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Cientistas analisam o impacto de milhares de visitantes no Everest e concluem que calor liberado por urina humana, cozinha, aquecimento e eletricidade no acampamento-base foi suficiente para derreter aproximadamente 2.492 toneladas de gelo e neve da geleira Khumbu em uma única temporada

Cientistas analisam o impacto de milhares de visitantes no Everest e concluem que calor liberado por urina humana, cozinha, aquecimento e eletricidade no acampamento-base foi suficiente para derreter aproximadamente 2.492 toneladas de gelo e neve da geleira Khumbu em uma única temporada

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Cientistas analisam o impacto de milhares de visitantes no Everest e concluem que calor liberado por urina humana, cozinha, aquecimento e eletricidade no acampamento-base foi suficiente para derreter aproximadamente 2.492 toneladas de gelo e neve da geleira Khumbu em uma única temporada

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 05/09/2026 às 10:49

Atualizado em 05/09/2026 às 10:51

Ciência e Tecnologia

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Estudo calcula que atividades humanas no Acampamento Base do Everest liberaram calor suficiente para derreter cerca de 2.492 toneladas de gelo e neve em 2023, enqu

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Estudo do Acampamento Base do Everest calculou que aquecimento, cozinha, geração de eletricidade e excreção urinária liberaram calor suficiente para derreter cerca de 2.492 toneladas de gelo e neve em 2023. Dados Landsat apontaram aumento anual de 0,28 °C na temperatura superficial local entre 1991 e 2023, no período analisado.

A atividade humana no Acampamento Base do Everest, o EBC, foi associada por pesquisadores à liberação de energia térmica suficiente para derreter cerca de 2.492 toneladas de gelo e neve da geleira Khumbu durante a temporada de primavera de 2023. O cálculo considerou fontes como aquecimento, cozinha, geração de eletricidade e a própria excreção urinária dos visitantes.

Segundo reportagem da CNN Brasil, publicada em 1º de setembro de 2026, o estudo citado pela emissora foi publicado na Springer Nature Link e analisou como diferentes atividades realizadas no acampamento-base acrescentam calor ao ambiente da geleira. Dados de satélites Landsat também indicaram uma elevação de 0,28 °C por ano na temperatura da superfície do acampamento entre 1991 e 2023.

Acampamento Base do Everest fica sobre a geleira Khumbu

Estudo calcula que atividades humanas no Acampamento Base do Everest liberaram calor suficiente para derreter cerca de 2.492 toneladas de gelo e neve em 2023, enquanto a temperatura superficial local subiu 0,28 °C ao ano entre 1991 e 2023.

O estudo concentra a análise no Acampamento Base do Everest, ponto de grande atividade humana associado às expedições na montanha.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

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A presença crescente de visitantes no local amplia atividades que produzem calor diretamente sobre a região da geleira Khumbu, segundo a pesquisa apresentada pela fonte.

Pesquisadores somaram diferentes fontes de energia térmica

O cálculo não atribuiu o derretimento potencial a uma única atividade.

Os pesquisadores avaliaram a energia térmica liberada por aquecimento, preparo de alimentos, geração de eletricidade e excreção urinária.

Somadas, essas fontes produziram, segundo o estudo, energia equivalente à necessária para derreter milhares de toneladas de gelo e neve.

Energia calculada equivaleria ao derretimento de 2.492 toneladas

A estimativa apresentada para a temporada de primavera de 2023 foi de aproximadamente 2.492 toneladas de gelo e neve.

O número representa uma equivalência entre a energia térmica liberada pelas atividades humanas avaliadas e a quantidade de material congelado que poderia ser derretida com esse calor.

A fonte não afirma que todas as 2.492 toneladas tenham sido diretamente observadas desaparecendo por essas atividades, mas que a energia liberada seria suficiente para provocar esse volume de derretimento.

Urina recém-eliminada chega a aproximadamente 37 °C

A excreção urinária entrou no balanço térmico por causa da temperatura do líquido ao deixar o corpo humano.

Segundo a fonte, a urina recém-expelida apresenta temperatura próxima de 37 °C, acompanhando aproximadamente a temperatura interna corporal.

Esse calor passa a ser liberado no ambiente quando a urina é descartada no acampamento.

