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Com 2,5 milhões de seguidores, produtora rural chinesa colhe frutas em live no Douyin, recebe até 50 mil pedidos e movimenta 9 milhões de yuans por mês
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 09/09/2026 às 22:27
Atualizado em 09/09/2026 às 22:28
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Live de frutas no Douyin mostra como uma produtora rural chinesa colhe diante da câmera, conversa com consumidores, recebe até 50 mil pedidos e transforma o agronegócio em comércio digital direto do campo
Uma produtora rural chinesa transformou a colheita de frutas em um canal de vendas pela internet. Guo Chengcheng entra ao vivo no Douyin, plataforma chinesa de vídeos curtos conhecida como versão chinesa do TikTok, mostra o campo, conversa com o público e libera um link para compra. A agricultora reúne 2,5 milhões de seguidores e chega a receber até 50 mil pedidos em uma única transmissão.
NDTV, portal internacional de notícias com cobertura mundial, publicou o caso em 7 de julho de 2021. A matéria registrou que as vendas da produtora alcançavam pelo menos 9 milhões de yuans por mês, aproximando lavoura, divulgação, embalagem e entrega em uma mesma operação digital.
A colheita ao vivo virou uma vitrine para frutas do campo
Guo Chengcheng aparece nas terras da família enquanto colhe os produtos. Durante a transmissão, ela apresenta frutas e outros alimentos, explica o que está mostrando e mantém uma conversa direta com quem acompanha a live.
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Os vídeos também exibem itens como miniabóboras e pêssegos silvestres, alguns cultivados por moradores da própria região. A presença de produtos de outros agricultores amplia a variedade oferecida e transforma a transmissão em uma vitrine para a produção rural local.
Quando o espectador se interessa por algum alimento, basta tocar no link exibido na tela para fazer o pedido. A compra acontece no mesmo momento em que o público vê a fruta sendo retirada do campo, o que reduz a distância entre produtor e consumidor.
De cerca de cem pedidos por dia a até 50 mil em uma live
Antes de usar as transmissões ao vivo, Guo vendia por um programa de comerciantes do WeChat e recebia cerca de cem pedidos por dia. A entrada no Douyin mudou o alcance da atividade e colocou a produtora diante de uma audiência muito maior.
NDTV, portal internacional de notícias com cobertura mundial, registrou que a agricultora passou a receber até 50 mil pedidos por transmissão. O salto mostra como uma audiência fiel pode alterar o volume de vendas de uma pequena propriedade.
O valor informado para a operação também impressiona. As vendas chegavam a pelo menos 9 milhões de yuans por mês, quantia que representa faturamento comercial, e não necessariamente lucro líquido da agricultora.
Mostrar o plantio ajuda a criar confiança antes da compra
A câmera permite que o consumidor veja o ambiente de onde saem os alimentos. Em vez de observar apenas uma foto do produto já embalado, o público acompanha a colheita, a aparência das frutas e a forma como a produtora apresenta cada item.
Essa exposição cria uma sensação de proximidade. A lavoura vira parte da demonstração, enquanto a conversa ao vivo permite que dúvidas sejam respondidas no momento da compra.
O modelo também se apoia no interesse dos moradores das cidades pela natureza e pela rotina do campo. A transmissão mistura venda, entretenimento e uma busca por mais segurança na escolha dos alimentos, sem depender apenas de uma banca ou de uma loja física.
Vender direto exige embalagem cuidadosa e entrega eficiente
A venda não termina quando o consumidor toca no link. Frutas precisam ser separadas, protegidas e encaminhadas rapidamente, pois podem sofrer danos durante o transporte. Quando isso acontece, o comprador pode pedir reembolso e reduzir a margem do produtor.
Os agricultores chineses ainda dependem de empresas de logística ligadas ao comércio eletrônico e de transportadoras especializadas. A entrega refrigerada custa mais, e a distância entre o campo e as cidades aumenta a dificuldade de manter a qualidade dos alimentos.
Mesmo com esses riscos, o aumento dos pedidos e a formação de uma base fiel de clientes podem compensar parte das despesas. A live resolve a divulgação, mas exige planejamento para que a produção mostrada na tela chegue em boas condições à casa do comprador.
Feiras e cooperativas brasileiras podem aprender com esse modelo
Uma feira brasileira depende da presença física do consumidor, de um horário definido e do deslocamento até o local. A transmissão ao vivo muda essa lógica ao levar a banca para dentro do celular e permitir que o pedido seja feito enquanto o produtor trabalha.
As cooperativas podem oferecer uma estrutura complementar. Enquanto a live apresenta os alimentos e aproxima o agricultor do público, a organização coletiva pode ajudar na seleção, na embalagem, no armazenamento e no envio das encomendas.
Para pequenos produtores brasileiros, o principal desafio seria manter a qualidade prometida na transmissão. Uma câmera simples pode abrir a conversa com o público, mas a confiança só continua quando o pedido chega no prazo e sem danos.
A história de Guo Chengcheng mostra como o comércio digital pode transformar uma propriedade rural em ponto de venda para milhares de pessoas. A colheita deixa de ser apenas uma etapa da produção e passa a funcionar também como apresentação, demonstração e convite à compra.
Os números registrados em 2021 revelam a força desse formato. Ao unir seguidores, produtos frescos e logística, a agricultora encontrou uma maneira de vender diretamente para consumidores que talvez nunca visitassem seu campo.
Você compraria frutas apresentadas durante uma colheita ao vivo? Comente e compartilhe esta história para saber se outras pessoas também confiariam nesse modelo.
Fonte
NDTV
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

