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“Corrupção é o principal problema do Brasil e deve ser crime hediondo”, diz Júnior Feitoza

“Corrupção é o principal problema do Brasil e deve ser crime hediondo”, diz Júnior Feitoza

Fotos: Sérgio Vale/ Getty Images

O advogado e candidato ao Senado pelo Democracia Cristã (DC), Júnior Feitoza, participou, nesta quinta-feira (3), da sabatina promovida pelo ac24horas e afirmou que considera a corrupção o principal problema enfrentado pelo Brasil atualmente.

Segundo Feitoza, a corrupção está presente nas diferentes esferas do poder público e precisa receber punições mais rigorosas. Ele defendeu que o crime de corrupção seja classificado como crime hediondo.“O principal problema do Brasil hoje é a nossa corrupção. Ela é endêmica. É no município, é no Estado, é na União.”

O candidato criticou ainda a possibilidade de acordos judiciais que, segundo ele, permitem que pessoas condenadas por corrupção cumpram determinadas condições sem sofrer consequências mais severas.“Você comete crime de corrupção, desvia milhões de reais de dinheiro público, é denunciado pelo Ministério Público. Aí você é primário, possui bons antecedentes. O que acontece? Existe o ANPP, que é o Acordo de Não Persecução Penal. Fez o acordo, vai para casa, cumpre o acordo e nem a sua ficha criminal é manchada. Isso é inaceitável”, declarou.

Feitoza afirmou que pretende propor um debate com a sociedade sobre a mudança na legislação e a classificação da corrupção como crime hediondo.“Eu proponho e vou chamar a sociedade para discutir que o crime de corrupção seja considerado um crime de natureza hedionda.”

Durante a entrevista, o candidato também afirmou que a punição deve alcançar qualquer pessoa que cometa atos de corrupção, independentemente de posicionamento político ou religioso.“Quem errar tem que pagar. Nós temos que tirar essa cultura do Brasil. Eu não concordo nem com a esquerda nem com a direita. Errou, eu vou proteger? Não. Errou, tem que pagar, tem que ser punido.”

Feitoza também criticou o que classificou como seletividade do sistema de Justiça brasileiro. Para ele, pessoas em diferentes posições sociais devem responder da mesma forma quando cometem crimes contra o patrimônio público.“O processo penal do Brasil é elitista, só pune para baixo. E quem está lá em cima não pune. Isso é inaceitável”, declarou.

O candidato relacionou ainda os efeitos da corrupção à prestação de serviços públicos, citando áreas como saúde e educação.“Quantas pessoas morrem? Quantos leitos faltam no hospital? Merenda na escola? Nós temos que ser implacáveis com a corrupção.”

Ao falar sobre sua eventual atuação no Senado, Feitoza afirmou que pretende endurecer o combate aos desvios de recursos públicos e defendeu punições rigorosas para os responsáveis.“Se eu for senador, nós vamos atrás de você, ladrão do dinheiro público. Eu não concordo, tem que ser implacável”, disse.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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