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Cesta básica cai 4,68% em Rio Branco, mas feijão dispara 35% no ano

Cesta básica cai 4,68% em Rio Branco, mas feijão dispara 35% no ano

O preço da cesta básica caiu 4,68% em Rio Branco entre julho e agosto de 2026 e chegou a R$ 659,66, segundo levantamento do DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da redução no mês, o custo dos alimentos ainda acumula alta de 5,36% no ano e aumento de 2,87% em 12 meses.

A queda mensal foi influenciada principalmente pela redução no preço do tomate, que recuou 25,93% em agosto. Também ficaram mais baratos o açúcar cristal, com queda de 2,94%, o óleo de soja, que caiu 1,34%, o feijão carioca, com redução de 0,56%, o café em pó, com baixa de 0,43%, e o pão francês, que teve redução de 0,14%.

Na outra ponta, seis produtos ficaram mais caros. A maior alta foi registrada na farinha de mandioca, de 8,93%, seguida pelo arroz agulhinha, que subiu 3,45%. A manteiga teve aumento de 2,10%, enquanto o leite integral avançou 0,79%, a banana 0,69% e a carne bovina de primeira 0,33%.

Mesmo com a queda da cesta no mês, os preços de alguns alimentos acumulam aumentos expressivos. Em 12 meses, o feijão carioca teve alta de 34,29%, a carne bovina de primeira subiu 16,84% e a banana ficou 11,42% mais cara. Também houve aumentos no leite integral, de 4,24%, no pão francês, de 3,08%, e na farinha de mandioca, de 2,30%.

No acumulado de 2026, entre dezembro de 2025 e agosto deste ano, oito dos 12 produtos pesquisados registraram alta em Rio Branco. O feijão carioca lidera, com aumento de 35,32%, seguido pela carne bovina de primeira, que subiu 11,06%. O leite integral avançou 8,86%, o arroz 6,69%, a farinha de mandioca 5,42%, o tomate 3,99%, o pão francês 3,88% e a banana 0,26%.

Entre os produtos que ficaram mais baratos no ano estão o óleo de soja, com queda de 16,48%, o café em pó, que recuou 16,05%, e o açúcar cristal, com redução de 16,03%.

Peso no bolso

Com a cesta a R$ 659,66, o trabalhador de Rio Branco que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 89 horas e 32 minutos para comprar os alimentos básicos em agosto. Em julho, eram necessárias 93 horas e 55 minutos. Já em agosto de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, a jornada necessária chegava a 92 horas e 56 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a cesta consumiu 43,99% da renda do trabalhador em agosto. Em julho, esse percentual era de 46,15%, enquanto em agosto do ano passado correspondia a 45,67%.

Apesar da redução mensal, o levantamento mostra que a alimentação continua representando uma parcela significativa da renda dos trabalhadores. A queda registrada em agosto aliviou o custo imediato da cesta, mas a alta acumulada no ano, especialmente de itens como feijão, carne, leite e arroz, mantém pressão sobre o orçamento das famílias.

Fonte:ac24Agro


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

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