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Com mais de 6 trilhões de pés cúbicos de gás descobertos, Petrobras avalia avançar com projeto offshore bilionário

Com mais de 6 trilhões de pés cúbicos de gás descobertos, Petrobras avalia avançar com projeto offshore bilionário

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Com mais de 6 trilhões de pés cúbicos de gás descobertos, Petrobras avalia avançar com projeto offshore bilionário

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 26/09/2026 às 15:03

Atualizado em 26/09/2026 às 15:45

Petróleo e Gás

Canal

Imagem: Reprodução Forbes.

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Projeto Sirius pode produzir cerca de 13 milhões de m³ de gás por dia durante 10 anos e prevê investimentos bilionários em parceria com a Ecopetrol, mas desenvolvimento ainda depende de decisões e licenças

A Petrobras avalia incluir o desenvolvimento de seu grande projeto de gás natural offshore na Colômbia no Plano de Negócios 2027–2031. O empreendimento está associado às descobertas do bloco GUA-OFF-0, onde o projeto Sirius revelou volumes superiores a 6 trilhões de pés cúbicos de gás in place. Além disso, a estatal realizou novas descobertas na região em 2026. A possibilidade de incorporar o desenvolvimento ao próximo plano foi informada pela Reuters em 23 de setembro de 2026.

Petrobras avalia colocar Sirius entre seus projetos para 2027–2031

A Colômbia poderá ganhar espaço nos próximos investimentos internacionais da Petrobras. Isso porque a companhia avalia incluir o desenvolvimento de seu projeto de gás offshore no país no próximo plano de negócios.

Segundo a Reuters, a possibilidade está sendo considerada para o período de 2027 a 2031. Entretanto, isso ainda não significa que o investimento esteja definitivamente aprovado.

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Atualmente, o Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras já prevê recursos para exploração internacional. Ao todo, a companhia direcionou US$ 7,1 bilhões para atividades exploratórias durante o período, incluindo ativos na Colômbia, África do Sul e São Tomé e Príncipe.

Agora, porém, a discussão avança para uma etapa diferente. Em vez de somente procurar e avaliar novas acumulações, a companhia começa a analisar como transformar as descobertas colombianas em produção comercial.

Entre os ativos, o destaque é Sirius, localizado em águas profundas do Caribe colombiano.

Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial. A localização indicada no mapa é uma representação aproximada da região do campo Sirius, na Bacia de Guajira, no Caribe colombiano, e pode não corresponder com precisão às coordenadas exatas do projeto.

A descoberta foi confirmada após a avaliação do poço Sirius-2. Segundo a Petrobras, os trabalhos indicaram mais de 6 trilhões de pés cúbicos de gás natural in place.

Além disso, a companhia afirmou anteriormente que esse volume possui potencial para aumentar as reservas atuais de gás da Colômbia em aproximadamente 200%.

A expansão internacional ocorre enquanto a Petrobras mantém investimentos exploratórios também no Brasil. O CPG mostrou recentemente que, após a Petrobras encontrar hidrocarbonetos no Amapá, um levantamento sísmico 3D começou a mapear outra extensa área da Margem Equatorial brasileira.

Projeto pode produzir 13 milhões de m³ de gás por dia durante uma década

Os números apresentados anteriormente pela Petrobras ajudam a dimensionar Sirius.

Se o desenvolvimento avançar, a previsão é utilizar quatro poços produtores em uma configuração conhecida como “subsea to shore”.

Nesse modelo, o gás produzido no mar segue por infraestrutura submarina até instalações localizadas em terra. Dessa forma, o projeto pode dispensar uma grande plataforma convencional de processamento no local da descoberta.

A produção estimada pela companhia é de aproximadamente 13 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Além disso, a expectativa apresentada anteriormente considera uma operação por cerca de 10 anos.

Para transportar esse volume, será necessário construir uma extensa infraestrutura submarina. Documentos recentes apresentados pela Petrobras ao mercado fornecedor indicam aproximadamente 230 quilômetros de dutos rígidos associados ao projeto Sirius.

A documentação também aponta o início da instalação dessa infraestrutura a partir de 2031. Entretanto, esse cronograma permanece sujeito à evolução do projeto e às decisões futuras da companhia.

