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Confeiteira que começou vendendo doces de porta em porta há 14 anos vê o morango do amor saltar de até 300 unidades por semana para 400 por dia, vende 870 em apenas uma quinta-feira e fatura R$ 70 mil com a sobremesa em uma semana

Confeiteira que começou vendendo doces de porta em porta há 14 anos vê o morango do amor saltar de até 300 unidades por semana para 400 por dia, vende 870 em apenas uma quinta-feira e fatura R$ 70 mil com a sobremesa em uma semana

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Confeiteira que começou vendendo doces de porta em porta há 14 anos vê o morango do amor saltar de até 300 unidades por semana para 400 por dia, vende 870 em apenas uma quinta-feira e fatura R$ 70 mil com a sobremesa em uma semana

Escrito por Carla Teles

Publicado em 13/09/2026 às 07:28

Atualizado em 13/09/2026 às 07:32

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Morango do amor fez confeiteira saltar de até 300 unidades semanais para 400 diárias, vender 870 em um dia e faturar R$ 70 mil em uma semana.

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Bruna Fernanda de Jesus Silva desenvolveu a receita em 2019 e a colocou no cardápio fixo em 2020. Quando o morango do amor viralizou em julho de 2025, a Brigaderia Chic, de Araucária, precisou suspender entregas depois de vender 870 unidades em um dia.

Bruna Fernanda de Jesus Silva, de 31 anos, começou a vender doces de porta em porta há 14 anos e, em 2019, desenvolveu sua versão do morango do amor. O produto entrou no cardápio da Brigaderia Chic, em Araucária, no Paraná, no ano seguinte, mas ganhou outra dimensão quando viralizou nas redes sociais em julho de 2025.

A produção, antes entre 150 e 300 unidades semanais, saltou para uma média de 350 a 400 por dia. Em 24 de julho de 2025, uma quinta-feira, a confeitaria vendeu 870 morangos e precisou suspender as entregas no fim da tarde. Desde o dia 19 daquele mês, Bruna havia faturado aproximadamente R$ 70 mil somente com a sobremesa.

Bruna começou vendendo doces de porta em porta há 14 anos

Antes de comandar uma confeitaria em Araucária, Bruna vendia doces de porta em porta. Ela contou à Folha de S.Paulo, em reportagem publicada por A Gazeta, que percebeu desde o início uma aceitação diferente do público por produtos feitos com morango.

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Essa observação foi importante para o caminho que tomaria anos depois. Em 2019, Bruna desenvolveu o morango do amor, sobremesa feita com a fruta envolvida por brigadeiro branco e calda de açúcar. No ano seguinte, a receita passou a fazer parte do cardápio fixo da Brigaderia Chic.

O doce já tinha presença constante no negócio antes de se tornar um fenômeno de redes sociais. Por isso, quando a procura disparou em julho de 2025, a confeitaria não começou do zero, mas precisou adaptar rapidamente uma produção que até então funcionava em escala muito menor.

Produção saltou de até 300 por semana para 400 por dia

Morango do amor fez confeiteira saltar de até 300 unidades semanais para 400 diárias, vender 870 em um dia e faturar R$ 70 mil em uma semana.

Antes da viralização, a Brigaderia Chic comercializava entre 150 e 300 unidades por semana. Após a explosão do morango do amor nas redes, a média passou para 350 a 400 unidades diárias, multiplicando o volume que precisava ser preparado, embalado e entregue.

A mudança não foi apenas numérica. Uma produção semanal passou a ser superada em apenas um dia, exigindo mais organização da cozinha e atenção ao fornecimento de ingredientes. Morango fresco, brigadeiro branco e calda de açúcar se tornaram itens de uma rotina de alta demanda.

Bruna afirmou que o negócio chegou a faturar R$ 70 mil com a sobremesa desde 19 de julho. O resultado mostra como um produto já conhecido por consumidores da confeitaria passou a concentrar grande parte da demanda após ganhar visibilidade no TikTok e em outras redes sociais.

Recorde de 870 unidades obrigou confeitaria a suspender entregas

O ponto máximo da procura ocorreu na quinta-feira, 24 de julho de 2025. Naquele dia, a Brigaderia Chic vendeu 870 morangos do amor, estabelecendo o recorde de comercialização da confeitaria.

