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Cliente reclama ao receber pedido na portaria de condomínio e exige que motoboy leve entrega até o bloco, entregador responde que não é obrigado e explica que teria de abandonar a moto do lado de fora; vídeo ultrapassa 150 mil visualizações e reacende debate sobre pressão, segurança e rotina dos entregadores de aplicativo

Cliente reclama ao receber pedido na portaria de condomínio e exige que motoboy leve entrega até o bloco, entregador responde que não é obrigado e explica que teria de abandonar a moto do lado de fora; vídeo ultrapassa 150 mil visualizações e reacende debate sobre pressão, segurança e rotina dos entregadores de aplicativo

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Cliente reclama ao receber pedido na portaria de condomínio e exige que motoboy leve entrega até o bloco, entregador responde que não é obrigado e explica que teria de abandonar a moto do lado de fora; vídeo ultrapassa 150 mil visualizações e reacende debate sobre pressão, segurança e rotina dos entregadores de aplicativo

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 09/09/2026 às 12:33

Atualizado em 09/09/2026 às 12:34

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Caso registrado em São Luís expôs o conflito entre a expectativa do cliente e as condições de trabalho de quem faz entregas em condomínios. A orientação atual do iFood estabelece a portaria como ponto de entrega e não obriga o profissional a seguir até o apartamento.

Uma discussão entre um cliente e o entregador Thyago Mendes, em um condomínio de São Luís, no Maranhão, expôs um impasse comum nas entregas por aplicativo: até onde o profissional precisa ir quando o endereço informado fica dentro de um conjunto residencial.

O episódio ganhou repercussão depois que o trabalhador registrou a cobrança feita pelo morador, insatisfeito por ter de buscar o pedido na entrada do condomínio. O SBT News informou que o vídeo ultrapassou 150 mil visualizações e mostrou ofensas dirigidas ao motoboy. O caso aconteceu em 2022.

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Na gravação, o cliente defendia que a entrega deveria ser concluída ao menos na entrada do bloco, com possibilidade de o profissional seguir até o apartamento. Thyago recusou a exigência e afirmou que ainda tinha outros pedidos sob sua responsabilidade.

A decisão também estava relacionada às regras de acesso do condomínio. Conforme o relato publicado pelo SBT News, entregadores só podiam entrar na área interna a pé, o que obrigaria Thyago a estacionar a motocicleta e se afastar dela durante o percurso até o bloco.

Para o profissional, esse deslocamento significava deixar sem supervisão direta o veículo usado para trabalhar. A preocupação envolvia tanto a motocicleta quanto os materiais transportados durante a rota, enquanto outros pedidos ainda precisavam ser levados aos respectivos destinos.

Entrar no condomínio também prolongaria aquela parada. O motoboy teria de estacionar, caminhar pela área interna, localizar o bloco, entregar o pedido e retornar ao veículo antes de conseguir seguir para o próximo endereço.

Onde termina a entrega em condomínios

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A divergência colocava frente a frente duas expectativas sobre o mesmo serviço. Para o cliente, a chegada à portaria não encerrava a entrega; para Thyago, avançar pela área interna não fazia parte da obrigação, principalmente porque isso exigiria deixar a motocicleta e interromper a rota por mais tempo.

A orientação publicada atualmente pelo iFood estabelece que entrar em condomínios ou subir em prédios não faz parte das obrigações do entregador. A plataforma orienta que o pedido seja entregue no primeiro ponto de contato do endereço cadastrado.

Em condomínios, esse ponto costuma ser a portaria. A regra cria uma referência para o encontro entre consumidor e profissional sem exigir que o entregador percorra áreas comuns, localize blocos internos ou siga até a porta do apartamento.

O iFood também orienta o cliente a acompanhar a chegada do pedido pelo aplicativo e se dirigir ao local indicado para recebê-lo. A medida evita que o entregador permaneça aguardando ou faça deslocamentos adicionais dentro de imóveis com diferentes regras de circulação.

As características de cada condomínio podem alterar a dinâmica do encontro. Há locais com portarias distantes dos blocos, restrições à entrada de motocicletas ou acesso permitido apenas a pedestres, condições que tornam o percurso interno diferente de uma entrega realizada diretamente na rua.

Essas particularidades, porém, não transformam automaticamente a caminhada até o bloco em parte obrigatória do serviço. No caso de Thyago, a própria restrição à entrada com a motocicleta era o motivo apresentado para não avançar pelo conjunto residencial.

Segurança, tempo e tratamento do trabalhador

A motocicleta ocupava posição central na justificativa do entregador porque era o recurso necessário para continuar a sequência de pedidos. Ao entrar no condomínio a pé, Thyago deixaria de acompanhar diretamente o veículo e o material utilizado durante o trabalho.

O tempo gasto em cada parada também interfere na sequência da rota. Um percurso adicional dentro de um condomínio pode envolver espera, caminhada e retorno até a moto antes de o profissional conseguir partir para outro endereço que já esteja incluído na mesma jornada de entregas.

No episódio de São Luís, a divergência sobre o local de recebimento saiu do campo operacional quando o morador passou a ofender o trabalhador. O SBT News registrou que “vagabundo” esteve entre os xingamentos dirigidos a Thyago, que tinha 20 anos quando a situação ocorreu.

O entregador decidiu divulgar a gravação e afirmou que pretendia chamar atenção para dificuldades enfrentadas pela categoria e para a necessidade de respeito durante o trabalho. Sua explicação para a recusa permaneceu ligada à segurança da motocicleta, ao material transportado e às outras entregas que ainda precisava cumprir.

O caso terminou com o cliente recebendo o pedido, mas a discussão mostrou como uma exigência aparentemente simples pode envolver condições que não estão visíveis para quem aguarda dentro do condomínio. Para o entregador, avançar além da portaria pode significar deixar o veículo, interromper a rota e permanecer mais tempo afastado de seu principal instrumento de trabalho.

Nas orientações mantidas pela plataforma, a referência operacional permanece objetiva: o pedido deve ser entregue no primeiro ponto de contato do endereço, enquanto o deslocamento pela área interna do condomínio ou até o apartamento não integra, por si só, a obrigação atribuída ao entregador.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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