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Chamee Ratnayake deixa o bronze para trás com 40 horas de treino, chega à final aos 20 anos e vence prêmio de melhor sobremesa de 2,5 mil dólares australianos
Escrito por Douglas Avila
Publicado em 05/09/2026 às 21:04
Atualizado em 05/09/2026 às 21:05
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Chamee Ratnayake voltou ao Golden Chef depois de receber bronze, treinou mais de 40 horas para vencer a etapa regional, chegou à grande final aos 20 anos, conquistou ouro nos três pratos e levou o prêmio de melhor sobremesa com uma criação inspirada na família.
O primeiro resultado não foi aquele que o jovem chef de Auckland queria. Em 2025, Chamee entrou na competição e recebeu bronze, experiência que poderia ter encerrado a tentativa antes de uma segunda temporada.
Ele decidiu retornar. Para a etapa regional de 2026, contou com três mentores e acumulou mais de 40 horas de prática, trabalhando pontos que ainda não estavam no nível desejado.
O esforço produziu uma mudança visível. Em junho, Chamee venceu a disputa da Ilha Norte da Nova Zelândia com medalha de ouro e a maior pontuação do cook-off realizado na AUT.
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Naquele momento, ele ainda tinha 19 anos. Quando chegou à grande final em Melbourne, no começo de setembro, já aparecia na lista oficial como competidor de 20 anos.
A atualização de idade evita uma aparente divergência entre as fontes. O dado regional registra Chamee meses antes; o resultado final apresenta a idade informada no momento da premiação principal.
O ouro regional nasceu de uma decisão de tentar novamente
Na seletiva neozelandesa, 22 jovens chefs disputaram vagas. Cada participante precisou preparar duas porções de um prato principal e de uma sobremesa em duas horas e meia, usando receitas próprias.
Os avaliadores observaram técnica, criatividade, apresentação e sabor. Chamee respondeu com um cordeiro coberto por café, purê de cenoura com manteiga, cogumelos, acelga e molho de carne.
A sobremesa regional reuniu chocolate escuro, pera cozida em vinho branco, pera comprimida com manjericão, gel de laranja e farofa de aveia com manteiga. O equilíbrio entre texturas ajudou a sustentar a vitória.
Esse menu garantiu a vaga entre os finalistas da Austrália e da Nova Zelândia. Entretanto, Chamee sabia que o ouro regional não seria suficiente para competir repetindo apenas o que já havia funcionado.
A preparação passou a mirar outra prova, com três pratos e concorrentes que também tinham vencido suas regiões. O jovem precisou absorver a confiança do resultado sem tratar a classificação como missão concluída.
Na final, Chamee conquistou três ouros
O cook-off principal ocorreu durante a Fine Food Australia. Chamee representou a Ilha Norte diante de juízes ligados à Australian Culinary Federation, à NZChefs e à Nestlé Professional.
O desempenho foi consistente: entrada, prato principal e sobremesa receberam medalha de ouro. Assim, ele passou do bronze de uma temporada anterior para a faixa máxima em todas as etapas do novo menu.
O título geral ficou com a australiana Ashleigh Handsaker, que também obteve três ouros. Chamee, porém, terminou a final com um prêmio individual ligado justamente ao último prato.
Sua criação alcançou a maior pontuação entre as sobremesas. O reconhecimento oficial veio na categoria Nestlé DOCELLO Best Dessert Dish e acrescentou um prêmio de 2,5 mil dólares australianos.
O resultado demonstrou avanço em duas escalas. Primeiro, ele saiu do bronze para o ouro regional; depois, manteve o nível diante dos melhores classificados e se destacou em uma categoria específica.
A sobremesa “From Her Bowl” levou memória para o prato
Na decisão, Chamee apresentou uma sobremesa chamada “From Her Bowl”. O prato combinou semifreddo de aveia tostada, namelaka de chocolate branco, ruibarbo cozido, framboesa e uma peça crocante de aveia.
Os julgadores elogiaram a textura cremosa e o equilíbrio entre doçura, acidez e fruta fresca. Esses contrastes deram ao prato identidade suficiente para superar as demais sobremesas da final.
O nome indica uma ligação afetiva, mas as fontes consultadas não detalham qual pessoa da família inspirou cada elemento. Portanto, a memória pode ser reconhecida sem inventar uma história ausente do resultado oficial.
Essa cautela preserva o que a sobremesa revela por si mesma. Aveia, fruta, acidez e chocolate foram organizados como componentes técnicos, enquanto o título deu uma camada pessoal à apresentação.
A prova também mostrou que Chamee Ratnayake sobremesa não dependeu da receita usada meses antes. Ele chegou a Melbourne com outra composição, sinal de repertório e capacidade de desenvolver uma ideia nova.
Treinar 40 horas não garantia vitória, mas mudou o ponto de partida
As mais de 40 horas citadas por Chamee se referem à preparação para o regional, não apenas à grande final. Essa diferença é importante para compreender a duração real do processo.
O trabalho incluiu repetição e orientação de três mentores. Em cozinha competitiva, cada treino permite observar tempo, temperatura, consistência e apresentação antes que o relógio passe a valer oficialmente.
Ainda assim, prática não elimina imprevistos. Ingredientes reagem, equipamentos variam e o competidor precisa tomar decisões rápidas. O treino cria margem para responder sem perder todo o prato.
Ao voltar depois do bronze, Chamee aceitou medir novamente a própria técnica. O ouro regional confirmou evolução; os três ouros na final mostraram que ela resistia a uma disputa maior.
O prêmio de melhor sobremesa foi o ponto mais específico desse avanço. Não resultou apenas da nota geral, mas da comparação direta entre os últimos pratos apresentados por todos os finalistas.
A primeira grande final abriu uma nova etapa na carreira
Chamee chegou à competição como estudante de culinária da Auckland University of Technology. A vaga em Melbourne já representava sua primeira presença na grande final do Golden Chef.
A experiência colocou o jovem diante de profissionais, jurados e colegas de diferentes regiões. Além das medalhas, esse contato oferece referências sobre técnicas, organização e caminhos possíveis dentro da gastronomia.
Não há anúncio de emprego ou restaurante próprio ligado ao resultado. O fato confirmado é mais imediato: aos 20 anos, ele voltou para Auckland com três ouros, um prêmio individual e AUD 2,5 mil.
A sequência também muda a maneira como o bronze anterior pode ser lido. Em vez de fracasso definitivo, aquela nota virou informação sobre o que precisava ser melhorado antes da nova inscrição.
Por isso, a história não depende de afirmar que perseverança sempre vence. Chamee combinou decisão de retornar, mentoria, horas de treino e menus diferentes até produzir um resultado que pôde ser avaliado objetivamente.
Na etapa regional, o cordeiro e a pera abriram a porta. Na final, a sobremesa “From Her Bowl” transformou técnica e memória em destaque, enquanto os três pratos provaram consistência.
Entre o bronze e o prêmio de Melbourne houve quase um ano de trabalho. Aos 20, Chamee saiu da primeira grande final com uma resposta clara para a tentativa anterior: voltar preparado mudou o resultado.
Você usaria um resultado abaixo do esperado como motivo para desistir ou como guia para tentar novamente?
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Fontes
Nestlé Golden Chef’s Hat Award
Restaurant & Café
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

