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Combustíveis pesam mais no bolso do brasileiro após diesel S10 ultrapassar R$ 7, gasolina chegar a R$ 6,54 e etanol registrar a maior alta da pesquisa, com avanço de 4,35% no Brasil
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 24/09/2026 às 00:00
Atualizado em 24/09/2026 às 02:00
Preço dos Combustíveis
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Levantamento da ANP também aponta botijão de gás a R$ 114,24 e diferença de até R$ 1,32 no preço médio da gasolina entre os estados
O preço médio da gasolina comum avançou para R$ 6,54 por litro no Brasil, enquanto o etanol hidratado chegou a R$ 4,08 após registrar alta de 4,35%. O diesel S10 também pesou mais no bolso e passou a custar R$ 7,13 por litro. Os valores correspondem à pesquisa realizada pela ANP entre 13 e 19 de setembro, conforme matéria publicada pelo UOL no dia 21 de setembro de 2026.
Etanol registra a maior alta enquanto gasolina avança dois centavos
A gasolina comum apresentou aumento de 0,31%, passando de R$ 6,52 para R$ 6,54 por litro. Embora a diferença nacional tenha ficado em apenas dois centavos, o impacto varia conforme o volume abastecido e os preços praticados em cada cidade.
Um tanque de 50 litros, considerando a média nacional, passou a custar aproximadamente R$ 327. Na pesquisa anterior, o mesmo volume sairia por cerca de R$ 326.
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Já o etanol apresentou uma mudança mais expressiva. O preço médio avançou de R$ 3,91 para R$ 4,08 por litro, uma elevação de 17 centavos ou 4,35%.
Nesse caso, completar um tanque de 50 litros passou de R$ 195,50 para aproximadamente R$ 204, uma diferença de R$ 8,50 em apenas um abastecimento.
Apesar da alta, o etanol ainda representa cerca de 62,4% do preço médio da gasolina. Pela regra geral dos 70%, ele permanece competitivo na média nacional para muitos veículos flex. Entretanto, o consumo real de cada automóvel e os preços locais precisam entrar no cálculo.
Diesel S10 chega a R$ 7,13 e apresenta impacto maior por abastecimento
O diesel S10 registrou aumento de 3,48% e avançou de R$ 6,89 para R$ 7,13 por litro. Em um abastecimento de 50 litros, isso representa uma elevação de R$ 344,50 para R$ 356,50, diferença de R$ 12.
O Espírito Santo apresentou o menor preço médio estadual, de R$ 6,83. Já o Acre registrou a maior média, com R$ 8,02 por litro. Portanto, a distância entre os dois estados chegou a R$ 1,19.
O diesel comum também subiu. A média nacional passou de R$ 6,48 para R$ 6,65 por litro, alta de 2,62%. O menor valor médio apareceu no Paraná, com R$ 6,31, enquanto o Acre alcançou R$ 7,74.
As oscilações na gasolina e no diesel não atingem apenas motoristas particulares. O diesel participa diretamente dos custos do transporte rodoviário, da produção agrícola e da movimentação de mercadorias.
Por isso, altas persistentes podem chegar gradualmente ao frete e aos preços de produtos transportados por caminhões. Ainda assim, uma pesquisa semanal isolada não permite estimar automaticamente quanto desse aumento será repassado ao consumidor.
Os dados pertencem ao Levantamento de Preços de Combustíveis da ANP, que acompanha semanalmente os valores encontrados nos postos brasileiros.
Gasolina varia de R$ 6,24 a R$ 7,56 enquanto botijão chega a R$ 143 em Roraima
Entre os estados, o Rio Grande do Sul apresentou a gasolina comum mais barata, com média de R$ 6,24 por litro. Roraima apareceu no extremo oposto, com R$ 7,56.
A diferença de R$ 1,32 representa R$ 66 em um tanque de 50 litros. Já a gasolina aditivada permaneceu estável em R$ 6,72, variando de R$ 6,43 no Rio Grande do Sul a R$ 7,61 em Roraima.
O botijão de gás de 13 quilos teve aumento de 0,15% e alcançou R$ 114,24 na média nacional. O menor preço médio foi encontrado no Rio de Janeiro, com R$ 103,66. Novamente, Roraima apresentou o valor mais elevado, de R$ 143,04.
Assim, a diferença estadual chegou a R$ 39,38 por botijão. Para famílias que compram uma unidade por mês, essa distância corresponde a mais de R$ 470 ao longo de um ano.
O GNV também subiu, chegando à média nacional de R$ 4,72 por metro cúbico. O Ceará registrou R$ 5,55, maior média estadual do período, enquanto Mato Grosso apresentou o menor valor.
Diante das diferenças regionais, comparar postos próximos continua sendo a medida mais imediata para reduzir o custo do abastecimento. Quem avalia carros elétricos ou híbridos também precisa considerar consumo, tarifa de energia, manutenção e preço de compra, e não somente o valor exibido nas bombas.
A pesquisa confirma que a pressão mais forte da semana ficou concentrada no etanol e nos dois tipos de diesel, enquanto a gasolina comum apresentou uma alta menor em termos percentuais.
Fonte
UOL
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

