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Carne bovina e suína ficam mais baratas no Brasil após desaceleração das vendas externas, com acém caindo 3,90%, alcatra 2,77% e suínos 8,11%, enquanto exportações de julho recuam 21% depois de o país atingir a cota chinesa de carne bovina sem tarifa adicional

Carne bovina e suína ficam mais baratas no Brasil após desaceleração das vendas externas, com acém caindo 3,90%, alcatra 2,77% e suínos 8,11%, enquanto exportações de julho recuam 21% depois de o país atingir a cota chinesa de carne bovina sem tarifa adicional

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Carne bovina e suína ficam mais baratas no Brasil após desaceleração das vendas externas, com acém caindo 3,90%, alcatra 2,77% e suínos 8,11%, enquanto exportações de julho recuam 21% depois de o país atingir a cota chinesa de carne bovina sem tarifa adicional

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 07/09/2026 às 00:00

Atualizado em 07/09/2026 às 00:50

Agronegócio

Canal

Acém caiu 3,90%, alcatra 2,77% e carne suína 8,11% entre janeiro e julho, enquanto exportações bovinas recuaram 21% em julho após o Brasil atingir a cota chinesa sem tarifa adicional.

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Entre janeiro e julho, cortes bovinos e carne suína ficaram mais baratos no Brasil, enquanto as exportações perderam ritmo. O acém caiu 3,90%, a alcatra 2,77% e os suínos 8,11%. Em julho, vendas externas recuaram 21% após o país alcançar a cota anual chinesa de carne bovina sem tarifa adicional.

Os preços de diferentes cortes de carne bovina e também da carne suína recuaram no Brasil entre janeiro e julho, em um período marcado pela desaceleração das exportações brasileiras de carne bovina. O acém apresentou a maior queda entre os cortes citados, de 3,90%, enquanto a alcatra ficou 2,77% mais barata e os suínos acumularam redução de 8,11%.

Segundo reportagem publicada pelo Extra em 3 de setembro de 2026, os dados de preços vêm do Índice de Preços de Supermercados, o IPS, elaborado pela Associação Paulista de Supermercados, a APAS, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a FIPE. A publicação também relaciona o movimento à desaceleração das vendas externas após o Brasil atingir a cota chinesa de importação de carne bovina sem tarifa adicional.

Acém acumulou queda de 3,90% entre janeiro e julho

Carne fica mais barata, com acém e alcatra apresentando as maiores quedas. Suína também cai — Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo

O acém liderou as reduções entre os cortes bovinos destacados pelo levantamento.

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No acumulado de janeiro a julho, o preço caiu 3,90%, a maior retração entre os cortes mencionados pelo IPS.

Alcatra ficou 2,77% mais barata

A alcatra apareceu logo depois no levantamento.

O corte acumulou redução de 2,77% no mesmo período, também contribuindo para o alívio observado nos preços da carne bovina ao consumidor.

Coxão mole caiu 2,45% e contrafilé recuou 1,76%

Outros cortes bovinos também ficaram mais baratos.

O coxão mole apresentou queda de 2,45%, enquanto o contrafilé recuou 1,76% entre janeiro e julho.

Patinho e filé mignon também registraram redução

O movimento de baixa chegou ainda a cortes com perfis diferentes de consumo.

O patinho ficou 1,39% mais barato, e o filé mignon apresentou redução de 1,30% no período analisado.

Carne suína acumulou queda de 8,11%

A redução de preços não ficou restrita aos bovinos.

Segundo o levantamento citado pela fonte, a carne suína caiu 8,11% no acumulado do ano.

O recuo foi puxado principalmente por dois cortes com quedas superiores a 10%.

Pernil com osso caiu 13,52%

O pernil com osso apresentou a maior redução citada entre os cortes suínos.

O preço caiu 13,52%, percentual bem superior às retrações verificadas nos principais cortes bovinos apresentados no levantamento.

Lombo com osso ficou 10,16% mais barato

O lombo com osso também teve queda de dois dígitos.

