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Cinco pescadores ficam 55 dias à deriva após falha no alternador deixar barco sem energia, comunicação e navegação, bebem água da chuva e líquido enferrujado retirado do motor, cozinham peixes capturados no Pacífico e são encontrados por atuneiro equatoriano perto de Galápagos

Cinco pescadores ficam 55 dias à deriva após falha no alternador deixar barco sem energia, comunicação e navegação, bebem água da chuva e líquido enferrujado retirado do motor, cozinham peixes capturados no Pacífico e são encontrados por atuneiro equatoriano perto de Galápagos

6 min de leitura

Cinco pescadores ficam 55 dias à deriva após falha no alternador deixar barco sem energia, comunicação e navegação, bebem água da chuva e líquido enferrujado retirado do motor, cozinham peixes capturados no Pacífico e são encontrados por atuneiro equatoriano perto de Galápagos

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 11/09/2026 às 14:34

Atualizado em 11/09/2026 às 14:35

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Imagem ilustrativa mostra os cinco pescadores dentro da embarcação desgastada, com lona e recipientes improvisados, enquanto um atuneiro se aproxima para realizar o resgate.

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Três peruanos e dois colombianos ficaram sem comunicação, iluminação e equipamentos de navegação após uma falha no alternador da embarcação, sobreviveram recolhendo água da chuva, retirando líquido enferrujado do motor e capturando peixes até serem encontrados por um atuneiro equatoriano perto de Galápagos.

Durante 55 dias, cinco pescadores permaneceram à deriva no Oceano Pacífico depois que uma falha elétrica deixou a embarcação sem os equipamentos necessários para navegar ou pedir ajuda. O grupo, formado por três peruanos e dois colombianos, precisou recorrer a medidas extremas para sobreviver.

As informações foram divulgadas pela Associated Press em 10 de maio de 2025, com base em declarações da Marinha do Equador. Os pescadores chegaram a Galápagos três dias depois de serem encontrados pelo atuneiro equatoriano Aldo.

Equipe marítima auxilia os pescadores encontrados após 55 dias à deriva no Oceano Pacífico, perto das Ilhas Galápagos.

Embarcação partiu da baía de Pucusana

Os cinco pescadores saíram da baía de Pucusana, localizada ao sul de Lima, no Peru, em meados de março de 2025. A embarcação pesqueira utilizada pelo grupo se chamava Mi Juanita.

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Parte da imprensa peruana informou que a viagem começou em 12 de março e tinha como objetivo a pesca de pota, molusco bastante capturado na costa do país. A tripulação, porém, perdeu contato pouco depois de avançar pelo Pacífico.

Registro mostra um dos pescadores dentro da Mi Juanita e a embarcação atracada antes da viagem que terminou com 55 dias de deriva.

Alternador apresentou falha dois dias depois

A situação começou a mudar dois dias após a partida. Os pescadores informaram que o alternador da embarcação havia sofrido uma avaria, comprometendo o funcionamento do sistema elétrico.

O alternador ajuda a manter a bateria carregada durante o funcionamento do motor. Por isso, o problema desencadeou uma série de falhas que deixou o barco sem recursos considerados essenciais para uma viagem em alto-mar.

Barco ficou sem comunicação e navegação

Segundo a capitã de fragata María Fares, da Marinha do Equador, a tripulação ficou sem partida elétrica, iluminação e tudo o que dependia da energia gerada pela bateria.

Os equipamentos de comunicação e navegação também deixaram de funcionar. Dessa forma, os pescadores não conseguiam transmitir a localização, pedir socorro ou determinar com precisão o caminho de volta à costa.

Correntes levaram pescadores pelo Pacífico

Sem instrumentos eletrônicos e sem controle adequado da embarcação, os cinco homens passaram a depender do vento e das correntes marítimas. O barco avançou pelo Pacífico enquanto as famílias aguardavam informações em terra.

Imagens divulgadas pela Marinha equatoriana mostraram uma lona escura instalada sobre a embarcação. O material teria sido improvisado como vela para aproveitar o vento e tentar dar alguma direção ao barco.

A fonte não informa até que ponto essa estrutura permitiu controlar o deslocamento. O dado confirmado é que a Mi Juanita permaneceu à deriva durante quase dois meses.

Pescadores aparecem depois do resgate realizado em águas próximas a Galápagos; no detalhe, a Mi Juanita navegando com uma lona improvisada.

Água levada para a viagem acabou

Com o passar dos dias, o estoque de água potável terminou. A partir daquele momento, qualquer chuva que atingisse a embarcação se transformava em uma oportunidade de manter o grupo vivo.

