmin, que havia realizado 19 em 2017. Portanto, o canadense quase dobrou o resultado registrado até então.
Agora, Marc-Olivier reúne três números impressionantes: 36 cambalhotas para trás em 2024, 41 cambalhotas em junho de 2026 e 59 giros laterais em julho de 2026.
Recordes mostram até onde atletas conseguem levar o corpo
A busca por marcas extremas não se limita aos esportes aéreos. Atletas de resistência também tentam descobrir até onde conseguem levar o corpo antes que desempenho e exaustão imponham limites.
No Brasil, um caso semelhante chamou atenção depois que um atleta conseguiu percorrer 188 quilômetros em apenas 24 horas. A história também mostrou como treinamento e resistência podem produzir números difíceis de imaginar. Ele correu 188 km em 24 horas: brasileiro bate recorde mundial e expõe até onde o corpo humano consegue ir.
No caso de Marc-Olivier, porém, existe outro fator: o tempo disponível termina rapidamente. O atleta precisa executar os movimentos e recuperar o controle antes de atingir a altitude prevista para abertura do paraquedas.
Primeiro recorde quase dobrou marca que permanecia desde 2017
A trajetória de recordes começou com um salto realizado em Quebec, em setembro de 2024. Marc-Olivier saiu da aeronave também a cerca de 13 mil pés e iniciou uma sequência de cambalhotas para trás.
Ao final da queda livre, havia realizado 36 movimentos. Até aquele momento, o recorde mundial era de 19. Assim, o canadense acrescentou 17 cambalhotas à marca anterior.
Essa primeira conquista mostrou que havia espaço para explorar outros movimentos acrobáticos. Por isso, Marc-Olivier continuou treinando e passou a buscar novas categorias.
Mais de 3.750 saltos ajudam a explicar domínio durante queda livre
Embora os números pareçam resultado de poucos segundos de ousadia, existe uma longa preparação por trás deles. Marc-Olivier pratica paraquedismo desde 2009, quando tinha apenas 17 anos.
Desde então, acumulou mais de 3.750 saltos. Essa experiência permite controlar o corpo durante a queda e recuperar estabilidade depois de movimentos rápidos.
Além disso, ele possui uma USPA D-license, considerada a certificação mais avançada oferecida pela United States Parachute Association. Para obtê-la, um paraquedista precisa cumprir vários requisitos técnicos e de experiência.
Entre eles está acumular pelo menos 180 minutos de queda livre controlada. Portanto, os recordes aconteceram depois de anos de treinamento e milhares de saltos.
Treinos serviram para descobrir as melhores condições
Marc-Olivier também não entrou no avião e tentou quebrar os recordes sem preparação específica. Antes das duas tentativas de 2026, realizou vários saltos de treinamento.
O objetivo era testar as melhores condições para executar os movimentos. Afinal, cada segundo de queda livre influencia o número máximo de rotações antes da abertura segura do paraquedas.
Além disso, movimentos sucessivos podem dificultar a orientação corporal. O atleta precisa manter consciência da altitude e interromper a sequência no momento adequado. Por isso, experiência e repetição tiveram papel central nas conquistas.
Recorde de 41 cambalhotas exigiu controle além de velocidade
Durante uma sequência tão longa, não basta girar rapidamente. O paraquedista também precisa controlar a posição do corpo para evitar uma rotação desorganizada.
Marc-Olivier conseguiu completar 41 cambalhotas mantendo controle suficiente para encerrar a sequência. Depois, abriu o paraquedas dentro da altitude planejada.
Além disso, o salto precisava produzir evidências claras para os avaliadores. As câmeras registraram os movimentos, enquanto testemunhas especializadas ajudaram na verificação.
Segundo desafio mudou completamente o eixo do movimento
O recorde de julho exigiu uma técnica diferente. Em vez de executar cambalhotas, Marc-Olivier precisava realizar giros laterais consecutivos.
Nesse movimento, o corpo gira em torno de seu eixo longitudinal. Visualmente, a rotação lembra um objeto rolando lateralmente pelo ar.
Porém, repetir a manobra dezenas de vezes exige estabilidade. Uma pequena alteração na posição corporal pode modificar a trajetória e prejudicar a sequência. Mesmo assim, o canadense completou 59 rotações.
Três recordes foram conquistados em menos de dois anos
Outro elemento chama atenção na trajetória. Marc-Olivier conquistou os três títulos em um intervalo inferior a dois anos.
