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Casal compra um túnel antiaéreo abandonado e, ao instalar uma prensa sobre um antigo pomar, ocupa 600 m² de terreno, cria 50 m² de área construída com um contrapeso de 6 toneladas e transforma o espaço numa adega subterrânea onde o vinho chega aos barris por uma perfuração na rocha

Casal compra um túnel antiaéreo abandonado e, ao instalar uma prensa sobre um antigo pomar, ocupa 600 m² de terreno, cria 50 m² de área construída com um contrapeso de 6 toneladas e transforma o espaço numa adega subterrânea onde o vinho chega aos barris por uma perfuração na rocha

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Casal compra um túnel antiaéreo abandonado e, ao instalar uma prensa sobre um antigo pomar, ocupa 600 m² de terreno, cria 50 m² de área construída com um contrapeso de 6 toneladas e transforma o espaço numa adega subterrânea onde o vinho chega aos barris por uma perfuração na rocha

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 10/09/2026 às 12:35

Atualizado em 10/09/2026 às 12:51

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Instalação criada para Heidelinde e Markus Lang, produtores de vinhos orgânicos no vale de Wachau, combina concreto, aço e peças industriais reaproveitadas para reinterpretar uma prensa manual histórica, enquanto o antigo abrigo escavado sob o pomar passa a integrar as etapas de vinificação e armazenamento.

A intervenção arquitetônica HM Lang incorporou um túnel antiaéreo abandonado ao processo de produção de vinho em Stein an der Donau, na Áustria. Em vez de isolar a cavidade sob o antigo pomar, o projeto conectou a prensa da superfície à adega subterrânea por uma abertura feita diretamente na rocha.

O Tzou Lubroth Architekten, escritório responsável pelo projeto, informa que o conjunto ocupa um terreno de 600 m² e reúne 50 m² de área construída. A prensa fica posicionada acima do túnel, que havia sido escavado por moradores locais para servir de abrigo durante a guerra.

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O desnível passou a integrar o processo de produção

Depois que Heidelinde e Markus Lang adquiriram a estrutura subterrânea, o espaço passou a ser usado na produção e no armazenamento dos vinhos da propriedade. A adaptação aproveitou uma construção já existente sob o terreno sem separá-la do trabalho realizado no pomar.

Casal transforma túnel antiaéreo abandonado na Áustria em adega subterrânea conectada a uma prensa de vinho com contrapeso de 6 toneladas.

A diferença de nível entre a superfície e o túnel foi incorporada ao funcionamento da instalação. As uvas são processadas no pomar e, depois da prensagem, o mosto percorre canais moldados na base de concreto até alcançar um funil alongado ligado à passagem que desce para a adega.

A perfuração atravessa a rocha e permite que uma mangueira conduza o líquido até os barris posicionados no interior do antigo abrigo. Assim, a etapa realizada ao ar livre fica fisicamente ligada ao espaço subterrâneo, sem exigir que o mosto seja levado manualmente de um nível ao outro.

A propriedade fica em uma região austríaca tradicionalmente associada à viticultura. No mesmo local, a produção passou a reunir uma estrutura defensiva preexistente, uma prensa inspirada em modelos históricos e componentes industriais reaproveitados, todos incorporados à operação ligada ao vinho.

Prensa histórica foi reinterpretada com concreto e aço

Markus, que tem formação ligada à engenharia, buscou reinterpretar uma prensa manual tradicional feita de madeira. Equipamentos desse tipo têm antecedentes associados ao período romano e continuaram a ser construídos e utilizados por produtores de vinho ao longo dos séculos.

Na instalação criada para a propriedade, o mecanismo histórico foi reconstruído principalmente com concreto e aço.

O projeto também incorporou componentes industriais reaproveitados, entre eles uma viga metálica e uma manivela que havia sido usada anteriormente em uma eclusa do rio Reno, na Alemanha.

Casal transforma túnel antiaéreo abandonado na Áustria em adega subterrânea conectada a uma prensa de vinho com contrapeso de 6 toneladas.

A viga está conectada a um contrapeso de concreto de 6 toneladas e apoiada por uma estrutura de concreto armado. Esse conjunto fornece a força usada na prensagem das uvas, preservando o princípio mecânico que orientou a releitura da antiga prensa manual.

As uvas são colocadas em um recipiente de aço inoxidável produzido especificamente para o equipamento. Quando a pressão é aplicada, o líquido extraído segue por pequenos sulcos formados na base de concreto e converge para o ponto em que começa o percurso em direção ao túnel.

O desenho da base integra a coleta do mosto ao restante da estrutura. Em vez de depender de um recipiente separado logo abaixo da prensa, os próprios canais moldados no concreto orientam o líquido até o funil que o conduz à tubulação instalada através da rocha.

Cobertura protege o mecanismo no antigo pomar

A cobertura foi projetada para proteger os componentes mecânicos sem fechar o espaço do pomar. Um elemento em balanço, parcialmente formado por peças vazadas, acompanha a estrutura da prensa e reúne sob a mesma construção o equipamento agrícola e os elementos responsáveis por seu funcionamento.

A posição da prensa também está diretamente relacionada ao túnel existente abaixo do terreno. Colocada sobre a cavidade, ela permite que a conexão vertical atravesse a rocha no ponto necessário para ligar o processamento realizado na superfície aos barris mantidos no espaço subterrâneo.

O reaproveitamento aparece em diferentes partes do conjunto. Além do antigo abrigo convertido em adega, o projeto recuperou componentes industriais para a prensa e substituiu a estrutura de madeira do modelo tradicional por concreto e aço, sem abandonar o princípio mecânico usado como referência.

O contrapeso de 6 toneladas participa diretamente da aplicação de força sobre as uvas. Ligado à viga metálica, ele trabalha no mecanismo enquanto o concreto armado sustenta o conjunto e recebe os canais responsáveis por orientar o mosto depois da extração.

O túnel manteve sua configuração subterrânea, mas passou a exercer uma função ligada à atividade vitivinícola da propriedade. Barris e etapas da produção ocupam o espaço que havia sido criado com finalidade defensiva, enquanto a prensa permanece exposta no antigo pomar, diretamente acima da cavidade.

O conjunto recebeu o nome HM Lang, referência a Heidelinde e Markus Lang. O casal cultiva vinhos orgânicos em vinhedos instalados em terraços acima do rio Danúbio, no início do vale de Wachau, e utiliza as uvas dessa produção nos vinhos elaborados na propriedade.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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