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Cápsula do tempo da princesa Diana deveria permanecer fechada por centenas de anos, mas obras de um novo centro de câncer infantil anteciparam sua abertura após 34 anos e revelaram dez registros preservados do início da década de 1990

Cápsula do tempo da princesa Diana deveria permanecer fechada por centenas de anos, mas obras de um novo centro de câncer infantil anteciparam sua abertura após 34 anos e revelaram dez registros preservados do início da década de 1990

4 min de leitura

Cápsula do tempo da princesa Diana deveria permanecer fechada por centenas de anos, mas obras de um novo centro de câncer infantil anteciparam sua abertura após 34 anos e revelaram dez registros preservados do início da década de 1990

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 01/09/2026 às 08:42

Atualizado em 01/09/2026 às 08:43

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Cápsula do tempo da princesa Diana é aberta após 34 anos e revela dez registros dos anos 1990 em Londres.

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Caixa instalada em hospital infantil de Londres guardava televisão de bolso, calculadora solar, moedas britânicas, passaporte europeu, sementes e um CD de Kylie Minogue.

Uma cápsula do tempo selada pela princesa Diana em março de 1991 foi retirada 34 anos depois no Great Ormond Street Hospital, em Londres. A abertura revelou dez registros daquele período, incluindo oito objetos escolhidos por duas crianças para representar a vida na década de 1990.

A caixa de madeira revestida de chumbo deveria permanecer fechada por centenas de anos. Entretanto, precisou ser removida antecipadamente para permitir a construção do novo Children’s Cancer Centre, centro dedicado ao tratamento de crianças com câncer.

O hospital anunciou a abertura em 27 de agosto de 2025, mas não informou a data exata da retirada. O comunicado esclareceu apenas que a caixa havia sido aberta anteriormente naquele ano, quando começaram os trabalhos relacionados ao novo empreendimento.

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objetos da capsula do tempo

Cápsula do tempo foi selada na entrada do hospital

De acordo com o Great Ormond Street Hospital, Diana participou de uma cerimônia realizada em março de 1991 para marcar o lançamento da pedra fundamental do Variety Club Building.

Como parte do evento, a princesa selou a cápsula na entrada principal da instituição. O edifício seria inaugurado por ela três anos depois, em 1994.

Diana havia assumido a presidência do hospital em 1989 e visitava regularmente os pacientes, familiares e funcionários. A cerimônia reproduziu uma tradição iniciada em 1872, quando Alexandra, então princesa de Gales, enterrou outra cápsula durante o lançamento da pedra fundamental de um edifício mais antigo.

A cápsula do século XIX, que teria guardado uma fotografia da rainha Vitória, nunca foi encontrada.

Crianças escolheram objetos que representavam os anos 1990

O conteúdo principal foi definido por meio de uma competição nacional relacionada ao programa infantil britânico Blue Peter. As crianças deveriam sugerir oito objetos capazes de representar a vida no começo da década de 1990.

Os vencedores foram David Watson, então com 11 anos e morador de Paignton, em Devon, e Sylvia Foulkes, de 9 anos, de Norwich. Diana ajudou os dois a selecionar os itens que seriam preservados.

Segundo o Guardian, David escolheu uma folha de papel reciclado, um passaporte europeu e o CD Rhythm of Love, terceiro álbum de estúdio da cantora australiana Kylie Minogue.

Sylvia selecionou uma coleção de moedas britânicas, um recipiente com cinco sementes de árvores e um holograma de floco de neve. Uma televisão portátil e uma calculadora movida a energia solar completavam os oito objetos escolhidos para representar o período.

A caixa também guardava uma fotografia de Diana e um exemplar do jornal The Times publicado no dia da cerimônia. Dessa forma, embora a competição tenha escolhido oito itens, o conjunto encontrado continha dez registros principais.

O jornal conservado na cápsula apresentava notícias relacionadas à União Soviética e aos desdobramentos da Guerra do Golfo. Parte dos objetos sofreu danos provocados pela umidade, especialmente os materiais de papel, mas o conteúdo permaneceu reconhecível.

Obras exigiram retirada antecipada

A cápsula ocupava uma área afetada pela construção do Children’s Cancer Centre. O novo espaço substituirá instalações consideradas ultrapassadas e será destinado ao tratamento de casos de câncer infantil, com atenção à pesquisa, à inovação e às necessidades das crianças e de suas famílias.

A construtora John Sisk and Son ficou encarregada de administrar cuidadosamente a remoção. Segundo a Sisk, a equipe protegeu a placa comemorativa e a caixa durante as etapas preparatórias e os trabalhos iniciais do projeto.

Funcionários que já trabalhavam no hospital em 1991 ou que nasceram naquele ano foram convidados a acompanhar a retirada. Entre eles estava Rochana Redkar, integrante da unidade de hematologia, oncologia pediátrica e transplante de medula óssea.

Ela afirmou ter ficado emocionada por participar da abertura de uma caixa enterrada justamente no ano em que nasceu. Janet Holmes, funcionária do hospital desde 1991, destacou a televisão portátil como o objeto que mais despertou lembranças.

Jason Dawson, diretor executivo responsável pelo novo centro, descreveu a experiência como uma conexão com as memórias e aspirações deixadas por uma geração anterior.

A retirada encerrou antecipadamente uma espera planejada para durar séculos. Mesmo aberta antes do previsto, a cápsula preservou um retrato material do início dos anos 1990 e da relação da princesa Diana com um dos principais hospitais infantis de Londres.

Fontes

https://sisk.com/news/sis

https://www.theguardian.c


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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