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Carro da Fiat com motor ‘inquebrável’ desaparece por dois anos e é encontrado no fundo de poço em Goiás

Carro da Fiat com motor ‘inquebrável’ desaparece por dois anos e é encontrado no fundo de poço em Goiás

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4 min de leitura

Carro da Fiat com motor ‘inquebrável’ desaparece por dois anos e é encontrado no fundo de poço em Goiás

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 02/09/2026 às 09:37

Atualizado em 02/09/2026 às 09:40

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Mergulhadores chegaram ao veículo durante uma exploração iniciada pela busca de um par de óculos perdido. O Fiat Palio estava a cerca de 5,5 metros de profundidade, praticamente intacto e com a chave na ignição, antes de ser reconhecido pela família do proprietário.

Um Fiat Palio roubado em 2024 reapareceu cerca de dois anos depois no fundo do Poço Escuro, em Planaltina de Goiás. O veículo foi localizado por mergulhadores e retirado da água na quarta-feira (26) de agosto de 2026, depois que a equipe retornou ao ponto para fazer o resgate.

A reportagem do Mais Goiás informou que o automóvel pertencia a Juvenal e havia sido levado durante um assalto. Antes da identificação, porém, os mergulhadores nem sequer procuravam um carro naquela área.

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Busca por óculos levou mergulhadores ao poço

A exploração começou com outro objetivo. A equipe trabalhava na Lagoa Azul para localizar um par de óculos perdido quando um morador comentou sobre a existência, nas proximidades, de um ponto conhecido na região como “poço sem fundo”.

A informação levou os mergulhadores ao local, onde encontraram carcaças de veículos e motocicletas. Entre os objetos submersos, o Palio chamou atenção porque aparentava estar em condição melhor do que os demais automóveis localizados no fundo.

O carro estava praticamente inteiro, e havia outro detalhe incomum: a chave continuava na ignição. Em um mergulho posterior, a equipe retirou a chave e tentou abrir o porta-malas, mas não conseguiu.

Os mergulhadores também mediram a profundidade do ponto explorado e chegaram a aproximadamente 5,5 metros. A medição contrastou com as histórias que circulavam entre moradores sobre profundidades muito maiores e ajudaram a criar a fama do chamado “poço sem fundo”.

Depois da descoberta, a equipe pesquisou a situação do veículo e encontrou um registro relacionado a roubo ou furto. As imagens foram publicadas nas redes sociais, chegaram à filha do proprietário e permitiram que ela reconhecesse o Palio do pai.

O modelo permanece conhecido no mercado brasileiro mesmo após o fim de sua produção. Uma reportagem do CPG sobre Uno e Palio mostra como os dois compactos continuaram presentes no mercado de usados anos depois de deixarem as linhas de montagem.

Proprietário já havia enfrentado problemas com o Palio

Antes mesmo do roubo, Juvenal relatou ao Mais Goiás que a compra do automóvel havia sido marcada por dificuldades. Ele adquiriu o veículo no Paranoá, mas sofreu um golpe durante a negociação e precisou pagar novamente para conseguir ficar com o carro.

Em 2024, outro episódio afastou o Palio da família. Juvenal voltava para casa depois de deixar a esposa na igreja quando um homem entrou no automóvel pelo lado do passageiro, ameaçou o motorista com uma faca e exigiu o veículo.

Diante da ameaça, Juvenal entregou o carro. O Palio desapareceu a partir daquele momento e permaneceu longe da família até ser localizado pelos mergulhadores no fundo do Poço Escuro, cerca de dois anos depois.

O proprietário também contou que utilizava o automóvel para transportar uma filha que necessita de cuidados e atendimentos médicos. O veículo, portanto, tinha uma função frequente na rotina familiar antes de ser levado durante o assalto.

Motor Fire construiu fama de robustez nos Fiat

O Palio também ocupa posição importante na história do motor Fire, conjunto mecânico que ganhou reputação de resistência e manutenção simples no Brasil. A família equipou diferentes versões do hatch ao longo de sua trajetória e também apareceu em outros modelos populares da Fiat.

A Quatro Rodas registra a trajetória do motor Fire e aponta que sua estreia brasileira ocorreu em março de 2000 no Palio 1.3 16V de 80 cv. Depois, a família ganhou configurações 1.0, 1.3 e 1.4 no mercado nacional.

O conjunto também foi empregado em modelos como Uno, Siena, Strada, Punto, Idea e Doblò. Ao longo dos anos, recebeu atualizações de injeção, versões flex e mudanças voltadas a consumo e emissões, além da evolução Fire EVO apresentada no Brasil em 2010.

A reputação de robustez veio principalmente da manutenção simples, do custo relativamente baixo das peças e da baixa ocorrência de problemas crônicos apontada ao longo de décadas de uso. Essa fama fez o Fire ser tratado por proprietários e mecânicos como um dos motores mais resistentes da marca.

O próprio CPG publicou uma reportagem sobre a aposentadoria do motor Fire, destacando a longevidade do projeto e a reputação adquirida após décadas de presença em automóveis da Fiat.

Outro exemplo dessa permanência aparece em um Fiat Siena com motor Fire original utilizado em um projeto brasileiro com hidrogênio.

Fire é a abreviação de “Fully Integrated Robotised Engine”, denominação ligada ao processo automatizado usado em sua fabricação. A família estreou na Europa em 1985 e chegou ao Brasil 15 anos depois, substituindo gradualmente os antigos motores Fiasa utilizados pela Fiat.

No carro encontrado em Planaltina de Goiás, o estado que primeiro chamou a atenção dos mergulhadores foi o da própria estrutura: depois do período desaparecido e submerso, o Palio permanecia praticamente intacto e ainda tinha a chave na ignição.

Após o reconhecimento feito pela filha de Juvenal, a equipe conseguiu relacionar o veículo encontrado ao proprietário e organizar sua retirada do Poço Escuro. O resgate devolveu à família um automóvel que Juvenal já não esperava reencontrar desde o assalto ocorrido em 2024.

Fonte

https://quatrorodas.abril


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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