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Como manter o carro até os 100 mil km sem grandes problemas: cuidados simples ajudam a evitar panes e reparos caros no Brasil
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 11/09/2026 às 12:17
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Trocas de óleo, inspeções periódicas e atenção aos pneus, freios, correias e sistema de arrefecimento podem prolongar a vida útil do veículo e reduzir despesas inesperadas.
Chegar aos 100 mil quilômetros com o carro funcionando bem não depende apenas da resistência do motor. No Brasil, calor intenso, congestionamentos, buracos, poeira e trajetos curtos podem acelerar o desgaste de diferentes componentes.
A principal recomendação é seguir o plano de manutenção previsto no manual do proprietário. Os intervalos mudam conforme o modelo, o tipo de motor e as condições de utilização. Portanto, os 100 mil quilômetros não representam uma data universal para trocar todas as peças.
Segundo o Detran de Goiás, uma referência geral é realizar a manutenção preventiva a cada 10 mil quilômetros ou seis meses. O manual do fabricante, entretanto, deve prevalecer quando apresentar intervalos diferentes.
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Óleo e filtros protegem o motor
O óleo lubrifica, refrigera e reduz o atrito entre as peças internas do motor. Rodar com o nível baixo, utilizar um produto fora da especificação ou ultrapassar o prazo de troca pode aumentar o desgaste e favorecer a formação de resíduos.
O motorista deve verificar o nível periodicamente e respeitar a viscosidade e a especificação determinadas pela montadora. O filtro de óleo normalmente acompanha a substituição do lubrificante, conforme o plano de manutenção.
Os filtros de ar, combustível e cabine também precisam ser inspecionados. Poeira, estradas de terra e trânsito intenso podem reduzir sua vida útil, principalmente em condições consideradas severas de uso.
Correias não podem ser esquecidas
A correia dentada sincroniza componentes internos do motor. Em veículos que utilizam esse sistema, o rompimento pode provocar danos graves e gerar uma conta elevada na oficina.
O período de substituição varia bastante entre os modelos. Por isso, não é correto afirmar que toda correia precisa ser trocada apenas aos 100 mil quilômetros. A quilometragem e o prazo indicados no manual devem ser respeitados.
Nos motores equipados com correia banhada a óleo, a atenção à especificação do lubrificante é ainda mais importante. O uso de óleo inadequado pode comprometer o material da correia.
Arrefecimento evita superaquecimento
Mangueiras, radiador, reservatório, válvula termostática e bomba d’água fazem parte do sistema responsável por controlar a temperatura do motor. Vazamentos, mangueiras ressecadas ou líquido inadequado podem causar superaquecimento.
Completar o reservatório constantemente sem investigar a perda não resolve o problema. O sistema deve receber o fluido especificado pela fabricante, na proporção correta, e passar por inspeções periódicas.
Freios, pneus e suspensão exigem inspeção
Pastilhas, discos, fluido de freio, amortecedores, buchas e terminais sofrem desgaste progressivo. Barulhos, vibrações, carro puxando para um lado ou aumento da distância de frenagem devem ser investigados.
Nos pneus, é necessário observar a profundidade dos sulcos, a calibragem, a presença de rachaduras, bolhas e desgaste irregular. Alinhamento e balanceamento ajudam a preservar os pneus e o comportamento do veículo.
O Ministério dos Transportes destaca que a manutenção preventiva ajuda a conservar o automóvel próximo de suas condições originais e aumenta a segurança no trânsito.
Para alcançar os 100 mil quilômetros sem grandes problemas, o segredo é registrar cada serviço, atender rapidamente aos sinais anormais e nunca adiar uma manutenção prevista. Uma revisão antecipada costuma custar menos do que reparar uma pane.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