O primeiro veio em setembro de 2024, com as 36 cambalhotas para trás. Depois, em junho de 2026, surgiram as 41 cambalhotas. Finalmente, em julho, ele completou os 59 barrel rolls consecutivos.
Portanto, dois dos três recordes chegaram em um intervalo de apenas 31 dias. A sequência transformou 2026 no ano mais produtivo da carreira do canadense em tentativas oficiais.
Outros recordistas também transformam números extremos em desafio
O Guinness possui uma longa tradição de registrar pessoas que transformam resistência, velocidade e precisão em números extraordinários. Em alguns casos, os recordes dependem de segundos. Em outros, exigem muitas horas de esforço contínuo.
Um exemplo publicado no CPG mostra exatamente essa diferença. Enquanto Marc-Olivier precisou aproveitar uma curta janela de queda livre, um brasileiro enfrentou um desafio de um dia inteiro para alcançar sua marca. Brasileiro percorre 188 km em 24 horas e quebra recorde mundial de resistência.
Os dois casos envolvem modalidades completamente diferentes. Entretanto, ambos mostram como preparação, controle físico e repetição podem transformar limites esportivos em recordes mensuráveis.
Comunidade do paraquedismo também disputa marcas
O próprio Marc-Olivier reconhece que os recordes podem não permanecer intocados para sempre. Afinal, outros atletas podem estudar seus números e tentar superá-los.
O canadense fez exatamente isso com marcas anteriores. No recorde de cambalhotas, passou de 32 para 41. Já nas cambalhotas para trás, elevou o número de 19 para 36.
Consequentemente, seus próprios resultados agora se transformam em novos alvos. Um futuro desafiante terá de superar marcas que já representam aumentos expressivos sobre os recordes anteriores.
Experiência começou aos 17 anos e virou busca por limites
Marc-Olivier começou a saltar quando ainda era adolescente. Desde então, o paraquedismo deixou de ser apenas uma atividade ocasional e se transformou em uma prática de alto nível técnico.
Os mais de 3.750 saltos acumulados representam a base dessa experiência. Além disso, cada tentativa de recorde exige preparação específica para transformar habilidade em um resultado verificável.
A combinação entre experiência e repetição também aparece em outras histórias de desempenho extremo. No CPG, a seção de recordes reúne feitos que vão de resistência física a conquistas reconhecidas pelo próprio Guinness. Veja outros recordes e feitos extraordinários publicados pelo Click Petróleo e Gás.
Números mostram como os recordes ficaram mais difíceis
A evolução das marcas revela o tamanho do desafio para quem tentar superá-lo. Na categoria de cambalhotas, o recorde passou de 32 para 41 movimentos.
Já nas cambalhotas para trás, o salto foi ainda maior. A referência anterior era de 19, enquanto Marc-Olivier chegou a 36.
Além disso, o canadense estabeleceu uma nova referência de 59 giros laterais consecutivos. Portanto, um futuro desafiante não precisará apenas repetir essas sequências, mas superar números construídos por um atleta com milhares de saltos.
Queda livre de poucos segundos concentra anos de treinamento
Os recordes acontecem durante uma janela extremamente curta. Porém, os resultados refletem 17 anos de experiência no paraquedismo.
Desde 2009, Marc-Olivier acumulou milhares de saltos e avançou até uma das certificações mais elevadas da modalidade. Depois, direcionou parte dessa experiência para desafios acrobáticos.
Assim, as tentativas de 2026 representam o ponto final de um processo muito maior. As 41 cambalhotas registradas pelas câmeras aconteceram em segundos, mas exigiram anos de prática.
Canadense transforma 41 cambalhotas e 59 giros em tríplice recorde
Marc-Olivier começou 2026 já como recordista mundial. Porém, terminou julho com três títulos diferentes ligados à acrobacia durante saltos de paraquedas.
Em junho, saltou de aproximadamente 3.962 metros e completou 41 cambalhotas. Dessa forma, superou em nove movimentos o recorde anterior.
Depois, em julho, voltou ao avião e realizou 59 giros laterais consecutivos. A conquista se somou às 36 cambalhotas para trás realizadas em 2024.
A sequência mostra uma progressão clara: 36, 41 e 59 movimentos em três desafios diferentes. Agora, esses números representam as marcas que outros paraquedistas precisarão superar para retirar do canadense seus títulos mundiais.
Você teria coragem de saltar de quase 4 mil metros e começar a dar cambalhotas durante a queda livre ou abriria o paraquedas assim que fosse possível?
Fonte
Guinness World Records
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

