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Criadores brasileiros soltam larvas de mosca-soldado-negra sobre restos de comida por aval do Ministério da Agricultura, os bichos passam 12 a 15 dias devorando os resíduos no meio da granja, e o lixo vira farinha com até 60% de proteína para alimentar galinhas e peixes

Criadores brasileiros soltam larvas de mosca-soldado-negra sobre restos de comida por aval do Ministério da Agricultura, os bichos passam 12 a 15 dias devorando os resíduos no meio da granja, e o lixo vira farinha com até 60% de proteína para alimentar galinhas e peixes

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Criadores brasileiros soltam larvas de mosca-soldado-negra sobre restos de comida por aval do Ministério da Agricultura, os bichos passam 12 a 15 dias devorando os resíduos no meio da granja, e o lixo vira farinha com até 60% de proteína para alimentar galinhas e peixes

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 11/09/2026 às 10:52

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Larvas da mosca-soldado-negra transformam restos de comida em farinha com até 60% de proteína em 12 a 15 dias; MAPA libera o uso desde novembro de 2020.

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Larvas da mosca-soldado-negra transformam restos de comida e outros resíduos em farinha com até 60% de proteína em 12-15 dias. No Brasil, o Ministério da Agricultura libera a farinha na alimentação animal desde novembro de 2020; a União Europeia aprovou o uso para porcos e frangos em agosto de 2021.

Larvas da mosca-soldado-negra, inseto de nome científico Hermetia illucens e conhecido pela sigla BSF, são criadas sobre resíduos orgânicos como restos de alimentos, sobras do processamento de insumos agrícolas e resíduos da aquicultura, e transformam esse material em produtos em 12 a 15 dias. O resultado é uma farinha de larva desidratada com até 60% de proteína bruta, liberada no Brasil para alimentação animal desde novembro de 2020 pela Instrução Normativa nº 110 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

As informações constam de uma coluna publicada pelo site Aquaculture Brasil, que cita como marco mais recente a aprovação, pela União Europeia, do uso das larvas e derivados na alimentação de porcos e frangos na última semana de agosto de 2021. O texto trata do potencial do inseto para a gestão de resíduos e para a nutrição de peixes.

União Europeia aprovou larvas, farinhas e óleos para porcos e frangos em agosto de 2021

Larvas da mosca-soldado-negra transformam restos de comida em farinha com até 60% de proteína em 12 a 15 dias; MAPA libera o uso desde novembro de 2020.

Na última semana de agosto de 2021, a União Europeia aprovou a utilização das larvas da mosca-soldado-negra e de seus derivados, como farinhas, óleos e larvas secas, como ingredientes proteicos na alimentação de porcos e frangos. O uso na aquicultura já estava aprovado no bloco, segundo a coluna.

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A coluna descreve o inseto, também chamado de mosca soldado negro, como “o assunto do momento no setor agropecuário mundial”.

No Brasil, Instrução Normativa nº 110 do MAPA libera a farinha desde novembro de 2020

No Brasil, o uso da farinha da larva desidratada na alimentação animal está permitido desde novembro de 2020. A autorização consta da Instrução Normativa nº 110 do MAPA, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de acordo com a coluna.

Larvas são criadas sobre restos de comida, sobras agrícolas e resíduos da aquicultura

As larvas de BSF são produzidas a partir de resíduos orgânicos. Entre os materiais citados pela coluna estão restos de alimentos, resíduos do processamento de insumos agrícolas e os resíduos da própria aquicultura.

Ciclo de 12 a 15 dias transforma o resíduo em diferentes produtos

O inseto converte os resíduos em diferentes produtos em 12 a 15 dias, prazo que a coluna classifica como extremamente rápido. Essa velocidade, somada à qualidade nutricional, é o que torna a larva interessante como ingrediente proteico, segundo o texto.

Farinha tem até 60% de proteína bruta e 30% de lipídeos em base seca

As larvas possuem até 60% de proteína bruta e 30% de lipídeos em base seca. A composição inclui ainda aminoácidos e ácidos graxos essenciais em altas concentrações, conforme a coluna.

Centenas de estudos testaram as larvas com carcaças e vísceras de peixes

Centenas de estudos já avaliaram o consumo de diferentes fontes de resíduos orgânicos pelas larvas de BSF, inclusive resíduos da aquicultura, como carcaças e vísceras de peixes mortos ou processados. Para a coluna, esse método já comprovado permite reciclar os resíduos e devolvê-los à cadeia produtiva como alimento alternativo para os peixes.

O texto propõe integrar o tratamento de resíduos à produção aquícola por meio da integração de sistemas.

Compostagem e silagem já são usadas em pisciculturas e frigoríficos

Algumas pisciculturas, frigoríficos e centros de pesquisa já adotaram a compostagem como método de tratamento de resíduos. Outros preparam silagens a partir de resíduos frescos para reduzir custos com a alimentação de peixes, segundo a coluna, que defende a incorporação de um novo sistema de tratamento para beneficiar a produção.

Dezenas de empreendimentos surgem no mundo, e Forbes destacou as larvas no fim de 2019

Dezenas de empreendimentos com larvas de BSF estão se estabelecendo no mundo, inclusive no Brasil, de acordo com a coluna. O interesse vem do potencial do inseto para reduzir o impacto ambiental do descarte de resíduos e para uso na alimentação animal.

As larvas da mosca-soldado-negra foram destaque na revista Forbes no fim de 2019, lembra o texto.

Empresas brasileiras produzem larvas de BSF e tenébrios diante da alta da farinha de peixe

À época da coluna, algumas empresas privadas no Brasil já se dedicavam ao conceito de economia circular que une tratamento de resíduos e alimentação animal. Produtores de larvas de BSF, de tenébrios (larvas da farinha) e de outros insetos desenvolviam tecnologias para atender à demanda por fontes alternativas de proteína no mercado nacional.

Essa demanda cresce especialmente por causa do preço crescente da farinha de peixe nos mercados nacional e internacional, segundo o texto.

Coluna prevê mercado conjunto em amplo crescimento nos próximos anos

A coluna avalia que a aquicultura não ficará fora dessa novidade e prevê, para os próximos anos, um mercado conjunto em amplo crescimento. O argumento é que a produção aquícola gera grandes quantidades de resíduos e precisa de fontes alternativas de proteína para impulsionar a produção.

ASBRACIA reúne criadores de insetos alimentícios no Brasil

A Associação Brasileira dos Criadores de Insetos Alimentícios (ASBRACIA) é apresentada pela coluna como a primeira iniciativa criada por diferentes atores ligados à produção de insetos no Brasil. A entidade reúne produtores, pesquisadores e entusiastas, elabora materiais didáticos, organiza eventos e promove discussões sobre esse mercado.

Com a liberação da farinha no Brasil desde novembro de 2020 e a aprovação europeia de agosto de 2021, o ingrediente derivado da mosca-soldado-negra passou a ter caminho regulatório aberto nos dois mercados citados pela coluna.

Na sua opinião, transformar restos de comida em farinha de larvas para alimentar galinhas e peixes é uma saída viável para o Brasil, ou a ideia ainda enfrenta resistência? Deixe sua opinião nos comentários.

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mosca soldado negra


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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