Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Com bateria de 40 dias, Nokia resgata em 2026 a fórmula do lendário 1100 com celular de bateria removível, rádio FM, função de carregador portátil, entrada para microSD e proposta que deixa internet, aplicativos e câmeras avançadas de fora

Com bateria de 40 dias, Nokia resgata em 2026 a fórmula do lendário 1100 com celular de bateria removível, rádio FM, função de carregador portátil, entrada para microSD e proposta que deixa internet, aplicativos e câmeras avançadas de fora

5 min de leitura

Com bateria de 40 dias, Nokia resgata em 2026 a fórmula do lendário 1100 com celular de bateria removível, rádio FM, função de carregador portátil, entrada para microSD e proposta que deixa internet, aplicativos e câmeras avançadas de fora

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 04/09/2026 às 16:55

Ciência e Tecnologia

Canal

Celular básico recupera a proposta de longa autonomia associada aos antigos aparelhos da Nokia, agora com bateria removível e carregamento reverso.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Novo Nokia 300 Charge aposta em bateria removível de 3.700 mAh, conectividade 2G e funções básicas para recuperar a simplicidade que ajudou o Nokia 1100 a conquistar milhões de usuários

Em uma época em que smartphones disputam espaço com câmeras cada vez mais sofisticadas, inteligência artificial e telas de alta resolução, a Nokia aposta em uma direção quase oposta com um celular capaz de permanecer mais de 40 dias em espera.

O aparelho é o Nokia 300 Charge, telefone básico lançado pela HMD Global que recupera parte da filosofia que transformou o Nokia 1100 em um fenômeno mundial: bateria duradoura, construção simples e recursos concentrados no essencial.

Apesar da associação com o clássico, é importante fazer uma distinção: não se trata de um relançamento literal do Nokia 1100. O novo modelo é o Nokia 300 Charge, apresentado como um aparelho que retoma a mesma proposta de simplicidade e autonomia que marcou o telefone lançado em 2003.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Economia

Vinte e dois anos depois de entrar em serviço, a família E-Jet chegou à aeronave de número 2.000 e colocou a Embraer no clube das três maiores da aviação comercial, atrás apenas do A320 e do 737

A Embraer entregou no dia 2 de setembro o E-Jet de número 2.000, um E195-E2 destinado à Azul, e com essa aeronave a família brasileira entrou no grupo das três…

Paulo Nogueira

0

Bateria removível de 3.700 mAh promete mais de 40 dias em espera

Celular básico recupera a proposta de longa autonomia associada aos antigos aparelhos da Nokia, agora com bateria removível e carregamento reverso. Foto: HMD

O principal argumento do Nokia 300 Charge está escondido atrás de sua tampa: uma bateria removível de 3.700 mAh.

Segundo informações divulgadas pela HMD e repercutidas pelo Infobae, a capacidade permite ao aparelho ultrapassar 40 dias em modo de espera com uma única carga. É, de acordo com a publicação, a maior bateria instalada pela HMD em um telefone básico da marca até agora.

O número chama atenção justamente porque o aparelho elimina boa parte das funções que mais consomem energia nos smartphones modernos.

Não há aplicativos convencionais, câmeras avançadas ou conexão permanente à internet. A tela tem apenas 2,4 polegadas, com resolução de 320 x 240 pixels.

Por dentro, o telefone utiliza um processador Unisoc SC6531E, acompanhado por modestos 4 MB de memória RAM e 4 MB de armazenamento interno.

O espaço pode ser ampliado para até 32 GB por cartão microSD.

É uma ficha técnica que pareceria impensável em um smartphone de 2026, mas esse é justamente o ponto: o Nokia 300 Charge não tenta competir com eles.

Celular também pode virar uma bateria externa de 10 W

A bateria de grande capacidade ganhou outra utilidade.

O Nokia 300 Charge consegue funcionar como um carregador portátil para outros dispositivos eletrônicos, fornecendo energia por uma porta USB-C de 10 watts.

A função de carregamento reverso pode ser acionada por meio de um botão físico localizado na lateral direita do aparelho, dispensando a navegação por menus.

Isso transforma a autonomia do telefone em uma espécie de reserva de energia portátil.

O aparelho também possui lanterna LED, que a fabricante descreve como quatro vezes mais brilhante que a utilizada no Nokia 105 de 2023, além de entrada de 3,5 mm para fones de ouvido e rádio FM.

São funções simples, mas coerentes com um aparelho pensado para permanecer ligado por longos períodos e executar tarefas básicas.

Há uma limitação importante: Nokia 300 Charge depende da rede 2G

A simplicidade cobra um preço.

A conectividade do Nokia 300 Charge está limitada às redes 2G GSM 900/1800. Na prática, isso significa que sua utilização depende da existência desse tipo de infraestrutura no país ou região onde o aparelho estiver sendo usado.

Esse detalhe é mais relevante que qualquer comparação de memória ou resolução de tela.

Um telefone pode oferecer dezenas de dias de autonomia, mas sua função principal continua dependendo da rede disponível. Em mercados que já desligaram ou estão reduzindo a infraestrutura 2G, a proposta encontra uma barreira técnica evidente.

Por enquanto, a disponibilidade também é restrita: segundo o Infobae, o Nokia 300 Charge está sendo comercializado apenas nas Filipinas.

A fonte consultada não informa lançamento oficial do aparelho no Brasil.

Nokia 1100 vendeu 250 milhões de unidades e virou símbolo de uma geração

A comparação com o Nokia 1100 não acontece por acaso.

Lançado no final de 2003, o modelo acumulou aproximadamente 250 milhões de unidades vendidas, segundo levantamento citado pelo Infobae com dados do Visual Capitalist, Yahoo Finance e Omdia.

Seu sucesso não veio de uma lista extensa de especificações.

O Nokia 1100 ficou conhecido pela resistência, teclado simples, bateria capaz de suportar vários dias de utilização e preço relativamente acessível. O aparelho custava inicialmente cerca de US$ 100 e ganhou espaço principalmente em mercados emergentes da África, Ásia e América Latina.

Em 2005, quando a Nokia atingiu a marca de 1 bilhão de telefones vendidos, o aparelho que representou esse marco foi justamente um Nokia 1100 comercializado na Nigéria.

O telefone tampouco dependia de câmera, redes sociais ou aplicativos.

Chamadas, mensagens SMS, despertador, calculadora e jogos simples davam conta da proposta.

Quase duas décadas depois, essa limitação que parecia ter sido superada pela evolução tecnológica volta a ser apresentada como característica.

Em 2026, a simplicidade virou parte do produto

O Nokia 300 Charge adiciona elementos atuais àquela velha fórmula.

A entrada proprietária de carregamento dá lugar ao USB-C, a bateria ganha capacidade muito maior e o próprio celular passa a fornecer energia para outros equipamentos.

Mas a lógica permanece familiar: um telefone pensado prioritariamente para continuar funcionando por muito tempo.

Em vez de disputar câmeras, processamento ou inteligência artificial, o aparelho tenta ocupar um espaço que os smartphones deixaram quase vazio.

A grande questão será a disponibilidade. Até agora, o Nokia 300 Charge permanece restrito ao mercado filipino e não há, na fonte consultada, confirmação de expansão para o Brasil ou outros mercados.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

Sair da versão mobile