Portanto, Sirius não deve ser tratado como um campo já em produção ou como um empreendimento cuja execução completa esteja garantida.

Investimentos previstos anteriormente somavam US$ 4,1 bilhões

A escala financeira também chama atenção.

Quando confirmou os resultados do Sirius-2, a Petrobras informou que o consórcio estimava investir aproximadamente US$ 1,2 bilhão durante a fase exploratória.

Além disso, outros US$ 2,9 bilhões estavam previstos para a fase de desenvolvimento da produção.

Somados, portanto, os valores chegavam a aproximadamente US$ 4,1 bilhões.

Entretanto, esses números correspondem às estimativas divulgadas anteriormente para as diferentes etapas do empreendimento. Assim, não devem ser confundidos com um novo investimento já aprovado especificamente no Plano 2027–2031.

A estrutura societária também divide a participação entre Brasil e Colômbia.

A Petrobras atua por meio da Petrobras International Braspetro B.V. – Sucursal Colômbia e possui 44,44% do consórcio. Apesar da participação minoritária, a companhia brasileira é a operadora.

Por sua vez, a estatal colombiana Ecopetrol possui 55,56%.

Assim, as duas empresas precisarão coordenar o desenvolvimento de uma descoberta considerada estratégica para a oferta futura de gás no país.

Nova descoberta em 2026 reforçou potencial de gás no offshore colombiano

Sirius não é a única descoberta relevante no bloco GUA-OFF-0.

Em 3 de agosto de 2026, a Petrobras confirmou uma nova acumulação de gás no poço exploratório Sandia-1.

A perfuração começou em 12 de junho e atingiu sua profundidade final em 29 de julho. Além disso, o poço está localizado aproximadamente 42 quilômetros da costa, em uma lâmina d’água de 1.251 metros.

Sandia-1 fica ainda a apenas 18 quilômetros dos poços Sirius-1 e Sirius-2 e nove quilômetros de Copoazu-1.

Consequentemente, a nova descoberta reforçou o potencial de uma área que já havia chamado atenção após os resultados de Sirius.

A Petrobras, entretanto, ainda está avaliando os intervalos nos quais encontrou gás em Sandia-1. Portanto, a empresa não divulgou um volume comercial definitivo para essa descoberta.

A estratégia de ampliar reservas por meio de novas fronteiras aparece também em outros projetos da companhia. O CPG mostrou como a Petrobras mantém simultaneamente decisões de mercado no Brasil enquanto amplia investimentos e projetos estratégicos em diferentes áreas do negócio.

Desenvolvimento ainda depende de licenças e decisão definitiva de investimento

Apesar dos grandes volumes encontrados, ainda existem etapas importantes antes de Sirius começar a produzir.

Entre elas estão estudos técnicos, engenharia, licenciamento ambiental e decisões definitivas de investimento. Além disso, será necessário desenvolver a infraestrutura submarina e terrestre capaz de transportar e processar o gás.

A Petrobras já havia indicado que a produção poderia começar dentro de aproximadamente três anos após a obtenção de todas as licenças ambientais necessárias.

Por isso, datas apresentadas em diferentes fases do projeto devem ser interpretadas como planejamento, e não como garantia de início da produção.

A eventual inclusão no Plano de Negócios 2027–2031 representaria, portanto, mais um passo para transformar a descoberta em um empreendimento comercial.

Ao mesmo tempo, a Petrobras já sinaliza aos fornecedores que Sirius faz parte de sua carteira futura. Em material apresentado em 2026, a companhia incluiu o projeto entre seus novos sistemas de produção previstos para depois de 2030.

Se o desenvolvimento avançar, o projeto terá importância que vai além da estratégia internacional da Petrobras. Afinal, a própria companhia estima que os volumes encontrados em Sirius possuem potencial para aumentar significativamente a disponibilidade de gás natural da Colômbia.

Por enquanto, porém, a principal novidade é estratégica: a Petrobras avalia colocar o desenvolvimento de uma descoberta superior a 6 trilhões de pés cúbicos entre os projetos considerados no próximo plano de negócios, que cobrirá o período de 2027 a 2031.

Fonte

Reuters


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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