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Colegas fazem bolão semanal de Powerball, entregam US$ 20 cada ao responsável pelas apostas e, após sorteio de US$ 50 milhões, descobrem que ele ficou com uma das cotas de US$ 16,7 milhões, pediu demissão dias depois e passou a dizer que o bilhete premiado havia sido comprado separadamente

Colegas fazem bolão semanal de Powerball, entregam US$ 20 cada ao responsável pelas apostas e, após sorteio de US$ 50 milhões, descobrem que ele ficou com uma das cotas de US$ 16,7 milhões, pediu demissão dias depois e passou a dizer que o bilhete premiado havia sido comprado separadamente

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Colegas fazem bolão semanal de Powerball, entregam US$ 20 cada ao responsável pelas apostas e, após sorteio de US$ 50 milhões, descobrem que ele ficou com uma das cotas de US$ 16,7 milhões, pediu demissão dias depois e passou a dizer que o bilhete premiado havia sido comprado separadamente

Escrito por Carla Teles

Publicado em 01/09/2026 às 16:19

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Caso de bolão da Powerball vira disputa: Gary Baron diz que bilhete vencedor era pessoal, enquanto colegas levam o caso à Justiça em Victoria.

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Em Geelong, na Austrália, colegas de trabalho participavam de um bolão semanal da Powerball e entregavam US$ 20 a Gary Baron; após o sorteio de US$ 50 milhões, ele reconheceu ter recebido uma das três cotas premiadas, mas afirmou que o bilhete vencedor era pessoal e independente das apostas coletivas.

Um bolão formado por colegas de trabalho em North Geelong, no estado australiano de Victoria, terminou em uma disputa judicial depois que Gary Baron, responsável por receber o dinheiro e comprar as apostas coletivas, reconheceu ter conquistado uma das três parcelas de um prêmio de US$ 50 milhões da Powerball. O sorteio 961 ocorreu em outubro de 2014, e a cota atribuída a Baron ficou próxima de US$ 16,7 milhões.

Segundo reportagem publicada pela ABC News em maio de 2015, colegas sustentavam que o bilhete vencedor teria sido adquirido com recursos do grupo. Baron negava essa versão e afirmava que mantinha uma aposta pessoal separada do bolão. A Justiça autorizou os integrantes a buscar informações que poderiam esclarecer quem efetivamente comprou o bilhete e para onde o dinheiro havia sido enviado, sem decidir naquele momento quem tinha razão.

Bolão reunia colegas que entregavam US$ 20 para as apostas

Imagem: Reprodução/IA.

A dinâmica relatada pelos integrantes funcionava de maneira recorrente. Cada participante entregava US$ 20, e Gary Baron ficava encarregado de comprar os bilhetes escolhidos para determinados sorteios da Powerball.

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De acordo com declaração apresentada à Justiça pelo caminhoneiro Gary Georgeson, pequenos prêmios permaneciam acumulados para novas apostas, enquanto ganhos maiores deveriam ser distribuídos. O bolão já possuía histórico de pagamentos: em uma ocasião anterior, um prêmio de US$ 9 mil teria sido dividido proporcionalmente entre os participantes.

Gary Baron era responsável por administrar o dinheiro

O papel de Baron tornou-se central na disputa porque os demais integrantes não participavam diretamente da compra dos bilhetes. Depois que o dinheiro era reunido, ele assumia a responsabilidade de realizar as apostas do grupo.

Georgeson afirmou que Baron era o único integrante que conhecia exatamente quanto dinheiro havia no fundo coletivo. Os colegas disseram ainda que acreditavam que as apostas do bolão eram realizadas por meio de uma conta online da operadora Tatts.

Grupo decidiu participar do sorteio de US$ 50 milhões

O sorteio que desencadeou o conflito oferecia um prêmio acumulado de US$ 50 milhões. Segundo o relato apresentado pelos colegas, o grupo decidiu participar e cada integrante novamente contribuiu com US$ 20.

Posteriormente, três apostas dividiram o prêmio principal. Baron reconheceu ter sido responsável por uma das cotas, equivalente a aproximadamente US$ 16,7 milhões, mas sustentou que o bilhete premiado não fazia parte das apostas coletivas.

Colegas disseram que bilhete deveria pertencer ao bolão

Quatorze colegas de Baron no Toll Group contestaram a versão de que o prêmio era exclusivamente dele. Eles alegavam que o bilhete vencedor havia sido comprado para o bolão semanal e, por isso, todos deveriam ter participação no valor.

A alegação não significava que essa propriedade já estivesse comprovada. A discussão judicial girava justamente em torno de descobrir a origem da aposta, quais recursos haviam sido utilizados e se o bilhete vencedor tinha alguma relação com o dinheiro entregue pelos integrantes.