O recuo acumulado chegou a 10,16%, reforçando a redução observada na carne suína ao longo do ano.

Economista da APAS vê alívio para o consumidor

O economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, destacou o impacto dessas quedas no orçamento das famílias.

“É um respiro importante para o bolso do consumidor brasileiro, especialmente em cortes que fazem parte do dia a dia, como o acém e a alcatra”, afirmou.

Exportações de julho somaram US$ 1,4 bilhão

A desaceleração das vendas externas aparece como outro elemento importante do cenário.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior, a Secex, mostram que, depois de um semestre de recordes consecutivos, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,4 bilhão em julho.

A reportagem apresenta o valor como equivalente a aproximadamente R$ 7,13 bilhões.

Vendas externas recuaram 21% em relação a junho

O resultado de julho representou uma mudança em relação ao mês anterior.

As exportações caíram 21% na comparação com junho, interrompendo a sequência de desempenho recorde mencionada pela fonte.

A redução das vendas para a China aparece como fator central para essa desaceleração.

Brasil atingiu cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas

Em julho, o Brasil alcançou a cota anual estabelecida pela China para importação de carne bovina sem cobrança adicional.

O limite é de 1,1 milhão de toneladas.

Depois que esse volume é atingido, as exportações acima da cota passam a enfrentar uma condição tarifária diferente.

Excedente passa a pagar tarifa adicional de 55%

A regra chinesa prevê cobrança sobre o volume que ultrapassar a cota.

Segundo a fonte, todo excedente acima das 1,1 milhão de toneladas fica sujeito a uma tarifa adicional de 55% para entrar no mercado chinês.

Esse mecanismo afetou as condições das vendas brasileiras para seu principal comprador externo.

Menos exportações podem aumentar oferta no mercado interno

Felipe Queiroz relacionou a desaceleração das exportações à maior disponibilidade de carne dentro do Brasil.

“O cenário de julho mostra como o mercado externo e o interno estão conectados. Quando a exportação desacelera, sobra mais carne por aqui, e isso se traduz em preços mais acessíveis para quem compra no supermercado”, explicou.

A avaliação é do economista-chefe da APAS e sustenta a relação apresentada pela fonte entre o ritmo das exportações e os preços internos.

China comprou 1,68 milhão de toneladas em 2025

A importância do mercado chinês aparece nos números do ano anterior.

Em 2025, a China importou o volume recorde de 1,68 milhão de toneladas de carne bovina brasileira.

Esse total correspondeu a 48% de tudo o que o Brasil exportou da proteína para o exterior, segundo os dados apresentados na reportagem.

Pequim segue como maior comprador da carne bovina brasileira

A China é apontada pela fonte como o maior comprador de carne bovina do Brasil.

Por isso, mudanças no ritmo das compras chinesas têm peso relevante sobre o fluxo das exportações brasileiras e, conforme a avaliação da APAS, podem repercutir também na disponibilidade de produto no mercado doméstico.

Expectativa é de retomada das vendas em novembro

A reportagem informa que a expectativa é de que as vendas voltem a ganhar força apenas em novembro.

Esse período começaria a entrar na cota de 2027, segundo a projeção apresentada pela fonte.

Até lá, o mercado segue lidando com os efeitos da cota anual já alcançada e da tarifa adicional aplicada ao excedente.

Preços menores coincidem com desaceleração das exportações

Entre janeiro e julho, o acém caiu 3,90%, a alcatra 2,77% e a carne suína 8,11%, enquanto julho registrou queda de 21% nas exportações brasileiras de carne bovina frente a junho.

Com a cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas sem tarifa adicional já atingida e o excedente sujeito a uma cobrança de 55%, a expectativa citada pela reportagem é de retomada das vendas apenas em novembro.

Na sua opinião, a queda nas exportações deve continuar ajudando a reduzir o preço da carne nos supermercados ou esse alívio tende a ser temporário? Deixe sua opinião nos comentários.

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agrocarne bovina


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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