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Coveiros transformam trabalho pesado em competição na Hungria: 19 equipes correm contra o relógio para abrir sepulturas perfeitas, levantam nuvens de poeira e dupla campeã conclui o serviço em pouco mais de uma hora

Coveiros transformam trabalho pesado em competição na Hungria: 19 equipes correm contra o relógio para abrir sepulturas perfeitas, levantam nuvens de poeira e dupla campeã conclui o serviço em pouco mais de uma hora

4 min de leitura

Coveiros transformam trabalho pesado em competição na Hungria: 19 equipes correm contra o relógio para abrir sepulturas perfeitas, levantam nuvens de poeira e dupla campeã conclui o serviço em pouco mais de uma hora

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 09/09/2026 às 00:45

Atualizado em 09/09/2026 às 00:46

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Coveiros disputam competição na Hungria em que velocidade, precisão e resistência física são colocadas à prova durante a abertura manual de sepulturas.

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Competição realizada em Nyergesújfalu colocou duplas de profissionais diante de sepulturas com medidas rígidas: não bastava terminar primeiro, era preciso cavar 2 metros de comprimento, 80 centímetros de largura e 1,60 metro de profundidade

Pás entrando na terra sem parar, homens trabalhando contra o relógio e nuvens de poeira tomando conta do terreno. A cena foi registrada em 5 de setembro de 2026, na cidade de Nyergesújfalu, no norte da Hungria, onde 19 equipes formadas por dois coveiros participaram de uma competição para descobrir quem conseguia abrir uma sepultura regulamentar com maior rapidez e precisão.

Ao todo, 19 equipes formadas por dois homens participaram da competição, transformando uma das atividades mais tradicionais dos cemitérios em uma verdadeira prova de velocidade, resistência física e técnica profissional.

Não bastava simplesmente cavar mais rápido que os adversários. As sepulturas precisavam obedecer a dimensões específicas e também eram avaliadas pela organização do trabalho. A dupla que havia vencido a edição anterior novamente mostrou velocidade e terminou sua cova primeiro, completando o serviço em pouco mais de uma hora, segundo informações da Reuters publicadas pela CNN Brasil.

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Coveiros precisavam abrir uma sepultura de 2 metros usando pás

A imagem mais impressionante da competição estava justamente na simplicidade das ferramentas.

Enquanto máquinas pesadas realizam boa parte das escavações modernas, os participantes tiveram de trabalhar com pás e força física, retirando rapidamente grandes quantidades de terra enquanto tentavam manter as paredes e dimensões da sepultura dentro do padrão exigido.

Cada cova precisava alcançar exatamente 200 centímetros de comprimento, 80 centímetros de largura e 160 centímetros de profundidade. Depois do término, o trabalho era avaliado não apenas pelo tempo registrado, mas também pela qualidade e pela conformidade com essas medidas.

Essa exigência muda completamente o sentido da disputa.

Cavar depressa é apenas parte do desafio. Retirar terra continuamente durante mais de uma hora, dentro de um espaço cada vez mais profundo e estreito, e ainda entregar uma abertura regular exige resistência, coordenação entre os dois integrantes da equipe e experiência acumulada no trabalho diário.

Em meio à prova, as pás avançavam tão rapidamente pelo terreno que densas nuvens de poeira se formavam ao redor dos competidores.

Campeão diz que treinamento acontece todos os dias no próprio trabalho

Para o vencedor Laszlo Kiss, não existe exatamente um treinamento especial capaz de preparar um competidor para esse tipo de campeonato.

A preparação acontece no próprio emprego.

Kiss explicou que os profissionais trabalham com essa atividade diariamente e, por isso, a rotina dos cemitérios acaba funcionando como preparação permanente para a competição.

A declaração ajuda a explicar por que um campeonato aparentemente curioso também funciona como demonstração de uma profissão altamente física.

Por trás do caráter inusitado da disputa está uma atividade que exige repetição, resistência e capacidade de realizar escavações em lugares nos quais simplesmente não há espaço suficiente para colocar uma máquina.

É justamente esse ponto que os organizadores querem mostrar ao público.

Mesmo com escavadeiras, ainda existem locais onde a sepultura precisa ser aberta à mão

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O campeonato não nasceu apenas para descobrir quem consegue manejar uma pá com maior velocidade.

A iniciativa também pretende melhorar a imagem da profissão de coveiro e atrair trabalhadores mais jovens para a atividade.

Embora equipamentos mecânicos possam realizar escavações em muitos cemitérios, há uma limitação bastante prática: cemitérios antigos ou muito ocupados podem apresentar corredores estreitos e sepulturas próximas umas das outras, impossibilitando a entrada ou operação adequada de escavadeiras.

Nessas situações, parte do serviço continua dependendo diretamente do trabalho manual dos profissionais.

Esse detalhe dá à competição um significado maior do que simplesmente descobrir quem termina primeiro.

Os participantes demonstram justamente uma habilidade que, apesar de antiga, ainda não desapareceu com a mecanização.

Campeonato tenta mostrar o lado físico e psicológico de uma profissão pouco lembrada

Segundo Jozsef Varga, presidente da Associação Húngara de Cemitérios, a competição também procura mostrar ao público as exigências físicas e psicológicas enfrentadas pelos profissionais.

Para a entidade, conhecer melhor essas dificuldades pode aumentar o respeito pelo trabalho realizado pelos coveiros.

É uma combinação incomum: uma profissão inevitavelmente associada ao luto aparece, por algumas horas, dentro de um ambiente competitivo em que velocidade, precisão e capacidade física são colocadas à prova.

As 19 duplas não estavam apenas tentando terminar antes dos adversários. Cada equipe precisava demonstrar que conseguia fazer rapidamente aquilo que, no trabalho real, precisa ser executado corretamente independentemente das dificuldades do terreno.

No fim, a pá virou praticamente um cronômetro.

E uma tarefa que normalmente acontece longe dos olhos do público ganhou uma competição própria para mostrar que, quando uma máquina não consegue chegar até a sepultura, ainda são técnica, força física e experiência humana que precisam concluir o trabalho.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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