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Curitibano aborda até 500 pessoas por dia para vender 100 caixas de brigadeiros no semáforo, cria desafio de faturar R$ 100 mil em 100 dias e transforma medo da rejeição em método de vendas

Curitibano aborda até 500 pessoas por dia para vender 100 caixas de brigadeiros no semáforo, cria desafio de faturar R$ 100 mil em 100 dias e transforma medo da rejeição em método de vendas

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Curitibano aborda até 500 pessoas por dia para vender 100 caixas de brigadeiros no semáforo, cria desafio de faturar R$ 100 mil em 100 dias e transforma medo da rejeição em método de vendas

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 15/09/2026 às 15:09

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Imagem ilustrativa mostra jovem vendendo caixas de brigadeiros a motoristas parados no trânsito de Curitiba.

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Aos 25 anos, Patrick Farago percorre bairros de Curitiba oferecendo caixas com quatro brigadeiros por R$ 13 e calcula que precisa conversar com cerca de 500 pessoas para alcançar a meta diária; após vender apenas três unidades na estreia, ele buscou treinamento, pediu demissão e voltou às ruas

O curitibano Patrick Farago, conhecido nas redes sociais como “Vendedor Corajoso”, decidiu enfrentar o medo da rejeição com uma meta ambiciosa: faturar R$ 100 mil em 100 dias vendendo brigadeiros nos semáforos de Curitiba, no Paraná.

Para vender 100 caixas em um único dia, Patrick calcula que precisa abordar aproximadamente 500 pessoas. A rotina exige disposição para ouvir recusas, apresentar os produtos repetidamente e aproveitar os poucos segundos em que os veículos permanecem parados.

Cada caixa contém quatro brigadeiros e custa R$ 13. Quem compra duas unidades paga R$ 20. Em condições ideais, o jovem começa a trabalhar por volta das 9h e permanece nas ruas até as 18h, embora o horário dependa da velocidade das vendas.

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A trajetória, porém, começou de uma maneira muito diferente. Nas primeiras tentativas, Patrick preparou 70 unidades, vendeu apenas três no primeiro dia e outras 12 no segundo. Parte dos doces que não encontrou compradores precisou ser descartada.

Empréstimo e perda da mãe levaram jovem a buscar renda nas ruas

Patrick começou a empreender por necessidade aos 21 anos. Durante a pandemia de covid-19, ele perdeu a mãe e precisou enfrentar uma série de mudanças pessoais e financeiras.

Naquele período, o padrasto pediu que ele comprasse sua parte no imóvel onde a família vivia. Para realizar o pagamento, o jovem contraiu um empréstimo bancário e passou a procurar maneiras de aumentar a renda.

Seu plano inicial era trabalhar com roupas masculinas. As peças que deveriam formar o estoque de uma futura loja começaram a ser vendidas antecipadamente para ajudar no pagamento das despesas.

Com o apoio da irmã, Patrick também produziu os primeiros brigadeiros. Foram 70 unidades preparadas para a estreia, mas o resultado ficou muito abaixo do esperado.

No primeiro dia, somente três doces foram vendidos. No segundo, o número subiu para 12. Nos dias seguintes, a falta de compradores obrigou o jovem a descartar parte da produção.

A sequência de resultados negativos fez Patrick abandonar temporariamente as vendas nas ruas. O problema, segundo ele percebeu posteriormente, não estava apenas no produto, mas também na falta de uma abordagem capaz de despertar o interesse dos motoristas.

Imagem ilustrativa mostra jovem oferecendo caixas de brigadeiros a motoristas parados em um semáforo de Curitiba.

Treinamento em São Paulo mudou forma de abordar os clientes

Dois anos depois das primeiras tentativas, Patrick decidiu retornar aos semáforos com uma estratégia diferente. Antes disso, procurou orientação de pessoas que já trabalhavam com vendas nas ruas.

O jovem passou uma semana em São Paulo acompanhando o empreendedor e mentor Wesley Nascimento, conhecido nas redes sociais pelo trabalho com técnicas de abordagem e desenvolvimento pessoal.

