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China inaugura terminal de 430 metros para receber superpetroleiros de 300 mil toneladas, descarrega primeiro navio e conecta petróleo diretamente a complexo da Aramco de US$ 12,5 bilhões

China inaugura terminal de 430 metros para receber superpetroleiros de 300 mil toneladas, descarrega primeiro navio e conecta petróleo diretamente a complexo da Aramco de US$ 12,5 bilhões

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China inaugura terminal de 430 metros para receber superpetroleiros de 300 mil toneladas, descarrega primeiro navio e conecta petróleo diretamente a complexo da Aramco de US$ 12,5 bilhões

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 16/09/2026 às 16:34

Atualizado em 16/09/2026 às 16:40

Portos e Estaleiros

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A China colocou em operação um novo terminal petrolífero no Porto de Panjin, capaz de receber superpetroleiros de até 300 mil toneladas de porte bruto. Em 10 de setembro de 2026, a instalação concluiu a descarga de seu primeiro navio carregado e enviou o petróleo diretamente por dutos aos tanques de um complexo petroquímico de aproximadamente US$ 12,5 bilhões. O empreendimento reúne uma refinaria projetada para processar 300 mil barris por dia e fábricas de produtos químicos.

A China concluiu uma etapa importante de um dos seus grandes investimentos em refino e petroquímica. Em 10 de setembro de 2026, o Porto de Panjin recebeu e descarregou o primeiro superpetroleiro carregado em um novo berço de 300 mil toneladas, no nordeste do país.

Segundo a reportagem publicada pelo portal marítimo Splash247 em 14 de setembro de 2026, a instalação integra a infraestrutura de abastecimento do complexo Huajin Aramco Petrochemical.

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O terminal possui 430 metros de extensão e recebe embarcações com porte bruto entre 100 mil e 300 mil toneladas. Além disso, uma rede de dutos transporta o petróleo descarregado diretamente para os tanques da instalação industrial.

Entretanto, a inauguração do terminal não significa que todas as unidades do complexo petroquímico já operam comercialmente. A nova estrutura concluiu a ligação marítima necessária para abastecer o empreendimento, enquanto a refinaria ainda precisava avançar nas etapas de partida industrial.

Porto de Panjin recebe primeiro superpetroleiro carregado e inicia operação comercial

O novo berço fica na área portuária de Rongxing, em Panjin, na província chinesa de Liaoning. A localização oferece acesso marítimo ao complexo petroquímico desenvolvido pela Huajin Aramco.

Imagem: Reprodução Splash.

Em 10 de setembro, o terminal concluiu a descarga de sua primeira carga de petróleo bruto transportada por um VLCC, sigla inglesa para Very Large Crude Carrier.

Essas embarcações transportam grandes volumes de petróleo em rotas internacionais. Por isso, exigem infraestrutura específica para navegação, atracação e movimentação segura da carga.

O novo terminal comporta navios com porte bruto entre 100 mil e 300 mil toneladas. Além disso, possui 430 metros de comprimento, dimensão que permite receber grandes petroleiros.

Segundo a Splash247, a instalação é a única do Porto de Panjin com capacidade para atender VLCCs dessa categoria.

Dessa forma, o porto ampliou sua infraestrutura para receber diretamente grandes carregamentos de petróleo destinados ao complexo industrial.

Novo terminal elimina necessidade de transferir petróleo por outros portos

Antes da inauguração, Panjin enfrentava limitações para receber superpetroleiros diretamente.

Segundo o governo municipal, a ausência de um berço de águas profundas adequado obrigava a cadeia de abastecimento a utilizar outros locais para transferir cargas e organizar o transporte até a região.

Consequentemente, o processo envolvia etapas adicionais de movimentação, custos logísticos e maior complexidade operacional.

Agora, o novo terminal permite que grandes petroleiros descarreguem petróleo diretamente em Panjin. Em seguida, os dutos conduzem a carga até os tanques do complexo petroquímico.

Portanto, a instalação estabelece uma ligação direta entre o transporte marítimo e o armazenamento industrial, sem exigir as mesmas operações intermediárias que anteriormente limitavam o abastecimento regional.

Entretanto, as autoridades não divulgaram uma economia financeira comprovada decorrente da mudança. Por isso, não é possível atribuir um percentual específico de redução de custos à nova operação.

Berço de 430 metros recebe petroleiros com capacidade de até 300 mil toneladas

O novo terminal possui uma estrutura projetada para atender navios petroleiros de grande porte.

Seu berço apresenta 430 metros de comprimento e capacidade para receber embarcações de 100 mil a 300 mil toneladas de porte bruto.

Vale destacar que porte bruto não representa necessariamente o peso de petróleo transportado em cada viagem. A medida também considera outros componentes da capacidade de carga do navio, como combustível, provisões e demais pesos variáveis.

Além disso, a quantidade efetiva de petróleo depende das características da embarcação e das condições de carregamento.

