Faça um comentário
3 min de leitura
Com investimento previsto de R$ 3,5 bilhões, Cedro vai ampliar mina em Mariana e projeta mais de mil empregos diretos e indiretos
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 25/09/2026 às 21:43
Atualizado em 25/09/2026 às 21:44
Economia
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Com as licenças de implantação e operação aprovadas, a Cedro prevê investir R$ 3,5 bilhões na mina de Mariana, ampliar a capacidade de beneficiamento e gerar mais de mil empregos diretos e indiretos.
A Cedro Participações obteve nesta sexta-feira (25) as licenças de implantação e operação para ampliar sua mina de minério de ferro em Mariana, Minas Gerais. A ampliação da mina de Mariana prevê investimento de R$ 3,5 bilhões e execução gradual.
Capacidade poderá chegar a 10 milhões de toneladas
As licenças foram aprovadas pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). Conforme informou a Itatiaia, o projeto permitirá elevar a capacidade de beneficiamento da unidade para 10 milhões de toneladas de minério bruto por ano.
A reportagem informa que a unidade produz atualmente cerca de 2,5 milhões de toneladas anuais. Já a produção de pellet feed, matéria-prima usada na fabricação de pelotas de minério de ferro, poderá alcançar 5,5 milhões de toneladas por ano.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A Cedro estima vida útil de até 20 anos para o projeto. Esse prazo poderá ser ampliado, segundo a empresa, conforme os resultados de novas sondagens. A companhia também prevê a geração de mais de mil empregos diretos e indiretos.
Produção terá foco em minério de alto teor
A expansão está voltada à produção de pellet feed high-grade, produto com alto teor de ferro e baixos níveis de impurezas. A Cedro afirma que pretende aumentar gradualmente a participação desse minério em sua produção.
Segundo a empresa, as pelotas feitas com esse material podem ser usadas na produção de aço pela rota de redução direta. A companhia aponta que essa tecnologia pode reduzir as emissões de carbono em até 50% em comparação com o processo tradicional de alto-forno.
O projeto prevê ainda filtragem e empilhamento a seco dos rejeitos, sem disposição em barragens. A Cedro informa que planeja reaproveitar 85% da água utilizada nos processos.
Licenciamento levou quase três anos
De acordo com a Cedro, o licenciamento ambiental durou quase três anos. Os estudos dos meios físico, biótico e socioeconômico foram reunidos no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).
O gerente-geral de Licenciamento Ambiental da companhia, Edinilson Barbosa, afirmou que os estudos passaram por análise técnica do órgão ambiental antes da avaliação pelo Copam. Segundo ele, os documentos definem medidas de controle, mitigação e compensação para a implantação e a operação.
Expansão integra plano para 2032
A Cedro atua em Mariana desde 2022. A empresa afirma que a ampliação permitirá maior aproveitamento da jazida e elevará a arrecadação municipal de tributos e da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
O empreendimento faz parte do plano da companhia de alcançar produção anual de 20 milhões de toneladas a partir de 2032. Trata-se de uma meta da empresa, não de uma capacidade já atingida.
O planejamento inclui o Porto do Meio, em Itaguaí, no Rio de Janeiro. Segundo a Cedro, o terminal tem investimento previsto de R$ 3,6 bilhões e capacidade projetada para movimentar até 15 milhões de toneladas de minério por ano.
Tags
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

