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Chevrolet Tracker com apenas 82 mil km vira pesadelo para o dono após freio simplesmente parar de funcionar, concessionária aponta falha ligada à correia banhada a óleo e orçamento para recuperar o SUV dispara para R$ 10.131
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 01/09/2026 às 23:24
Atualizado em 01/09/2026 às 23:26
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Tracker 2021/2022 com 82 mil km apresenta falha no freio; concessionária relaciona problema à correia banhada a óleo e cobra R$ 10.131.
Um proprietário de Chevrolet Tracker 2021/2022 com apenas 82 mil quilômetros relatou que o sistema de freio do SUV deixou de funcionar normalmente e que, após levar o veículo a uma concessionária, recebeu a informação de que o problema estava relacionado à correia sincronizadora banhada a óleo. Segundo a reclamação registrada em Aracaju, Sergipe, em janeiro de 2026, o orçamento apresentado para o reparo chegou a R$ 10.131, valor que surpreendeu o consumidor porque a correia ainda estava muito distante dos 240 mil quilômetros previstos pela Chevrolet para sua substituição programada.
O caso exige uma distinção importante. O proprietário afirma que realizou todas as revisões na rede autorizada até 60 mil quilômetros, mas deixou de fazê-las posteriormente porque entendia que a garantia normal do carro havia terminado.
A Chevrolet respondeu que existe uma cobertura diferenciada de até 240 mil quilômetros ou 15 anos para a correia, mas condicionada ao cumprimento das revisões preventivas a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses dentro da rede autorizada. Como a montadora considerou que esse requisito não havia sido cumprido, recusou o atendimento sem custo. A empresa também informou que não havia ação de campo pendente para aquele veículo.
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Paulo Nogueira
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Tracker havia feito revisões na concessionária até os 60 mil quilômetros
O proprietário, identificado como Gilvan na reclamação pública, afirmou ter comprado uma Tracker ano/modelo 2021/2022.
Durante boa parte da utilização do veículo, segundo ele, as manutenções foram realizadas dentro da própria rede Chevrolet.
As revisões em concessionária teriam sido mantidas até os 60 mil quilômetros. Depois dessa marca, o proprietário decidiu utilizar outras alternativas de manutenção porque considerava encerrado o período convencional de garantia do SUV.
A decisão acabaria se tornando crucial quando o problema apareceu.
Não porque uma revisão fora da concessionária prove que a correia foi danificada, mas porque a Chevrolet utiliza o histórico de manutenção como uma das condições para conceder a cobertura diferenciada do componente.
Problema apareceu quando o hodômetro marcava apenas 82 mil quilômetros
A diferença entre a quilometragem do veículo e o intervalo oficial previsto para a correia é o que torna o episódio especialmente chamativo.
Segundo Gilvan, a Tracker tinha somente 82 mil quilômetros quando ocorreu a falha.
Na descrição publicada no Reclame Aqui, ele afirma de forma direta que “o freio simplesmente parou de funcionar”.
Assista o vídeo
Depois disso, levou o SUV a uma concessionária Chevrolet para descobrir a origem do problema.
Foi ali, segundo o próprio consumidor, que recebeu o diagnóstico que colocou a correia banhada a óleo no centro da discussão.
A reclamação não disponibiliza um laudo técnico detalhado que permita reconstruir publicamente todos os componentes afetados ou determinar exatamente o mecanismo da falha.
Por isso, a relação entre o problema do freio e a correia deve ser apresentada como diagnóstico informado ao proprietário pela concessionária, e não como uma conclusão técnica independente desta reportagem.
Concessionária teria relacionado falha à correia banhada a óleo
De acordo com o relato, a concessionária informou que o problema estava na correia sincronizadora banhada a óleo.
Esse componente faz parte do sistema responsável por manter sincronizado o funcionamento de partes internas essenciais do motor.
Nos motores Chevrolet de três cilindros mais recentes, a correia trabalha em contato direto com o óleo lubrificante, em vez de permanecer seca e isolada como ocorre em sistemas convencionais.
A própria Chevrolet explica que adotou a tecnologia para buscar menor ruído, menor vibração, eficiência e durabilidade. A fabricante afirma que a correia foi desenvolvida segundo suas especificações e trabalha com o lubrificante do motor.
É justamente essa integração ao circuito de óleo que torna o cumprimento das especificações do lubrificante especialmente relevante.
Orçamento entregue ao proprietário chegou a R$ 10.131
Depois do diagnóstico veio o número que mudou a dimensão do problema. A concessionária apresentou orçamento de R$ 10.131 para o reparo, segundo a reclamação.
O proprietário considerou o valor incompatível com aquilo que esperava de um veículo com 82 mil quilômetros e de um componente cujo intervalo de substituição informado pela Chevrolet é muito superior.
A publicação não apresenta uma relação completa das peças, serviços e horas de mão de obra incluídas nesses R$ 10.131.
A própria Chevrolet destacou em sua resposta que suas concessionárias são empresas autônomas e que preços de diagnóstico, peças e mão de obra podem variar entre lojas e regiões.
Manual prevê troca da correia apenas aos 240 mil quilômetros ou 15 anos
A programação oficial ajuda a entender a reação do proprietário. No plano de manutenção da Tracker dessa geração, a Chevrolet determina a substituição da correia sincronizadora e do tensor aos 240 mil quilômetros ou 15 anos, prevalecendo aquilo que ocorrer primeiro.
A correia da bomba de óleo possui o mesmo intervalo.
Já a correia de acessórios é diferente e tem previsão de substituição aos 120 mil quilômetros ou cinco anos.