O empreendimento também exige equipamentos especializados para transferir o petróleo com segurança. Entre eles estão os braços de descarregamento, os sistemas de atracação e a rede de tubulações.

Dessa maneira, a nova estrutura amplia a capacidade de Panjin para atender embarcações que anteriormente não conseguiam realizar operações diretas no porto.

Navio de 332,67 metros realizou teste antes da primeira descarga comercial

A inauguração comercial ocorreu depois de uma etapa de testes realizada em agosto de 2026.

Na ocasião, o Porto de Panjin recebeu o superpetroleiro Yuan Gui Yang, com 332,67 metros de comprimento e aproximadamente 310 mil toneladas de porte bruto, para uma operação experimental sem carga.

Durante o procedimento, as equipes verificaram as condições de navegação, atracação, conexão dos braços de descarregamento e funcionamento dos sistemas portuários.

Além disso, a administração portuária avaliou os procedimentos necessários para receber embarcações de grandes dimensões.

O teste terminou em 11 de agosto e abriu caminho para a primeira operação com petróleo.

Posteriormente, em 10 de setembro, o terminal recebeu seu primeiro VLCC carregado e concluiu a descarga. Assim, a instalação avançou da fase experimental para a operação comercial efetiva.

Operação em Panjin acompanha investimentos mundiais para receber navios gigantes

A ampliação do Porto de Panjin acompanha um desafio enfrentado por instalações marítimas em diferentes países: adaptar a infraestrutura ao crescimento das embarcações.

Entretanto, cada terminal possui exigências próprias conforme o tipo de carga, as dimensões dos navios e as condições de navegação.

Em reportagem do CPG, Roberta Souza apresentou um projeto de US$ 642 milhões no Porto de Oakland, nos Estados Unidos, para ampliar áreas de manobra e permitir operações com navios de até 400 metros.

Embora Oakland atenda principalmente porta-contêineres e Panjin tenha inaugurado um terminal petrolífero, os dois projetos respondem à necessidade de adaptar instalações portuárias a embarcações de grande porte.

Além disso, demonstram que a capacidade de um porto depende não apenas de seus berços, mas também dos canais de navegação e das condições de manobra.

Complexo Huajin Aramco reúne investimento de US$ 12,5 bilhões na China

O novo terminal integra a infraestrutura do complexo Huajin Aramco Petrochemical, um dos grandes projetos de refino e petroquímica em desenvolvimento no país.

Segundo a Splash247, o empreendimento reúne investimentos anunciados de 83,7 bilhões de yuans, aproximadamente US$ 12,5 bilhões.

O complexo combina atividades de processamento de petróleo e produção de matérias-primas petroquímicas. Além disso, o projeto inclui estruturas de armazenamento, transporte e abastecimento industrial.

A participação da Saudi Aramco reforça a conexão comercial entre a produção de petróleo da Arábia Saudita e o mercado consumidor chinês.

Entretanto, os US$ 12,5 bilhões representam o investimento total anunciado para o complexo. O valor não corresponde exclusivamente ao custo do terminal marítimo.

Da mesma forma, a inauguração do berço petrolífero não comprova que todos os recursos previstos já foram desembolsados.

Refinaria terá capacidade de 300 mil barris de petróleo por dia

O projeto industrial inclui uma refinaria com capacidade planejada para processar 300 mil barris de petróleo bruto por dia.

Além disso, o complexo terá uma unidade com capacidade anual de 1,65 milhão de toneladas de etileno e outra destinada à produção de 2 milhões de toneladas de paraxileno por ano.

Esses produtos petroquímicos abastecem diferentes cadeias industriais. O etileno, por exemplo, serve como matéria-prima para diversos tipos de plásticos, enquanto o paraxileno participa da fabricação de produtos ligados à cadeia do poliéster.

Dessa maneira, o empreendimento pretende transformar petróleo bruto em combustíveis e insumos de maior valor agregado.

Entretanto, as capacidades anunciadas representam as especificações planejadas das instalações, não volumes que a companhia já comprovou produzir comercialmente.

Em junho de 2026, a Reuters informou que dificuldades no abastecimento de petróleo do Oriente Médio haviam levado o projeto a adiar sua partida para setembro ou outubro.

Portanto, a entrada em operação do terminal representa um avanço logístico importante, mas não deve ser confundida com a inauguração comercial de toda a refinaria.

Saudi Aramco poderá fornecer até 210 mil barris diários ao empreendimento

A petrolífera saudita Saudi Aramco participa diretamente da estrutura empresarial e do abastecimento do complexo.

Segundo as informações divulgadas pela Splash247, a companhia assumiu o compromisso de fornecer até 210 mil barris de petróleo bruto por dia ao empreendimento.

Esse volume corresponde a 70% da capacidade nominal de processamento da refinaria, considerando os 300 mil barris diários previstos para a instalação.

Entretanto, o compromisso de fornecimento não significa que a Aramco já entrega diariamente essa quantidade. O volume efetivo dependerá da operação industrial e da execução dos contratos.

