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Comendo uma vez a cada dois dias e sem sinal de celular, 7 pescadores passam mais de três semanas à deriva após motor do barco parar e são encontrados vivos

Comendo uma vez a cada dois dias e sem sinal de celular, 7 pescadores passam mais de três semanas à deriva após motor do barco parar e são encontrados vivos

4 min de leitura

Comendo uma vez a cada dois dias e sem sinal de celular, 7 pescadores passam mais de três semanas à deriva após motor do barco parar e são encontrados vivos

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 04/09/2026 às 12:24

Atualizado em 04/09/2026 às 12:25

Curiosidades

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Imagem: Ilustração

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Grupo saiu de Andhra Pradesh em 3 de agosto, sofreu falhas mecânicas, ficou sem comunicação e precisou reduzir refeições até ser localizado por outro barco próximo à costa de Bengala Ocidental mais de três semanas.

Sete pescadores desaparecidos após saírem de Andhra Pradesh, na Índia, foram encontrados vivos depois de passarem mais de três semanas à deriva na Baía de Bengala. O grupo enfrentou falhas mecânicas, ventos fortes e escassez de comida até ser localizado por outra embarcação perto de Bengala Ocidental.

Pescadores desaparecidos ficaram sem motor e sem comunicação

Os sete homens partiram do Centro de Desembarque de Peixes de Odalarevu em 3 de agosto. O grupo era formado pelo proprietário da embarcação, Ramakrishna Varma, além de Kollati Srinubabu, Yesudas, Palepu Shantar Rao, Karri Ramudu, Katadi Satish Kumar e Sangadi Tatarao.

Os problemas começaram já no dia seguinte. Segundo Varma, a embarcação apresentou uma falha na embreagem em 4 de agosto.

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Os pescadores conseguiram fazer o reparo, mas perceberam em seguida que a caixa de câmbio do motor também havia falhado.

A caixa de câmbio foi consertada no dia seguinte, permitindo que o grupo começasse a retornar. Porém, depois de percorrer cerca de 50 milhas náuticas, o motor parou completamente.

Sem outras embarcações por perto e sem possibilidade imediata de receber ajuda, os sete ficaram à deriva. Eles também estavam sem sinal de celular, o que impediu qualquer contato com as famílias.

Varma relatou que ventos fortes empurraram o barco por centenas de quilômetros em direção à costa de Bengala Ocidental enquanto os pescadores permaneciam sem saber quando conseguiriam ajuda.

Imagem: Divulgação

Comida para 15 dias precisou durar mais de três semanas

Além da falta de comunicação e do problema no motor, os pescadores tiveram de administrar uma quantidade limitada de alimentos.

As provisões levadas inicialmente deveriam ser suficientes para aproximadamente 15 dias. Conforme o tempo no mar aumentava, o grupo passou a racionar cuidadosamente o que ainda restava.

Em determinado momento, os homens chegaram a comer apenas uma vez a cada dois dias para tentar prolongar os mantimentos.

Varma afirmou que os pescadores enfrentaram calor intenso, chuva e fome enquanto permaneciam à deriva, sem saber quando seriam encontrados.

A situação das famílias também se tornou cada vez mais angustiante. Lakshmi, esposa de Ramakrishna Varma e moradora da vila de Odalarevu, disse que não tinha notícias do marido desde 6 de agosto.

Ela contou que praticamente havia perdido a esperança, embora continuasse rezando pelo retorno dele. A confirmação chegou quando Varma telefonou por volta das 15h45 de quarta-feira e informou que todos estavam bem.

Barco de Calcutá encontrou grupo de pescadores na Baía de Bengala

O resgate ocorreu por volta das 11h45 da manhã de quarta-feira, quando um barco de pesca vindo de Calcutá avistou a embarcação nas águas da Baía de Bengala.

Após encontrar os pescadores desaparecidos, a tripulação forneceu comida ao grupo. Os homens também conseguiram usar um telefone via satélite pertencente ao proprietário do barco para informar as autoridades sobre o resgate.

Eles foram levados para um local seguro próximo ao porto de pesca de Shankarpur, em Bengala Ocidental.

O ministro da Agricultura do estado, K Atchannaidu, informou que os sete foram encaminhados a um hospital por precaução para a realização de exames médicos.

Segundo o ministro, o estado de saúde dos pescadores era estável. A previsão era que eles retornassem às cidades de origem após se recuperarem completamente do choque provocado pelo período no mar.

Busca mobilizou governo, Marinha e Guarda Costeira

Enquanto os pescadores permaneciam desaparecidos, uma operação de busca mobilizou o governo de Andhra Pradesh, a Marinha Indiana, a Guarda Costeira e agências marítimas centrais.

Um comunicado oficial do governo estadual informou que N Chandrababu Naidu acompanhou a situação após a embarcação não retornar no prazo esperado e determinou que o caso fosse tratado como prioridade.

Segundo o comunicado, Naidu revisou a operação de busca e resgate três vezes, pediu atualizações regulares e orientou as autoridades a explorarem todas as possibilidades para encontrar os pescadores.

Após o resgate, ele parabenizou as equipes e funcionários envolvidos e orientou que fossem tomadas providências para garantir o retorno seguro dos homens às cidades natais.

Ramakrishna Varma também afirmou que o primeiro-ministro Narendra Modi conversou com os pescadores na noite de quarta-feira, perguntou sobre a saúde e a segurança deles e garantiu providências necessárias no cais de Shankarpur.

Esta matéria foi elaborada com base nas informações e declarações presentes no material fornecido sobre o resgate dos sete pescadores de Andhra Pradesh, com dados, números e relatos preservados conforme o conteúdo consultado.

Fonte

https://www.hindustantime


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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