Isso significa que, aos 82 mil quilômetros, a Tracker relatada havia percorrido pouco mais de um terço da quilometragem estabelecida para a troca programada da correia sincronizadora.
Proprietário deixou a rede autorizada depois dos 60 mil quilômetros
Gilvan afirmou que fez todas as revisões na concessionária até os 60 mil quilômetros. Depois disso, passou a não realizar mais as revisões dentro da rede porque entendia que a garantia do veículo havia acabado.
Quando solicitou cobertura para o problema aos 82 mil quilômetros, a Chevrolet analisou o histórico e respondeu que o plano de manutenção exigido para a cobertura diferenciada da correia não havia sido cumprido.
Segundo a fabricante, as revisões deveriam ter ocorrido rigorosamente a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses, dentro da concessionária Chevrolet, para preservação daquela cobertura específica.
A empresa utilizou esse ponto para justificar a negativa do reparo gratuito. A resposta evidencia uma diferença importante entre duas informações que podem parecer iguais, mas não são.
Uma coisa é o intervalo técnico previsto para substituir a correia. Outra é a condição contratual exigida pela fabricante para determinada cobertura de garantia.
Proprietário questionou campanha que oferecia condição especial para Onix
Gilvan afirmou ter visto publicidade relacionada a uma condição especial envolvendo veículos com correia banhada a óleo e disse ter questionado a concessionária porque acreditava que poderia utilizar o benefício.
Segundo ele, havia uma oferta divulgada com valor de reparo muito inferior ao orçamento de R$ 10.131 que recebeu.
Ao procurar atendimento, porém, foi informado de que a ação comercial mencionada era direcionada ao Onix e ao Onix Plus, não à Tracker.
A Chevrolet confirmou essa diferença em sua resposta oficial ao consumidor.
A empresa declarou expressamente que a ação citada era válida exclusivamente para os modelos Onix e Onix Plus e que não havia extensão daquele programa específico para a Tracker.
Foi essa diferença que levou o proprietário a acusar a empresa de propaganda enganosa, caracterização feita por ele e não reconhecida pela montadora.
Tracker ainda possui previsão de 240 mil quilômetros para o componente
O fato de uma determinada ação comercial não incluir a Tracker não significa que o SUV tenha um intervalo de manutenção menor para sua correia sincronizadora.
O manual da geração deixa claro o número: 240 mil quilômetros ou 15 anos para correia sincronizadora e tensor.
A própria Chevrolet também inclui a Tracker entre os modelos que utilizam seus motores modernos de três cilindros com a solução banhada a óleo e mantém, em sua comunicação atual, os 240 mil quilômetros como referência de substituição do componente.
Assista o vídeo
No caso específico de Gilvan, a discussão não ocorreu porque o veículo havia alcançado o momento normal de troca.
O conflito foi justamente o contrário: o problema relatado surgiu aos 82 mil quilômetros, muito antes da substituição prevista, enquanto a fabricante considerou que o histórico de manutenção não atendia às condições exigidas para cobrir o serviço gratuitamente.
Sistema de assistência explica por que alterações podem deixar pedal mais pesado
O manual da própria Tracker ajuda a esclarecer um ponto importante sobre a descrição de “freio que parou de funcionar”.
O veículo utiliza assistência de frenagem, e o servofreio reduz o esforço necessário para que o motorista pressione o pedal.
O manual explica que, quando essa assistência deixa de atuar, a frenagem continua possível, mas passa a exigir força significativamente maior sobre o pedal.
Portanto, relatos de pedal extremamente duro precisam ser tecnicamente distinguidos de uma perda absoluta de todos os meios de frenagem.
No caso de Gilvan, a fonte disponível registra sua afirmação de que o freio “simplesmente parou de funcionar”.
Chevrolet afirmou não existir recall ou ação de campo pendente para o carro
Na resposta publicada em 14 de janeiro de 2026, a Chevrolet informou também que não havia ação de campo pendente para aquela Tracker.
Isso significa que a empresa não tratou o caso do proprietário como parte de uma convocação específica em aberto para correção gratuita daquele veículo.
A fabricante reiterou que eventuais reparos dependeriam de orçamento e avaliação na rede autorizada. A reclamação terminou classificada na plataforma como não resolvida, com nota zero dada pelo consumidor ao atendimento.
Gilvan declarou que não voltaria a fazer negócio com a marca.
Isso representa a avaliação individual dele sobre o caso e não uma conclusão técnica sobre toda a frota de Tracker.
Problema aos 82 mil quilômetros transforma manutenção em conta de cinco dígitos
O caso da Tracker de Aracaju reúne justamente os elementos que mais preocupam proprietários de veículos modernos.
O SUV tinha 82 mil quilômetros, o proprietário dizia ter feito revisões em concessionária até os 60 mil, o componente envolvido possui substituição programada somente aos 240 mil quilômetros e o orçamento final chegou a R$ 10.131.
A Chevrolet, por outro lado, não reconheceu direito ao reparo gratuito porque considerou que as condições necessárias para a cobertura diferenciada da correia não haviam sido mantidas após a saída do veículo da rede autorizada. A fabricante também afirmou que nenhuma ação de campo estava pendente para a Tracker.
No caso de Gilvan, uma peça projetada para permanecer em serviço por uma quilometragem muito maior entrou no centro de uma discussão mecânica e contratual quando o carro tinha apenas 82 mil quilômetros.
E o que começou como uma falha inesperada no freio terminou com um número difícil de ignorar: R$ 10.131 para colocar o SUV novamente em ordem, segundo o orçamento relatado pelo proprietário.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