Vladimir González, um dos pescadores resgatados, contou que os homens usavam plásticos para captar a água. Embaixo do material, colocavam baldes, caixas e outros recipientes disponíveis no barco.

A estratégia permitia armazenar pequenas quantidades para os períodos sem chuva. Ainda assim, a disponibilidade dependia inteiramente das condições do tempo em alto-mar.

Líquido enferrujado foi retirado do motor

Quando não havia água suficiente, os pescadores recorreram ao líquido encontrado dentro do sistema do motor. Vladimir afirmou que o grupo conseguiu retirar aproximadamente dois baldes.

A água apresentava coloração escura por causa da ferrugem e dos resíduos acumulados. Segundo o pescador, o líquido parecia chocolate, embora estivesse longe de ser apropriado para consumo.

A capitã María Fares também relatou que os homens beberam água da chuva e chegaram a ingerir água salgada. O consumo de água do mar é perigoso porque pode agravar a desidratação devido à elevada concentração de sal.

Peixes capturados viraram alimento

A alimentação também se tornou limitada durante os 55 dias de deriva. Sem provisões suficientes, os pescadores dependiam dos animais que conseguiam capturar ao redor da embarcação.

De acordo com a representante da Marinha do Equador, quando um peixe passava perto do barco, os homens tentavam pegá-lo. Em seguida, preparavam a carne de maneira improvisada antes de comer.

A fonte descreveu o processo como um tipo de pré-cozimento. Não foram divulgados detalhes sobre os equipamentos usados, a quantidade de peixes capturados ou a frequência com que o grupo conseguia se alimentar.

Família ajudou pescador a não desistir

Vladimir contou que chegou a pensar em desistir durante o período em alto-mar. A falta de água, comida e informações sobre qualquer operação de busca aumentava o desgaste físico e emocional.

Segundo ele, a lembrança dos filhos, dos pais e dos irmãos ajudou a manter a esperança. Outro integrante do grupo assumia a tarefa de posicionar os plásticos quando começava a chover e organizar os recipientes para captar a água.

O trabalho conjunto tornou-se essencial. Cada pequena tarefa, desde procurar peixes até armazenar a chuva, passou a ter influência direta sobre as chances de sobrevivência.

Atuneiro encontrou embarcação em maio

O período de isolamento terminou em 7 de maio de 2025, quando o atuneiro equatoriano Aldo avistou a Mi Juanita no Oceano Pacífico.

Uma reportagem da imprensa chilena, baseada em informações de veículos peruanos, informou que o encontro ocorreu a aproximadamente 400 milhas náuticas, ou cerca de 740 quilômetros, a sudoeste da ilha de San Cristóbal.

O ponto ficava nas proximidades do arquipélago de Galápagos, localizado a cerca de mil quilômetros da costa continental do Equador. Após o resgate, as autoridades marítimas equatorianas foram comunicadas.

Sobreviventes chegaram a Galápagos

Os cinco pescadores chegaram a um porto de Galápagos em 10 de maio, três dias depois de serem encontrados pelo atuneiro. Imagens divulgadas pelas autoridades mostraram os sobreviventes usando coletes salva-vidas.

Embora estivessem desidratados e fisicamente debilitados, os homens apresentavam condição estável. A Marinha do Equador passou a coordenar o atendimento e o retorno dos tripulantes aos respectivos países.

A embarcação transportava três cidadãos peruanos e dois colombianos. Posteriormente, parte do grupo retornou ao Peru e reencontrou os familiares que aguardavam notícias desde março.

Os cinco pescadores usam coletes salva-vidas enquanto recebem atendimento de militares após chegarem à base naval de San Cristóbal, em Galápagos.

Caso ocorreu após outro resgate no Pacífico

O episódio aconteceu poucas semanas depois do retorno de Máximo Napa, pescador peruano que passou 95 dias sozinho à deriva no mesmo oceano.

Napa havia partido da região de San Juan de Marcona e também foi encontrado por uma embarcação equatoriana. Durante o isolamento, sobreviveu com água da chuva e animais capturados no mar.

No caso da Mi Juanita, uma falha no alternador bastou para deixar cinco trabalhadores sem iluminação, comunicação e direção. Durante 55 dias, água recolhida em plásticos, líquido retirado do motor e peixes capturados ocasionalmente mantiveram o grupo vivo até o encontro com o atuneiro.

Para você, o que mais chama atenção nessa história: as soluções improvisadas para sobreviver ou o fato de os cinco pescadores resistirem durante 55 dias sem saber se seriam encontrados? Conte sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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