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Cientistas colocam pneus descartados no fundo de canais de concreto na Califórnia e no Arizona, criam recifes artificiais que devolvem sombra e abrigo à vida aquática e registram cerca de 3 vezes mais invertebrados e 20 vezes mais peixes nas áreas modificadas do que nos trechos lisos

Cientistas colocam pneus descartados no fundo de canais de concreto na Califórnia e no Arizona, criam recifes artificiais que devolvem sombra e abrigo à vida aquática e registram cerca de 3 vezes mais invertebrados e 20 vezes mais peixes nas áreas modificadas do que nos trechos lisos

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Cientistas colocam pneus descartados no fundo de canais de concreto na Califórnia e no Arizona, criam recifes artificiais que devolvem sombra e abrigo à vida aquática e registram cerca de 3 vezes mais invertebrados e 20 vezes mais peixes nas áreas modificadas do que nos trechos lisos

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 04/09/2026 às 20:13

Atualizado em 04/09/2026 às 20:15

Curiosidades

Canal

Cientistas instalaram recifes artificiais de pneus em canais de concreto da Califórnia e do Arizona e registraram cerca de três vezes mais invertebrados e 20 vezes mais peixes nas áreas modificadas.

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Pesquisadores instalaram recifes de pneus descartados em canais de concreto da Califórnia e do Arizona para recriar abrigo no fundo liso. Nas áreas modificadas, registraram cerca de três vezes mais invertebrados e 20 vezes mais peixes, enquanto sombras, relevo e obstáculos devolveram complexidade física aos ambientes aquáticos degradados dos canais.

Pesquisadores instalaram recifes artificiais feitos com pneus descartados no fundo de canais de concreto na Califórnia e no Arizona e encontraram diferenças expressivas na quantidade de organismos aquáticos. Nas áreas modificadas, havia aproximadamente três vezes mais invertebrados e cerca de 20 vezes mais peixes do que nos trechos lisos usados para comparação.

Segundo reportagem do Diário do Litoral, publicada em 1º de setembro de 2026 e assinada por Luna Almeida, o experimento foi realizado em 1994 pelos pesquisadores Gordon Mueller e Charles R. Liston no Canal Coachella, na Califórnia, e no Aqueduto Hayden-Rhodes, no Arizona. A proposta era devolver complexidade física a vias de água que haviam perdido elementos naturais depois do revestimento com concreto.

Concreto foi usado para impedir perda de água por infiltração

Os grandes canais de irrigação do sudoeste dos Estados Unidos receberam revestimento de concreto para enfrentar um problema de infraestrutura em uma região árida.

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A superfície rígida e impermeável reduziu a infiltração da água no solo seco durante o transporte, preservando um recurso submetido a forte pressão de abastecimento.

Antigos canais de terra tinham vegetação, sedimentos e reentrâncias

A mudança de engenharia trouxe, porém, uma transformação no ambiente disponível para os animais.

Os canais de terra possuíam sedimentos, vegetação aquática, margens irregulares e reentrâncias, elementos que ofereciam espaços para alimentação, reprodução e proteção da fauna.

O concreto eliminou grande parte dessa variedade física.

Paredes lisas retiraram sombra e locais de proteção

Depois do revestimento, os canais passaram a apresentar paredes e fundos muito mais uniformes.

A vegetação nativa, as irregularidades e os pontos sombreados desapareceram, enquanto a correnteza ficou mais rápida.

Mesmo com o retorno gradual de peixes aos canais, a diversidade de espécies, a densidade populacional e a biomassa total permaneceram muito inferiores às do ecossistema anterior.

Mueller e Liston testaram solução com pneus em 1994

Gordon Mueller e Charles R. Liston decidiram testar uma intervenção que pudesse ser instalada sem modificar a estrutura principal dos canais operacionais.

Em 1994, os pesquisadores colocaram recifes artificiais de perfil baixo feitos com pneus descartados diretamente no fundo das vias de água.

O teste ocorreu no Canal Coachella, na Califórnia, e no Aqueduto Hayden-Rhodes, no Arizona.

