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Candidato ao Senado, Júnior Feitoza critica fundo eleitoral e defende o fundo partidário

Candidato ao Senado, Júnior Feitoza critica fundo eleitoral e defende o fundo partidário

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

O advogado e candidato ao Senado pelo Democracia Cristã (DC), Júnior Feitoza, participou, nesta quinta-feira (3), da sabatina promovida pelo ac24horas. Durante a entrevista, ele criticou os valores destinados ao fundo eleitoral e defendeu que os partidos utilizem apenas os recursos do fundo partidário para financiar as campanhas.

Feitoza afirmou considerar incoerente o volume de recursos públicos destinado às eleições diante das dificuldades enfrentadas pela população brasileira.“Eu não acho aceitável o país gastar R$ 4,9 bilhões no fundo eleitoral em um país que não tem escola de qualidade, em que falta moradia e ainda existem esgotos a céu aberto”, afirmou.

O candidato diferenciou o fundo eleitoral do fundo partidário e declarou ser favorável à manutenção do segundo mecanismo. Segundo ele, os partidos já recebem recursos públicos por meio do fundo partidário, que deveriam ser utilizados para financiar as atividades políticas e eleitorais.“Eu sou a favor do fundo partidário, que os partidos já recebem, e sou a favor de que a política seja feita com aquele recurso. Fundo eleitoral, eu sou contra”, declarou.

Questionado se defenderia o retorno do financiamento privado de campanhas, Feitoza negou e reforçou sua posição pelo uso exclusivo do fundo partidário.“Não defendo. Defendo só o fundo partidário, porque os partidos já são instrumentos da República, como a Constituição diz. Então, só o fundo partidário é suficiente”, afirmou.

Feitoza também criticou o que classificou como uma forma de utilização de recursos públicos que pode favorecer a chamada compra de votos.“Nós temos que acabar com essa cultura da compra de votos disfarçada. Temos que acabar com essa cultura em que o Estado financia a compra de votos”, disse.

O candidato ainda apontou uma contradição entre a legislação eleitoral e o financiamento público das campanhas.“A lei proíbe o abuso do poder político e econômico, mas a própria lei financia o abuso. É uma contradição. É coerência da própria lei”, declarou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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