Durante o treinamento, Patrick aprendeu a apresentar sua história, explicar seus objetivos e conduzir conversas rápidas com potenciais clientes. A experiência também o ajudou a lidar com a insegurança provocada pelas recusas.

Quando retornou a Curitiba, tomou uma decisão definitiva: pediu demissão do emprego e passou a dedicar todo o seu tempo às vendas.

Os resultados começaram a aparecer rapidamente. Segundo Patrick, na segunda semana após a mudança ele já conseguia alcançar um faturamento que havia projetado apenas para o terceiro mês de atividade.

Meta exige até 500 abordagens em um único dia

A proposta do desafio é faturar R$ 100 mil durante 100 dias de trabalho. Para aproximar-se desse objetivo, Patrick tenta vender 100 caixas de brigadeiros diariamente.

O cálculo criado pelo vendedor mostra a dimensão do esforço. Considerando a quantidade de pessoas que recusam a oferta, ele estima que seja necessário conversar com cerca de 500 motoristas e passageiros para completar as 100 vendas.

Patrick percorre bairros como Água Verde, Cabral, Mossunguê e Seminário. Quando o movimento ajuda e os produtos se esgotam rapidamente, a jornada termina antes do horário previsto. Em dias mais difíceis, ele permanece por horas repetindo a apresentação entre um sinal vermelho e outro.

Sua abordagem começa com a explicação de que deseja tornar-se empresário e entende que todo negócio precisa de um ponto de partida. Os brigadeiros, nesse contexto, representam tanto uma fonte de renda quanto uma maneira de financiar um projeto maior.

Para Patrick, o produto é apenas parte da venda. Sua intenção é fazer com que os clientes conheçam a história por trás das caixas e compreendam o objetivo que o levou aos semáforos.

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Caio Aviz

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Medo da rejeição virou combustível para o “Vendedor Corajoso”

O nome escolhido para o projeto nasceu de uma dificuldade pessoal. Patrick sentia insegurança ao abordar desconhecidos e temia ser julgado por trabalhar nas ruas ou divulgar sua rotina nas redes sociais.

Em vez de esconder esse receio, transformou o problema no centro de sua identidade como vendedor. A repetição diária das abordagens passou a funcionar como um treinamento para lidar com recusas e desenvolver confiança.

O projeto também ganhou espaço na internet. Com mais de 30 mil seguidores à época da reportagem da Tribuna do Paraná, Patrick começou a publicar vídeos das vendas, compartilhar os resultados do desafio e mostrar os obstáculos encontrados durante a jornada.

A exposição trouxe uma nova possibilidade profissional. Além de vender brigadeiros, ele passou a orientar outras pessoas interessadas em gerar renda nas ruas.

Clube de vendas amplia projeto iniciado nos semáforos

Ao lado de Wesley Nascimento, Patrick criou um clube de vendas on-line. O espaço reúne experiências, orientações e técnicas para pessoas que desejam começar a comercializar produtos diretamente ao público.

A iniciativa transforma os aprendizados obtidos nos semáforos em uma metodologia baseada na prática. Entre os pontos trabalhados estão a forma de iniciar uma conversa, a apresentação do produto e a capacidade de continuar tentando depois de ouvir uma resposta negativa.

Patrick ainda mantém o sonho de abrir uma loja de roupas masculinas. Entretanto, o desafio dos brigadeiros acrescentou um novo propósito ao projeto: incentivar outras pessoas a enfrentar a insegurança e começar a buscar os próprios objetivos.

Mesmo que o faturamento de R$ 100 mil não seja alcançado dentro dos 100 dias, o curitibano considera que a trajetória já produziu resultados. O vendedor que começou com 70 unidades, vendeu somente três no primeiro dia e precisou descartar parte dos doces agora utiliza a própria experiência para ensinar outras pessoas.

Você teria coragem de transformar o medo de ouvir “não” em uma rotina de até 500 abordagens por dia para realizar um sonho?

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Curitibaempreendedorismo


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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