Baron afirmou que mantinha aposta pessoal separada

Gary Baron apresentou uma explicação diferente. Segundo ele, costumava comprar um conjunto de apostas para o grupo e outro bilhete com números diferentes para uso próprio.

Ele declarou que o jogo premiado pertencia exclusivamente à sua aposta pessoal. Também afirmou que as apostas do bolão haviam sido compradas em outro dia, por outro canal e utilizando especificamente os recursos pertencentes ao grupo.

Operadora teria investigado situação antes de pagar prêmio

Baron alegou ainda que sua versão havia sido examinada pela Tatts antes que o prêmio fosse liberado. Segundo sua declaração, a empresa realizou uma investigação e depois efetuou o pagamento.

A Tattersalls não se opôs ao pedido judicial apresentado pelos integrantes para obter informações sobre quem havia comprado o bilhete e qual tinha sido o destino do dinheiro. Essa etapa poderia fornecer documentos relevantes para avaliar as duas versões.

Demissão poucos dias depois do sorteio aumentou suspeitas

Inicialmente, os colegas disseram ter acreditado que o bolão não havia conquistado o prêmio principal. A situação começou a provocar desconfiança quando o comportamento de Baron mudou nos dias seguintes ao sorteio.

Segundo Georgeson, Baron telefonou para o trabalho na sexta-feira dizendo estar doente e pediu demissão na segunda-feira seguinte. Ele ainda permaneceu aproximadamente duas semanas na empresa para permitir sua substituição.

Garrafa de champanhe virou outro elemento da história

Durante esse período, um pacote que aparentemente continha uma garrafa foi entregue a Baron. Para alguns integrantes do grupo, o episódio chamou atenção porque eles associavam esse tipo de presente ao procedimento utilizado pela empresa de loteria para felicitar grandes vencedores.

A garrafa não provava que o bilhete pertencia ao bolão, mas foi citada pelos colegas como um dos acontecimentos que aumentaram suas suspeitas sobre o prêmio.

Baron teria falado inicialmente em uma herança

Georgeson declarou que, depois da mudança de comportamento, Baron teria dito a alguns colegas que havia recebido uma herança. Apenas posteriormente ele reconheceria ter conquistado uma das cotas da Powerball.

Segundo a declaração apresentada no processo, Baron admitiu em maio de 2015 a Georgeson e Wayne Connor que havia ganhado aproximadamente US$ 16,6 milhões com um bilhete que dizia ser pessoal.

Colegas buscaram documentos para esclarecer origem do bilhete

A controvérsia chegou à Justiça porque os integrantes queriam acesso a elementos capazes de demonstrar como a aposta premiada havia sido comprada. O foco era diferenciar uma compra realizada com recursos particulares de uma aposta financiada pelo bolão.

O juiz associado Nemeer Mukhtar observou que, caso Baron tivesse comprado o bilhete de maneira completamente independente das negociações do grupo, não haveria fundamento para responsabilizá-lo apenas por ter vencido separadamente.

Tribunal não havia decidido quem era dono do prêmio

A autorização concedida pelo tribunal não representava uma decisão de que os colegas tinham direito aos US$ 16,7 milhões. Naquele estágio, a Justiça permitia que fossem obtidas informações relevantes para que a disputa pudesse ser examinada.

Mukhtar deixou claro que não estava antecipando o mérito de uma eventual ação do bolão. A questão fundamental permanecia aberta: o bilhete vencedor havia sido adquirido com dinheiro do grupo ou com recursos pessoais de Baron?

Baron negou ter enganado os colegas

Em sua defesa, Baron afirmou que sempre prestava contas das apostas coletivas e distribuía os ganhos correspondentes. Também declarou que os pequenos prêmios dos bilhetes do grupo haviam sido reinvestidos conforme o acordo existente entre os participantes.

Ele disse estar decepcionado com a repercussão pública do conflito e sustentou que jamais havia enganado os colegas de trabalho. Reconheceu, porém, que teria sido melhor explicar imediatamente aos demais participantes as circunstâncias em que conquistou o prêmio.

Caso mostra risco de acordos informais em apostas coletivas

Independentemente do resultado final daquela disputa, o episódio evidencia um problema prático dos bolões informais: quando uma única pessoa controla o dinheiro, compra os bilhetes e mantém também apostas pessoais, a separação entre recursos coletivos e individuais pode se tornar decisiva diante de um prêmio milionário.

No caso de Geelong, uma rotina na qual colegas entregavam US$ 20 para participar de um bolão terminou diante da Justiça depois que o responsável pelas compras recebeu uma das três cotas de um prêmio de US$ 50 milhões e sustentou que o bilhete vencedor havia sido adquirido separadamente. Se você participasse de um bolão entre colegas, confiaria a compra a uma única pessoa ou exigiria comprovantes de cada aposta? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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