Pneus introduziram relevo em um fundo totalmente uniforme

A instalação dos recifes de pneus velhos introduziu relevo, sombras e obstáculos físicos no fundo liso / Reprodução/Youtube

A principal mudança provocada pelas estruturas foi física.

Os pneus passaram a criar relevo, sombras e obstáculos no fundo anteriormente liso, oferecendo pontos que não existiam depois da concretagem.

A alteração também criava áreas de repouso para organismos aquáticos em meio ao fluxo.

Estruturas ajudaram a reduzir velocidade da água em pontos específicos

A presença dos recifes interferiu localmente nas condições do fluxo.

Segundo a fonte, os obstáculos formados pelos pneus ajudavam a reduzir a velocidade da água em determinados pontos, criando zonas mais protegidas para a vida aquática.

Esses espaços passaram a funcionar como pequenos habitats dentro de uma infraestrutura originalmente uniforme.

Borracha virou superfície para algas e pequenos organismos

Os pneus também passaram a servir como base física dentro dos canais.

A estrutura ofereceu uma superfície firme para a fixação de algas, pequenos insetos e crustáceos, ampliando os recursos disponíveis em comparação com os trechos de concreto sem modificações.

Esses organismos formaram parte da base alimentar encontrada nas áreas modificadas.

Invertebrados ficaram cerca de três vezes mais numerosos

Os cientistas instalaram recifes artificiais de perfil baixo fabricados com pneus descartados no fundo dos canais / Projeto Central do Arizona

Uma das diferenças medidas apareceu entre os organismos menores.

Nas regiões onde os recifes artificiais haviam sido instalados, a densidade de invertebrados foi aproximadamente três vezes maior do que nos trechos lisos e comuns dos canais de concreto.

O aumento ampliou a disponibilidade de alimento dentro das áreas modificadas.

Quantidade de peixes ficou cerca de 20 vezes maior

A diferença mais expressiva foi observada entre os peixes.

As áreas contendo os recifes de pneus registraram cerca de 20 vezes mais peixes do que os trechos de concreto sem as estruturas.

A fonte relaciona esse resultado à recuperação de abrigo e ao aumento da disponibilidade de alimento produzido pela maior presença de organismos menores.

Experimento reutilizou material que seria descartado

Os pneus utilizados eram materiais já descartados.

A experiência deu aos resíduos uma nova função dentro dos canais, transformando a borracha em suporte para estruturas submersas destinadas a aumentar a complexidade do habitat.

A fonte destaca que pneus usados representam um desafio de descarte devido à durabilidade e ao volume que ocupam.

Técnica foi aplicada sem alterar os canais operacionais

Os cientistas precisavam trabalhar dentro de uma infraestrutura que continuava cumprindo sua função de transporte de água.

Em vez de retirar o concreto ou reconstruir as margens, a intervenção acrescentou estruturas ao interior do fluxo.

Isso permitiu criar pontos de abrigo sem modificar a configuração principal dos canais.

Pesquisadores não apresentaram pneus como solução para qualquer ambiente

O resultado positivo registrado nos dois sistemas não foi apresentado como resposta universal para impactos ambientais.

Segundo a fonte, os pesquisadores não defenderam o uso de pneus como uma solução aplicável automaticamente a qualquer ecossistema.

O experimento mostrou eficácia especificamente nos canais funcionais estudados, onde a perda de complexidade física havia sido causada pelo revestimento de concreto.

Experimento mostrou resposta rápida após criação de novos abrigos

Os resultados de 1994 indicaram que pequenas alterações estruturais podiam produzir diferenças significativas na quantidade de organismos presentes nesses canais.

Com relevo, sombra, superfícies para fixação de organismos e pontos de proteção, as áreas modificadas passaram a sustentar cerca de três vezes mais invertebrados e 20 vezes mais peixes do que os trechos lisos comparados pelos pesquisadores.

Na sua opinião, o que mais chama atenção nesse experimento: reutilizar pneus descartados, triplicar a presença de invertebrados ou registrar cerca de 20 vezes mais peixes depois da criação dos recifes artificiais? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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