O volume foi tão alto que as entregas precisaram ser suspensas no fim da tarde. A decisão ilustra uma consequência prática da viralização: não bastava produzir mais doces. Era necessário organizar pedidos, embalagem, estoque e a logística para atender um número de consumidores muito maior em poucas horas.

A alta procura tornou visível um limite comum a pequenos negócios de alimentação. Mesmo com um produto em forte circulação nas redes, a capacidade de produzir e entregar depende de equipe, cozinha, matéria-prima e tempo disponível. No caso de Bruna, a procura avançou mais rápido do que a rotina habitual da confeitaria.

Febre movimentou pequenas cozinhas e redes com 400 lojas

A onda não atingiu somente a Brigaderia Chic. Pequenas confeiteiras de diferentes cidades passaram a incluir o morango do amor no cardápio diante dos pedidos de clientes que viam o produto nas redes sociais.

Em São Paulo, por exemplo, a confeiteira Neliane Carvalho dos Santos Santiago relatou que passou de 20 para 130 a 150 unidades por dia. Em São Bernardo do Campo, Regiane Caruto vendeu mais de mil morangos em cinco dias e faturou aproximadamente R$ 20 mil apenas com a sobremesa.

A tendência também chegou às grandes redes. A Sodiê Doces, franquia com cerca de 400 lojas no Brasil e duas nos Estados Unidos, lançou o produto e informou ter vendido 8 mil unidades no primeiro dia. A Amor aos Pedaços também registrou filas de clientes interessados no doce.

A presença de pequenas cozinhas e redes nacionais na mesma tendência revelou como a circulação nas redes sociais alcançou toda a cadeia de confeitaria. A receita simples na aparência passou a interferir na produção de negócios artesanais, no atendimento por delivery e até na disponibilidade da fruta.

Caixa de morangos subiu de R$ 20 para R$ 50

Enquanto a procura aumentava, o preço do morango também subia. Segundo uma comerciante da Ceagesp ouvida pela reportagem, a caixa com quatro caixinhas da fruta, que costumava custar R$ 20 naquele período do ano, chegou a R$ 50.

O encarecimento não foi atribuído apenas à febre do morango do amor. Em junho de 2025, o morango havia acumulado alta de 8,2% no IPCA do mês e de 39,89% no ano. Especialistas explicaram que a oferta também varia conforme o calendário das safras e as regiões produtoras.

Luiz Eduardo Antunes, pesquisador da Embrapa, afirmou que o pico da safra de morango costuma acontecer em agosto e setembro no Sudeste e em outubro e novembro no Sul. Em julho, portanto, a colheita ainda não havia atingido o momento de maior disponibilidade, o que ajuda a explicar a pressão sobre os preços.

Para as confeitarias, a tendência trouxe ao mesmo tempo mais faturamento e uma matéria-prima mais cara. O desafio passou a ser manter a produção de um doce viral sem perder de vista o custo dos ingredientes e a possibilidade de uma mudança rápida no interesse do público.

Confeiteiras começaram a preparar alternativas para quando a febre passar

A explosão das vendas abriu espaço para novas versões. Algumas confeiteiras começaram a testar uva do amor, limão do amor e laranja do amor, além de variações com brigadeiro preto ou sabores diferentes de recheio.

Bruna já vendia o maracujá do amor, enquanto outras empreendedoras se preparavam para lançar produtos inspirados na mesma lógica. As alternativas buscavam aproveitar a atenção temporária dada à confeitaria artesanal, mas sem depender exclusivamente de um único doce.

O professor Carlos Honorato, da FIA Business School, alertou que modas de consumo costumam ter duração limitada. Para ele, negócios podem aproveitar a procura, mas precisam evitar concentrar todas as expectativas em uma tendência que pode perder força quando os consumidores mudam de interesse.

A história da Brigaderia Chic mostra como um doce que já existia no cardápio se transformou em uma operação de grande volume depois da viralização de julho de 2025. Em poucos dias, a produção passou de centenas por semana para centenas por dia, o negócio atingiu 870 unidades em uma quinta-feira e Bruna acumulou R$ 70 mil em vendas do produto.

Você chegou a comprar, vender ou preparar morango do amor quando o doce viralizou? Conte nos comentários se a febre também mudou a procura por confeitaria na sua cidade.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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