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Com fortuna de R$ 11,9 bilhões, dono da Havan supera bilionários das Casas Bahia, Riachuelo, Grupo Mateus e Magazine Luiza e assume o topo do varejo brasileiro em 2026
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 09/09/2026 às 21:37
Atualizado em 09/09/2026 às 22:00
Economia
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Luciano Hang lidera o ranking dos bilionários do varejo brasileiro em 2026, com patrimônio estimado em R$ 11,9 bilhões, à frente de nomes ligados às Casas Bahia, Riachuelo, Grupo Mateus e Magazine Luiza, segundo levantamento da Forbes Brasil divulgado recentemente
O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, lidera o ranking de bilionários do varejo no Brasil em 2026 com um patrimônio estimado em R$ 11,9 bilhões. O levantamento da Forbes Brasil indica que 22 empresários do setor acumulam R$ 53,6 bilhões, representando 2,88% da riqueza de todos os super-ricos do país.
Concentração de patrimônio e topo do setor de bilionários
A fortuna acumulada por Luciano Hang isola o empresário catarinense no topo do levantamento. Seu patrimônio de R$ 11,9 bilhões equivale a 22,2% de toda a riqueza somada do segmento comercial na lista.
O valor de Hang é 11,9 vezes maior do que o dos empresários posicionados na base do ranking, que possuem R$ 1 bilhão cada. Ele também supera em quase duas vezes e meia o patrimônio do segundo colocado, Michael Klein.
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Com R$ 4,8 bilhões, Michael Klein é herdeiro ligado às Casas Bahia e ao Grupo CB. A lista traz em seguida Carlos Pires de Oliveira Dias, da RD Saúde / Drogasil, com R$ 3,9 bilhões, e Flávio Gurgel Rocha, da Guararapes / Riachuelo, com R$ 3,7 bilhões.
Movimentações no mercado acionário alteram fortunas
O levantamento da Forbes de 2026 registrou variações patrimoniais expressivas causadas pelas oscilações das empresas na Bolsa de Valores (B3).
Enquanto empresários do ramo farmacêutico e de eletroeletrônicos subiram, redes de supermercados e magazines sofreram reduções.
Michael Klein registrou avanço ao subir de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,8 bilhões, uma alta de 23,1%. Já Carlos Pires de Oliveira Dias avançou 14,7%, alcançando R$ 3,9 bilhões.
Francisco Deusmar de Queirós e família, da Pague Menos, subiram de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,5 bilhão.
Em contrapartida, Ilson Mateus Rodrigues, do Grupo Mateus, viu sua fortuna ceder de R$ 7,7 bilhões para R$ 3,5 bilhões. Seus filhos, Denilson Pinheiro e Ilson Mateus Jr., caíram de R$ 2,1 bilhões para R$ 1 bilhão cada.
A retração atingiu também os acionistas do Magazine Luiza. O patrimônio de Fernando Henrique Borges Trajano e seus irmãos caiu pela metade, passando de R$ 3 bilhões para R$ 1,5 bilhão, enquanto Luiza Helena Trajano e família passaram de R$ 1,1 bilhão para R$ 1 bilhão.
O faturamento da líder Havan e o peso das redes na economia brasileira
A Havan, liderada por Hang aos 63 anos, foi fundada em 1986 em Brusque (SC). A rede conta atualmente com cerca de 200 lojas físicas e registrou faturamento líquido de R$ 13,7 bilhões em 2025.
O setor varejista ocupa a quinta posição nacional em número de bilionários. Ele fica atrás apenas dos segmentos de indústria, finanças, investimentos e alimentos. A lista geral reúne 255 bilionários brasileiros, com valor total somado de R$ 1,862 trilhão.
Abaixo de Ilson Mateus (R$ 3,5 bilhões), aparecem Luiz Humberto “Beto” Pereira, do Grupo Fort Atacadista, com R$ 3 bilhões, e Nelson Kaufman, da Vivara, com R$ 2,8 bilhões. Antônio Carlos Pipponzi, da RD Saúde, detém R$ 2,2 bilhões, após alta de 15,8%.
A lista inclui ainda Estevam Duarte de Assis e família (ex-Bretas / SFA Malls) e José Costa (JC Distribuição), ambos com R$ 1,7 bilhão.
Sérgio Maeoka (Nissei) soma R$ 1,5 bilhão, seguido por Paulo Sérgio Coutinho Galvão Filho (RaiaDrogasil / Klabin), com R$ 1,4 bilhão.
Completam a lista Lisiane Gurgel Rocha (R$ 1,2 bilhão), Maria Eugênia Lafer Galvão (R$ 1,2 bilhão) e Élvio Gurgel Rocha (R$ 1,1 bilhão).
Com R$ 1 bilhão cada estão Anderson Birman (Azzas 2154 / Arezzo), Luiza Helena Trajano e Sebastião Vicente Bomfim Filho (Centauro).
Metodologia da apuração oficial e critérios da Forbes sobre bilionários do varejo
A avaliação da Forbes Brasil utilizou como indicador principal a cotação de fechamento das ações negociadas na B3 em 30 de junho de 2026. O critério garante um mapeamento fundado estritamente em dados públicos oficiais e auditados.
Por essa razão, bens privados como imóveis, obras de arte, embarcações e aeronaves ficam de fora do cálculo geral.
A exceção ocorre apenas para patrimônios privados que tenham sido voluntariamente comprovados pelos próprios empresários avaliados.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Forbes Brasil e do portal ND Mais, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

