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Colômbia recebe cinco guindastes elétricos portuários da Finlândia e já prepara controle remoto para mover e empilhar contêineres no pátio do Contecar

Colômbia recebe cinco guindastes elétricos portuários da Finlândia e já prepara controle remoto para mover e empilhar contêineres no pátio do Contecar

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Colômbia recebe cinco guindastes elétricos portuários da Finlândia e já prepara controle remoto para mover e empilhar contêineres no pátio do Contecar

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 22/09/2026 às 17:33

Atualizado em 22/09/2026 às 17:35

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Cinco guindastes elétricos portuários desembarcaram no terminal Contecar, em Cartagena, como primeira entrega de um lote de 25 máquinas preparado para modernizar o pátio de contêineres e permitir operação remota.

Cinco guindastes elétricos portuários chegaram à Colômbia em 10 de setembro de 2026 a bordo do navio Parkgracht. As máquinas vieram da Finlândia e foram recebidas no Contecar, terminal localizado em Cartagena.

As informações foram divulgadas pelo Grupo Puerto de Cartagena, empresa responsável pela operação do terminal portuário Contecar. O anúncio ocorreu em 14 de setembro de 2026, quatro dias após a chegada dos equipamentos.

As cinco unidades formam apenas a primeira entrega de um total de 25 guindastes da fabricante Konecranes. O terminal planeja incorporar as demais máquinas de forma progressiva, por isso o lote completo ainda não pode ser tratado como disponível para operação.

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Parkgracht trouxe a primeira parte do lote de 25 máquinas

O Parkgracht transportou os cinco equipamentos desde a Finlândia até a costa colombiana. A chegada marcou uma etapa concreta do programa de modernização do Contecar, mas não encerrou o processo de implantação.

Antes de começar a movimentar contêineres de forma regular, máquinas desse porte precisam passar pelas etapas previstas pelo terminal para sua incorporação. A divulgação confirma o recebimento das máquinas, sem afirmar que todos os equipamentos já estavam trabalhando no pátio naquele momento.

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Os outros 20 guindastes previstos deverão ser adicionados gradualmente. Essa diferença entre entrega e entrada em serviço é importante, pois evita a impressão de que as 25 unidades chegaram juntas ou já fazem parte da rotina diária do porto.

O que os guindastes RTG fazem no pátio de contêineres

Os novos equipamentos são do tipo RTG, sigla usada para identificar um guindaste pórtico sobre pneus. Na prática, cada máquina possui uma grande estrutura móvel, circula por áreas determinadas do terminal, levanta contêineres e organiza essas caixas metálicas em fileiras.

O trabalho começa depois que a carga deixa o navio. Os contêineres precisam ser posicionados no pátio até seguirem para caminhões, outros meios de transporte ou uma nova etapa da operação portuária. O RTG permite levantar uma unidade, percorrer uma curta distância e depositar a carga no ponto definido pelo planejamento do terminal.

Essa organização é essencial porque um porto movimenta muitas unidades em espaços limitados. Sem equipamentos de pátio, o fluxo entre o cais, a área de armazenamento e a saída terrestre perderia agilidade e ocuparia mais espaço.

Eletrificação muda a estrutura usada na movimentação das cargas

O diferencial destacado no projeto é a eletrificação dos guindastes RTG. Assim, o terminal incorpora máquinas preparadas para trabalhar com energia elétrica na movimentação dos contêineres.

O Grupo Puerto de Cartagena, empresa responsável pela operação do terminal portuário Contecar, apresentou os equipamentos como parte de seu processo de modernização. A instituição também destacou a preparação das unidades para comando remoto.

A publicação não detalha todas as etapas da instalação elétrica nem apresenta uma data individual para o início do trabalho de cada máquina. Também não informa que os 25 equipamentos já estejam no terminal. O dado confirmado é o recebimento das cinco primeiras unidades do programa.

Operação remota muda o local de trabalho dos operadores

Nos guindastes tradicionais, o operador costuma trabalhar em uma cabine elevada e acompanha a movimentação de cima da estrutura. No modelo planejado para o Contecar, o controle poderá ser feito a partir de uma central remota equipada com sistemas de visualização.

Isso não significa que a máquina trabalhará sozinha. A proposta mantém profissionais no comando, mas transfere o posto de trabalho da cabine do guindaste para uma sala preparada para a operação. Telas e sistemas digitais deverão permitir que o operador acompanhe o pátio e controle os movimentos necessários.

A mudança exige mais do que a chegada do equipamento físico. O terminal precisa contar com comunicação de dados, imagens adequadas, sistemas de controle e integração entre máquinas e central. A preparação digital passa a ser parte da infraestrutura portuária, ao lado de pátios, vias internas e instalações elétricas.

Automação portuária exige cuidado ao comparar Colômbia e Brasil

A experiência colombiana ajuda a entender um movimento que também interessa aos portos brasileiros: a adoção de máquinas elétricas, sistemas digitais e postos remotos para organizar cargas. O caso, porém, não comprova que terminais dos dois países utilizem soluções equivalentes.

Parkgracht trouxe a primeira parte do lote de 25 máquinas.

Cada instalação possui características próprias, como tamanho do pátio, volume de carga, rede elétrica, equipamentos existentes e sistemas de gestão. Por isso, a implantação no Contecar não deve ser apresentada como um modelo já reproduzido de forma idêntica no Brasil.

O ponto em comum está no desafio operacional. Para controlar um guindaste à distância, não basta instalar câmeras em uma máquina. É necessário conectar equipamentos, imagens e comandos de forma confiável para que o profissional mantenha visão suficiente da movimentação dos contêineres.

Contecar inicia uma modernização que ainda será ampliada

A chegada dos cinco guindastes colocou no terminal a primeira parte de um plano maior. O Contecar recebeu equipamentos elétricos preparados para operação remota, enquanto outras 20 unidades permanecem previstas para incorporações posteriores.

O avanço poderá mudar a forma de organizar contêineres e o local onde os operadores realizam o controle. Ainda assim, a entrega não deve ser confundida com a conclusão do programa nem com a entrada imediata de todas as máquinas em serviço.

Você acredita que a operação remota pode se tornar comum nos grandes portos da América Latina? Compartilhe a matéria e deixe sua opinião nos comentários.

Fonte

Puerto de Cartagena


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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