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Cidade brasileira está sendo invadida pelo mar, estrada está sendo destruída e solução pode custar R$ 150 milhões para conter erosão, restabelecer acesso e proteger ligação costeira nos próximos anos
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 10/09/2026 às 12:32
Atualizado em 10/09/2026 às 12:49
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Prefeitura de Campos dos Goytacazes prepara um desvio para retirar veículos do trecho mais atingido entre Farol de São Tomé e Barra do Furado, enquanto a intervenção permanente contra a erosão depende de financiamento estadual e federal e de autorizações para ser executada.
O avanço do mar comprometeu a estrada que liga Farol de São Tomé a Barra do Furado, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e levou a Prefeitura a preparar um acesso alternativo para manter a circulação fora do trecho mais atingido pela erosão.
A solução emergencial não substitui a intervenção planejada para enfrentar o problema de forma permanente. O município estima em cerca de R$ 150 milhões o custo do projeto definitivo, cuja execução ainda depende de recursos e de autorizações de diferentes órgãos públicos.
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Em uma atualização divulgada em agosto deste ano, a Defesa Civil de Campos dos Goytacazes informou que as máquinas destinadas ao serviço emergencial já estavam no local, mas chuva forte, ressaca e aumento da erosão impediam o início do trabalho. O órgão mantinha o monitoramento da faixa costeira afetada.
O trecho atingido fica na região conhecida como Gaivotas, a partir do Lagamar. Na área, a água alcançou a estrada e afetou o tráfego entre a região do terminal pesqueiro e Farol de São Tomé, exigindo acompanhamento das equipes municipais e orientação aos motoristas.
A alternativa escolhida pela Prefeitura é abrir um novo acesso por uma propriedade situada às margens da estrada. O desvio busca retirar os veículos da parte mais exposta ao mar e recuperar melhores condições de passagem enquanto a obra de maior porte não é viabilizada.
Técnicos municipais avaliaram o local em agosto deste ano e verificaram condições do solo, resistência do terreno, presença de valões próximos e outros fatores capazes de interferir na abertura do caminho. A inspeção buscou determinar as condições necessárias à implantação do acesso provisório.
A vistoria reuniu representantes das secretarias de Agricultura, Pecuária e Infraestrutura Rural, Obras, Infraestrutura e Mobilidade Urbana e Defesa Civil, além de integrantes do Gabinete do Prefeito e das equipes técnicas das áreas envolvidas.
O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Infraestrutura Rural, Almy Júnior, definiu a medida como paliativa durante a vistoria. “A proposta é fazer um desvio na região para melhorar o acesso”, afirmou, ao explicar a solução prevista para o trecho comprometido.
O secretário de Obras, Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Fábio Ribeiro, também participou da avaliação. A proposta prevê que o novo traçado atravesse a propriedade próxima à estrada existente, permitindo reorganizar a circulação sem depender exclusivamente da parte diretamente atingida pela erosão.
Solução definitiva exige investimento de R$ 150 milhões
A Prefeitura de Campos dos Goytacazes estima que a intervenção destinada a enfrentar de forma permanente o avanço do mar custe aproximadamente R$ 150 milhões. Pelo valor da obra, a administração municipal afirma que será necessária a participação dos governos estadual e federal.
A obtenção do dinheiro é apenas uma das condições para que o projeto avance. A intervenção também depende de autorizações de órgãos ligados às áreas ambiental e de infraestrutura antes que uma obra permanente possa ser executada nessa faixa do litoral.
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Almy Júnior informou ainda que o projeto já foi apresentado em Brasília, mas não havia avançado o suficiente para viabilizar sua execução quando o município divulgou a proposta.
O desvio emergencial e a intervenção estrutural têm objetivos diferentes. O primeiro busca recuperar o tráfego no trecho afetado, enquanto o projeto de R$ 150 milhões depende de financiamento e autorizações para enfrentar de forma permanente os efeitos do avanço do mar sobre a estrada.
Ressaca impediu início do acesso emergencial
Em uma atualização posterior, ainda em agosto deste ano, a Defesa Civil mantinha o acompanhamento da ressaca em Farol de São Tomé. O Centro de Monitoramento de Desastres previa ondas de aproximadamente quatro metros nos períodos de maré alta, enquanto a erosão continuava atingindo a estrada.
As máquinas estavam posicionadas para iniciar o serviço, mas as condições adversas impediram a execução do novo acesso naquele momento. A Guarda Civil Municipal atuava na região para orientar os motoristas e apoiar a segurança no trecho afetado.
Até a atualização divulgada pelo município, o acesso emergencial ainda não havia sido executado. A orientação da Defesa Civil era para que a população não tentasse atravessar o ponto atingido enquanto as condições impedissem a realização do serviço.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