Temperatura da urina é semelhante entre homens e mulheres

O estudo também tratou da diferença entre gêneros nesse componente do cálculo.

A temperatura da urina foi descrita como “funcionalmente idêntica” para homens e mulheres.

Por esse motivo, os pesquisadores não esperam diferenças relevantes de temperatura baseadas apenas no gênero da pessoa.

Combustíveis usados no acampamento também liberam calor

Acampamento conta com barracas com energia elétrica
Pexels

A contribuição humana não se limita à excreção.

O funcionamento diário do acampamento envolve combustíveis utilizados para aquecimento, cozinha e produção de energia, atividades que liberam calor diretamente na área ocupada pelos visitantes.

O estudo reuniu essas fontes no cálculo da carga térmica associada à presença humana.

Landsat acompanhou temperatura da superfície entre 1991 e 2023

Os pesquisadores também recorreram a uma série histórica baseada em observações de satélite.

Dados dos satélites Landsat foram utilizados para avaliar a evolução da temperatura da superfície no Acampamento Base do Everest durante mais de três décadas.

O período analisado vai de 1991 a 2023.

Superfície do acampamento esquentou 0,28 °C por ano

A série analisada mostrou uma tendência de elevação da temperatura.

Segundo o estudo, a temperatura superficial do acampamento aumentou 0,28 °C por ano entre 1991 e 2023.

A taxa registrada no EBC foi aproximadamente o dobro daquela observada na superfície da geleira Khumbu.

Aquecimento local ocorreu em ritmo duas vezes maior que na geleira

A comparação entre o acampamento e o restante da geleira reforçou a diferença encontrada pelos pesquisadores.

A taxa de aumento da temperatura superficial no EBC foi cerca de duas vezes maior que a registrada na superfície da geleira Khumbu.

A fonte associa esse quadro à crescente pressão da atividade humana na região.

Estudo propõe reduzir impactos humanos sobre a geleira

Estudo calcula que atividades humanas no Acampamento Base do Everest liberaram calor suficiente para derreter cerca de 2.492 toneladas de gelo e neve em 2023, enquanto a temperatura superficial local subiu 0,28 °C ao ano entre 1991 e 2023.

Os autores também discutiram medidas para diminuir a interferência provocada pela presença constante de pessoas no local.

Segundo a pesquisa, mitigar essas influências pode contribuir para preservar a geleira e tornar a atividade de montanhismo mais sustentável.

A proposta parte da tentativa de reduzir fontes adicionais de calor diretamente sobre o gelo.

Dois locais foram mapeados para possível mudança do acampamento

Uma das alternativas avaliadas seria retirar o acampamento-base da própria geleira.

Os pesquisadores mapearam dois locais considerados mais estáveis e seguros para uma possível realocação do EBC fora da área de gelo.

A fonte não informa que a mudança tenha sido aprovada ou definida, apenas que os pontos foram identificados como alternativas.

Possível realocação ainda aparece como alternativa estudada

A pesquisa não estabelece que o Acampamento Base do Everest será transferido.

Os dois locais identificados aparecem como possibilidades dentro da discussão sobre redução dos impactos ambientais e segurança da estrutura utilizada por alpinistas e equipes de apoio.

Qualquer realocação, portanto, permanece no campo das alternativas mencionadas pelo estudo.

Atividade humana passa a integrar cálculo sobre perda de gelo no Everest

O estudo acrescenta aquecimento, cozinha, eletricidade e excreção urinária ao conjunto de fatores avaliados na pressão térmica sobre o Acampamento Base do Everest. Para a primavera de 2023, a energia dessas atividades foi calculada como suficiente para derreter cerca de 2.492 toneladas de gelo e neve.

Ao mesmo tempo, os registros Landsat indicaram aumento de 0,28 °C por ano na temperatura superficial do local entre 1991 e 2023, aproximadamente o dobro da taxa registrada na geleira Khumbu. Os pesquisadores sugerem reduzir essas influências e apontaram dois locais fora da geleira como alternativas para uma eventual realocação do acampamento.

Na sua opinião, qual medida faria mais sentido para reduzir o impacto no Everest: limitar fontes de calor no acampamento, melhorar a gestão dos resíduos humanos ou transferir o acampamento-base para fora da geleira? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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