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Caso Maria Ramona: Suspeito de degolar jovem no Acre segue foragido após quase um mês

Caso Maria Ramona: Suspeito de degolar jovem no Acre segue foragido após quase um mês

O g1 entrou em contato com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e com a assessoria da Polícia Civil para tentar atualizações do caso e, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

👉Contexto: Maria Ramona e Daniel tinham um relacionamento e a suspeita é de que o crime tenha sido motivado por ciúmes. Segundo a Polícia Civil no dia do crime, Gusman rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu após passar três dias com o corpo no apartamento.

Uma amiga de Maria Ramona, que pediu para não ser identificada, disse ao g1 que a jovem tinha realizado um sonho pouco antes de ser morta pelo namorado. “Ela tinha o sonho de ter seu cantinho e conseguiu. Ramona sempre será lembrada por ser uma menina alegre e de sorriso fácil”, afirmou.

O suspeito já responde por um feminicídio ocorrido há oito anos em Boa Vista, Roraima. Em julho de 2018, ele matou a esposa venezuelana Betzabeth Miguelina Adam Daza, de 23 anos, que estava grávida de seis meses. Após o crime, foi preso no Acre em setembro daquele ano.

À época, ele tentava entrar no Brasil pela fronteira com o Peru, em Assis Brasil, no interior do estado quando foi localizado pela Polícia Federal no posto de imigração do município acreano. Em 2022, o Tribunal do Júri de Roraima condenou Daniel Gusman a 24 anos de prisão em regime fechado.

Daniel Nestor Gusman é suspeito de matar Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, em Rio Branco — Foto: Alexandre Lima/Arquivo Pessoal/Arquivo

Relembre o crime

O corpo de Maria Ramona foi encontrado dentro do banheiro do apartamento onde morava na Rua Vitória. Ela tinha um corte profundo no pescoço. A PM foi acionada depois que vizinhos sentiram um forte odor vindo do imóvel. Quando os policiais chegaram, encontraram o portão aberto e entraram.

No apartamento, também foram localizados sacos plásticos com pedaços de colchão sujos de sangue. Conforme a investigação, a suspeita é de que a morte ocorreu entre 30 e 31 de agosto e a jovem morta em cima da cama.

Uma semana após o crime, colegas da escola João Batista Aguiar, onde ela estudava fizeram uma passeata e protestaram contra o feminicídio. De acordo com o gestor da instituição, Wilson Guimarães, a passeata teve como objetivo protestar contra o índice de violência contra as mulheres no estado.

Ramona era estudante do turno noturno na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Essa é uma pauta que a gente trabalha na escola, mas devido à violência de uma aluna que, apesar de recém-chegada à escola, no acolhimento da noite ela falou de seus sonhos e era uma aluna tranquila”, disse.

Escola onde Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, estudava fez passeata contra feminicídio no Acre — Foto: Arquivo Pessoal/Wilson Guimarães

Feminicídios em 2026

Este foi o quarto feminicídio registrado oficialmente este ano. O primeiro crime deste ano foi de Juliana Barbosa Cerqueira, 44 anos, assassinada a facadas em 5 de julho pelo ex-marido Aldemir Abreu de Oliveira, que também se matou no Ramal do Japãozinho em Cruzeiro do Sul, interior do Acre.

Ainda em julho, Maria Ferreira da Silva Almeida, de 49 anos, foi assassinada a facadas pelo marido, Osmar Pinheiro da Silva, de 58 anos, bombeiro da reserva, no km 27 da rodovia que liga Manoel Urbano a Feijó, no interior do Acre. Logo após o crime o homem tirou a própria vida.

O caso mais recente tinah sido da jovem Reginaria Bandeira da Silva, de 22 anos, encontrada morta na manhã também em julho, em uma área de mata às margens do km 15 da estrada de Porto Acre, no interior do estado. O companheiro José Silva dos Santos, de 31, foi preso dias depois do crime.

Fonte: G1 Acre


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por G1.

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