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Cientistas flagram por satélite imensa ilha de gelo que se desprendeu da Groenlândia se colidindo com a Ilha rochosa e surpreendeu ao permanecer inteira

Cientistas flagram por satélite imensa ilha de gelo que se desprendeu da Groenlândia se colidindo com a Ilha rochosa e surpreendeu ao permanecer inteira

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Cientistas flagram por satélite imensa ilha de gelo que se desprendeu da Groenlândia se colidindo com a Ilha rochosa e surpreendeu ao permanecer inteira

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 25/09/2026 às 13:49

Atualizado em 25/09/2026 às 14:00

Ciência e Tecnologia

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Imagem: Ilustração

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Bloco de gelo com mais de 76 km², o maior desprendido da plataforma Petermann desde 2012, resistiu a uma colisão com a Ilha Joe e agora segue monitorado por cientistas através de imagens de satélite

Uma verdadeira ilha de gelo, um iceberg com pouco mais de 76 quilômetros quadrados se desprendeu da plataforma de gelo Petermann, no noroeste da Groenlândia, e protagonizou uma cena inesperada durante sua saída do fiorde: bateu diretamente na Ilha Joe, um pequeno afloramento rochoso, mas não se partiu. A resistência chamou a atenção dos cientistas que acompanhavam o bloco por satélite.

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O desprendimento aconteceu em agosto e foi o maior registrado na plataforma Petermann desde 2012. Segundo os pesquisadores que monitoravam a região, o episódio também representa o maior desprendimento produzido no Ártico nos últimos seis anos.

O tamanho ajuda a mostrar a dimensão do evento. A nova ilha de gelo tinha área comparável aproximadamente à de Saint Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas.

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Grandes desprendimentos fazem parte do comportamento natural das plataformas de gelo da Groenlândia durante o verão.

O que tornou este caso diferente não foi apenas o tamanho. A fratura que deu origem ao iceberg também pegou os pesquisadores de surpresa.

Ruptura ocorreu onde os cientistas menos esperavam

Adam Garbo, estudante de doutorado da Universidade de Ottawa, identificou o desprendimento em 4 de agosto por meio de imagens de satélite da Agência Espacial Europeia.

Sua equipe já acompanhava a plataforma Petermann de perto porque havia várias fissuras importantes avançando pela língua de gelo.

A expectativa era de que alguma delas atravessasse completamente a estrutura e provocasse uma ruptura. Não foi o que aconteceu.

O iceberg acabou se soltando a partir de uma fratura diferente, que até então recebia pouca atenção dos pesquisadores.

“O que nos surpreendeu foi que o desprendimento ocorreu devido a uma fratura diferente, resultando numa ilha de gelo menor do que havíamos previsto inicialmente”, afirmou Garbo.

As fissuras inicialmente monitoradas continuam na plataforma. A equipe estima que duas delas podem liberar novas ilhas de gelo com aproximadamente 94 e 84 quilômetros quadrados. Não há, porém, uma data definida para esses possíveis desprendimentos.

Ou seja, o evento de agosto não encerrou a observação científica sobre Petermann.

Imagem: NASA

Iceberg avançou cerca de 3 quilômetros por dia

Depois de se separar da plataforma, o bloco começou a descer pelo fiorde Petermann em direção ao Estreito de Nares.

A velocidade observada era de aproximadamente três quilômetros por dia.

O glaciologista Mauri Pelto, do Nichols College, acompanhou o deslocamento usando imagens Landsat da NASA e do USGS. Já a equipe de Garbo utilizava dados da Agência Espacial Europeia.

Esse acompanhamento permitiu reconstruir a trajetória do iceberg desde a ruptura até o choque com a Ilha Joe.

Foi justamente nessa etapa que aconteceu a parte mais inesperada.

Os pesquisadores aguardavam uma possível fragmentação do bloco, especialmente porque icebergs provenientes da plataforma Petermann costumam ser mais finos e frágeis que os formados em outros glaciares da Groenlândia.

A estimativa é que o iceberg tivesse menos de 150 metros de espessura quando ocorreu a colisão. Ainda assim, ele resistiu.

Choque com a Ilha Joe virou um teste natural para o gelo

O impacto com a Ilha Joe colocou a estrutura do iceberg sob forte tensão. A equipe acompanhava o episódio esperando que o bloco se quebrasse, algo que já havia ocorrido antes na mesma região.

Em 2010, um iceberg também originado do glaciar Petermann atingiu a Ilha Joe e acabou dividido claramente em duas partes.

Segundo os pesquisadores, eles ficaram “impressionados pelo facto de este ter sobrevivido à interação sem se fragmentar ainda mais”.

As imagens de satélite mostraram o enorme bloco girando após o contato com a ilha, afastando-se do obstáculo e seguindo para sudoeste em direção ao Estreito de Nares.

A colisão, portanto, acabou funcionando como uma espécie de teste natural da resistência daquela massa de gelo.

A sobrevivência não significa, contudo, que o iceberg permanecerá inteiro.

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Este video trata do desprendimento anterior da geleira

Marés, correntes e degelo devem enfraquecer

A expectativa dos investigadores é que o iceberg perca resistência gradualmente.

Marés e correntes continuarão exercendo forças mecânicas sobre o bloco, enquanto o degelo também atuará na redução de sua integridade estrutural.

Com o tempo, a tendência é que a massa se divida em pedaços menores.

O momento exato dessa fragmentação não foi determinado. A velocidade do processo depende da ação combinada das condições ambientais e das próprias tensões existentes dentro do gelo.

Alguns dos fragmentos poderão ainda viajar por longas distâncias nas águas do Ártico. Segundo o material analisado, esses blocos menores podem representar risco potencial para embarcações.

Enquanto isso, os cientistas continuam acompanhando tanto o iceberg que sobreviveu à colisão quanto as grandes fissuras que permanecem abertas na plataforma Petermann.

Duas delas, caso completem sua ruptura, podem produzir blocos ainda maiores que o desprendido em agosto. Por enquanto, não se sabe quando isso poderá ocorrer.

Fontes: informações fornecidas com base no monitoramento de Adam Garbo, da Universidade de Ottawa; Mauri Pelto, do Nichols College; imagens da Agência Espacial Europeia, NASA e USGS.

Fonte

https://www.cnnbrasil.com


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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