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Cientistas detectam ruptura de placa tectônica sob o Oceano Pacífico, com falhas profundas, deslocamentos e tremores em faixa de 75 quilômetros

Cientistas detectam ruptura de placa tectônica sob o Oceano Pacífico, com falhas profundas, deslocamentos e tremores em faixa de 75 quilômetros

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Cientistas detectam ruptura de placa tectônica sob o Oceano Pacífico, com falhas profundas, deslocamentos e tremores em faixa de 75 quilômetros

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 27/09/2026 às 09:45

Atualizado em 27/09/2026 às 09:50

Ciência e Tecnologia

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Imagem: Ilustração

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Imagens sísmicas mostram falhas atravessando a placa oceânica em Cascadia, onde pesquisadores identificaram deslocamentos, trechos com terremotos e sinais de uma fragmentação que pode alterar estruturas profundas ao longo de milhões de anos no Pacífico

Uma placa tectônica no fundo do Oceano Pacífico está passando por um processo de ruptura na região de Cascadia, no noroeste da América do Norte. Imagens sísmicas revelaram fraturas atravessando sua estrutura e sinais de que diferentes partes podem estar se separando aos poucos.

O processo, porém, não acontece de uma hora para outra. Segundo os pesquisadores, a fragmentação completa pode levar milhões de anos.

Os indícios encontrados ajudam justamente a entender como uma placa começa a se desfazer muito antes de sua separação definitiva.

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Os cientistas observaram algo curioso. Em um trecho de aproximadamente 75 quilômetros, a estrutura ainda registra terremotos.

Outras partes aparecem praticamente silenciosas. Essa diferença é uma das pistas usadas pelos pesquisadores para interpretar o estágio atual da ruptura.

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Ondas sonoras revelaram falhas escondidas sob o oceano

A análise utilizou dados coletados em 2021 pelo CASIE21, o Experimento de Imagem Sísmica de Cascadia. Durante o levantamento, ondas sonoras foram enviadas para as profundezas do Pacífico e seus ecos foram registrados por equipamentos distribuídos ao longo de um cabo de cerca de 15 quilômetros.

Foi assim que as estruturas enterradas começaram a aparecer.

As imagens obtidas mostraram várias falhas atravessando a placa oceânica. Uma delas está associada a um deslocamento de aproximadamente 5 quilômetros.

Os registros do CASIE21 também indicam que esse tipo de movimento pode ter ocorrido mais de uma vez.

Segundo a interpretação apresentada no estudo, diferentes segmentos de uma placa tectônica não precisam necessariamente se separar ao mesmo tempo.

Algumas falhas podem facilitar movimentos laterais entre os blocos da crosta, permitindo que a fragmentação avance por partes.

Isso também ajuda a explicar a atividade sísmica desigual observada na região.

Quando dois blocos de rocha permanecem conectados e acumulam tensão, terremotos podem ocorrer. Depois que uma parte se desprende completamente da outra, porém, aquela ligação deixa de produzir terremotos justamente porque os blocos já não estão mais presos entre si.

Imagem: Ilustração

Ruptura pode abrir caminho para material quente das profundezas

A fragmentação progressiva também pode modificar o que ocorre abaixo das placas. Conforme partes da estrutura se desprendem, pode surgir uma abertura conhecida como “janela de placa”.

Por essa abertura, material quente das profundezas pode subir. Os pesquisadores afirmam que esse mecanismo pode influenciar a atividade vulcânica e apontam semelhanças entre o processo descrito e padrões identificados em antigas rochas vulcânicas.

Isso não significa que Cascadia esteja prestes a deixar de produzir terremotos. Pelo contrário, o fenômeno descrito ocorre em uma escala de milhões de anos.

O objetivo agora é entender melhor como essas mudanças profundas podem alterar as estruturas relacionadas à ocorrência de futuros terremotos.

Fontes: estudo publicado na revista Science Advances e dados do Experimento de Imagem Sísmica de Cascadia (CASIE21), conforme informações fornecidas no material-base.

Fonte

https://www.cnnbrasil.com


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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