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Com 5% a mais de água sanitária na composição do eletrólito, uma nova tecnologia de baterias de água salgada elimina o uso de minerais raros importados, corta a necessidade de catalisadores e mais que dobra a geração de potência máxima para redes de energia.

Com 5% a mais de água sanitária na composição do eletrólito, uma nova tecnologia de baterias de água salgada elimina o uso de minerais raros importados, corta a necessidade de catalisadores e mais que dobra a geração de potência máxima para redes de energia.

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Com 5% a mais de água sanitária na composição do eletrólito, uma nova tecnologia de baterias de água salgada elimina o uso de minerais raros importados, corta a necessidade de catalisadores e mais que dobra a geração de potência máxima para redes de energia.

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 03/09/2026 às 18:34

Atualizado em 03/09/2026 às 19:00

Ciência e Tecnologia

Canal

Pesquisadores criam baterias de água salgada mais potentes ao adicionar alvejante, garantindo energia segura e barata para a rede.

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Pesquisadores do Laboratório Nacional de Oak Ridge criaram baterias de água salgada mais eficientes ao transformar uma reação secundária com água sanitária na reação principal, dobrando a potência máxima do sistema para redes elétricas.

A maioria dos sistemas de armazenamento em rede utiliza bancos de íon-lítio, que exigem refrigeração contra incêndios e dependem de materiais raros importados. Como alternativa, o uso de água salgada como eletrólito elimina a necessidade de minerais críticos.

Tradicionalmente, os modelos de água salgada dependem de uma reação lenta que converte oxigênio entre os estados líquido e gasoso. Esse processo exige catalisadores, consumo extra de energia e um suprimento constante de oxigênio, o que limita a potência.

Durante os testes, o pós-doutorando Wooseok Go e o pesquisador Ruhul Amin identificaram que uma reação secundária gerava hipoclorito de sódio, conhecido como água sanitária, antes da interação com o oxigênio. A equipe decidiu priorizar esse processo indesejado.

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A adição de 5% a mais de água sanitária tornou a reação do cloro a principal do sistema. Como o processo ocorre inteiramente em meio líquido, a conversão gasosa e a necessidade de catalisadores foram eliminadas, reduzindo também a resistência interna.

Eficiência e vantagens operacionais no fornecimento de energia

A mudança para a reação de cloro e água sanitária mais que dobrou a potência máxima do equipamento. O avanço também tornou a voltagem da tecnologia comparável à das baterias convencionais de íon-lítio.

O sistema mantém estabilidade mesmo quando a demanda surge de forma rápida, como em apagões. Segundo Amin, “é como a diferença entre acelerar um carro esportivo e um sedã”, destacando a rapidez e constância no acesso à energia.

Além da aplicação em concessionárias de serviços públicos para manter o fornecimento de energia e reduzir custos, o modelo é ideal para navios. A navegação marítima precisa de acesso rápido à energia e dispõe de água salgada abundante.

Estudos sobre o avanço foram publicados nas revistas científicas Advanced Energy Materials e Energy Storage Materials. O trabalho integra esforços para tornar a rede elétrica dos Estados Unidos mais resiliente durante interrupções.

Próximos passos e comercialização das baterias de água salgada

Além das alterações no eletrólito, Go e Amin investigam mudanças no metal do ânodo para aperfeiçoar a fabricação e a segurança. As etapas futuras preveem ajustar os eletrodos e modificar o eletrodo positivo para suprimir a reação com oxigênio.

A inovação será comercializada pela Coulomb Technology, empresa sediada no Tennessee focada em baterias de íon-sódio. O fundador e CEO da empresa, Tim Vosburgh, afirmou que a tecnologia complementará o portfólio para atender grandes data centers e concessionárias.

Vosburgh participou do Innovation Crossroads do ORNL, programa do Departamento de Energia dos Estados Unidos que conecta fundadores de startups a especialistas de laboratórios nacionais. A parceria permitiu consultar pesquisadores e aprimorar a química do sistema nas instalações do laboratório.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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