Além disso, a capacidade de receber grandes petroleiros permite organizar o abastecimento por meio de carregamentos marítimos de grande escala.

Assim, o novo terminal constitui uma peça importante na ligação entre a produção internacional de petróleo e a futura atividade industrial de Panjin.

China e Arábia Saudita dividem controle do projeto petroquímico bilionário

A Huajin Aramco Petrochemical Company reúne três acionistas.

O grupo estatal chinês NORINCO controla 51% do empreendimento. A Saudi Aramco possui uma participação de 30%, enquanto a empresa chinesa Panjin Xincheng Industrial Group detém os 19% restantes.

Portanto, os investidores chineses controlam conjuntamente 70% do negócio, enquanto a companhia saudita participa como acionista estratégica e fornecedora de petróleo.

Além disso, a estrutura reúne interesses industriais e comerciais de diferentes empresas em um projeto integrado de refino e petroquímica.

O novo terminal fortalece a infraestrutura de abastecimento dessa parceria. Entretanto, a operação portuária não modifica automaticamente as participações societárias anunciadas.

Terminal petrolífero recebeu autorização internacional antes da inauguração

A conclusão da primeira descarga representa o resultado de várias etapas de preparação.

Em maio de 2026, as autoridades autorizaram o novo berço petrolífero a realizar operações internacionais.

Além disso, o governo aprovou dois novos berços destinados a cargas gerais. Com essas autorizações, o Porto de Panjin passou a contar com 22 berços habilitados para operações internacionais, segundo a Splash247.

Entretanto, a autorização administrativa não representava o início da operação comercial.

Posteriormente, o porto realizou os testes com uma embarcação vazia em agosto. Somente em setembro ocorreu a primeira descarga de petróleo.

Dessa forma, o projeto avançou por três etapas distintas: autorização regulatória, testes operacionais e início das atividades comerciais do berço.

Porto do Açu também utiliza infraestrutura especializada para movimentar petróleo

A ligação entre grandes petroleiros e instalações terrestres também possui importância estratégica no Brasil.

Em reportagem do CPG, Roberta Souza detalhou como a Açu Petróleo firmou contrato com a Petrobras para movimentar cerca de 240 milhões de barris de petróleo em dois anos pelo Porto do Açu, no Rio de Janeiro.

Entretanto, os dois empreendimentos possuem finalidades diferentes. Enquanto Panjin ampliou a capacidade de receber petróleo importado para abastecer um complexo industrial, o Porto do Açu atua na movimentação de petróleo brasileiro, incluindo operações voltadas à exportação.

Apesar dessa distinção, ambos demonstram a importância da infraestrutura marítima para movimentar grandes volumes de óleo.

Além disso, terminais especializados ajudam a conectar produção, armazenamento, transporte e unidades industriais.

Expansão de portos também acompanha grandes investimentos em outras regiões

O desenvolvimento portuário exige investimentos em diferentes estruturas para receber cargas e embarcações cada vez maiores.

Em outra reportagem do CPG, Roberta Souza apresentou a expansão do Porto de Klaipėda, na Lituânia, com um projeto superior a € 1 bilhão e previsão de criar aproximadamente 100 hectares de nova área.

Embora a iniciativa europeia possua características distintas do terminal petrolífero chinês, ambas envolvem a adaptação de instalações marítimas para ampliar sua capacidade logística.

Além disso, os projetos demonstram que a infraestrutura portuária pode influenciar a competitividade de grandes empreendimentos industriais.

Entretanto, o simples anúncio de investimentos não garante aumento imediato da movimentação de cargas. Cada empreendimento precisa concluir suas obras e iniciar efetivamente suas operações.

O que muda para o abastecimento de petróleo da refinaria chinesa?

Com a inauguração do novo berço, o Porto de Panjin passou a receber diretamente superpetroleiros capazes de transportar grandes volumes de petróleo bruto.

Além disso, a rede de dutos permite encaminhar a carga descarregada aos tanques do complexo Huajin Aramco.

Consequentemente, a instalação elimina uma limitação logística que anteriormente impedia a chegada direta dessas embarcações ao porto.

Entretanto, o terminal não garante sozinho a produção comercial da refinaria. A companhia ainda precisa concluir as etapas de partida e colocar as unidades industriais em funcionamento.

O empreendimento reúne investimentos anunciados de aproximadamente US$ 12,5 bilhões, capacidade planejada de 300 mil barris diários de refino e produção anual prevista de 1,65 milhão de toneladas de etileno e 2 milhões de toneladas de paraxileno.

Assim, a primeira descarga comercial marca um avanço concreto na infraestrutura de abastecimento do complexo, enquanto o início efetivo da produção industrial permanece uma etapa distinta.

E você: a construção de terminais capazes de receber superpetroleiros de 300 mil toneladas pode ajudar o Brasil a ampliar a competitividade de seus portos e reduzir os custos logísticos do setor de petróleo?

Fonte

Splash Ports


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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