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Depois de assumir a própria defesa trabalhista e ser elogiado por juiz por apresentar argumentos “melhores do que muitas sustentações”, pedreiro Edilson Takahara ganha bolsa para cursar Direito em Manaus e transforma estudos feitos sozinho sobre CLT, precedentes e processos eletrônicos no início de uma possível nova carreira
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 03/09/2026 às 14:50
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Edilson Takahara, pedreiro sem formação jurídica, estudou a CLT e o próprio processo, comprou computador para acompanhar a ação e fez sustentação oral no TRT-11. Elogiado pelo relator, que sugeriu mudança de profissão, ele ganhou repercussão e recebeu bolsa para cursar Direito na FAMEC, em Manaus, após compartilhar sua experiência.
Edilson Takahara, pedreiro sem formação jurídica, decidiu acompanhar de perto uma ação trabalhista em que defendia o reconhecimento de vínculo de emprego. Ele estudou aspectos da CLT, pesquisou o próprio processo, preparou argumentos e fez pessoalmente uma sustentação oral diante da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região.
Segundo reportagem do Migalhas, publicada em 3 de setembro de 2026, a atuação de Takahara ganhou repercussão nacional depois que o relator do caso, o juiz convocado Sandro Nahmias Melo, elogiou a lógica de sua argumentação. Posteriormente, o pedreiro recebeu uma bolsa para cursar Direito na Faculdade FAMEC, em Manaus.
Processo discutia reconhecimento de vínculo de emprego
Takahara atuava em causa própria em uma ação na qual buscava o reconhecimento de vínculo de emprego.
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O condomínio envolvido no processo tentava reverter uma sentença que havia sido favorável ao trabalhador, levando a discussão ao TRT da 11ª Região.
Pedreiro usou o jus postulandi para falar sem advogado
A participação direta de Takahara foi possível por meio do jus postulandi.
Esse instrumento permitiu que ele defendesse pessoalmente seus interesses na Justiça do Trabalho, sem precisar ser representado por advogado naquela manifestação.
Edilson estudou a CLT e o próprio processo
A preparação começou muito antes do momento em que ele chegou ao Tribunal.
Sem formação jurídica, Takahara estudou conceitos da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, analisou peças do processo e buscou entender os argumentos apresentados pela outra parte.
Trabalhador acompanhou a ação desde o primeiro grau
Segundo informações divulgadas pela Fametro, Takahara acompanhou o processo desde o 1º grau.
Ele procurou compreender o recurso apresentado pela empresa e passou a organizar as próprias respostas jurídicas para a etapa seguinte da disputa.
Contrarrazões e recurso adesivo foram preparados por ele
O pedreiro não se limitou a acompanhar o andamento da ação.
Takahara relatou que preparou suas contrarrazões e também um recurso adesivo, aprofundando-se nos procedimentos jurídicos necessários para defender sua posição.
Pesquisa incluiu precedentes e interpretação de decisões
A preparação também envolveu pesquisa de jurisprudência.
Takahara estudou conceitos, procurou precedentes, interpretou decisões e tentou identificar quais argumentos poderiam ser mais relevantes para sustentar sua tese perante o colegiado.
Compra de computador foi necessária para acompanhar o caso
O desafio não ficou restrito ao conteúdo jurídico.
Takahara contou que precisou comprar um computador para conseguir acompanhar adequadamente a ação e lidar com as ferramentas digitais usadas pelo Judiciário.
PJe, certificado digital e token também tiveram de ser aprendidos
O pedreiro precisou dominar procedimentos eletrônicos que até então não faziam parte de sua rotina profissional.
Entre eles estavam o PJe, o certificado digital e o uso de token, recursos necessários para acompanhar e praticar determinados atos dentro do processo.
A preparação chegou também à apresentação pessoal.
Segundo o relato divulgado pela Fametro, Takahara comprou especialmente para a ocasião a roupa social que utilizou para comparecer ao Tribunal e realizar sua sustentação.
Sustentação oral foi feita diante da 2ª Turma do TRT-11
O momento de maior repercussão aconteceu perante a 2ª Turma do TRT da 11ª Região.
Takahara apresentou pessoalmente seus argumentos ao colegiado e defendeu a manutenção do reconhecimento do vínculo de emprego discutido na ação.
Relator elogiou a lógica da argumentação
Ao final da manifestação, o juiz convocado Sandro Nahmias Melo, relator do processo, comentou o desempenho do pedreiro.
O magistrado afirmou que Takahara poderia considerar uma mudança de profissão porque, segundo ele, a lógica dos argumentos apresentada havia sido melhor do que muitas sustentações feitas por advogados que a turma costumava ouvir.
Juiz chegou a sugerir carreira no Direito
O comentário do relator marcou a sustentação.
Sandro Nahmias Melo disse a Takahara: “Pode mudar de profissão”, relacionando a sugestão à forma como o trabalhador havia estruturado sua defesa perante a turma.
Defesa em causa própria ganhou repercussão nacional
A manifestação ultrapassou os limites do próprio processo.
A atuação de Takahara passou a circular em notícias e redes sociais, especialmente por reunir um trabalhador da construção civil, sem formação jurídica, defendendo diretamente os próprios argumentos diante de magistrados.
FAMEC convidou Takahara para falar com estudantes
A repercussão levou o pedreiro até a Faculdade FAMEC, na Unidade Compensa, em Manaus.
Takahara participou de um encontro do projeto “Caminhos do Direito”, iniciativa criada para aproximar estudantes de diferentes experiências ligadas à profissão jurídica.
Projeto discutia cidadania e acesso à Justiça
O encontro não ficou restrito ao relato pessoal do pedreiro.
A proposta do “Caminhos do Direito” envolve discussões sobre cidadania, acesso à Justiça e o papel social da formação jurídica, temas diretamente relacionados à experiência vivida por Takahara.
Pedreiro contou aos alunos como preparou a própria defesa
Durante a conversa com os estudantes, Takahara explicou como acompanhou o processo, estudou os recursos apresentados e organizou as próprias peças e argumentos.
O relato mostrou o caminho percorrido desde a leitura inicial da ação até a preparação para falar diante do Tribunal.
Bolsa permitirá aprofundar conhecimentos que ele buscou sozinho
Assista o vídeo
Depois do encontro, Takahara recebeu uma bolsa para cursar Direito na FAMEC, em Manaus.
A graduação permitirá que ele aprofunde formalmente conhecimentos jurídicos que começou a estudar por conta própria para compreender e defender seu processo trabalhista.
Repercussão da sustentação levou Edilson da tribuna à faculdade
A trajetória que começou com uma disputa trabalhista terminou abrindo uma nova possibilidade profissional para o pedreiro.
Edilson Takahara estudou a CLT, comprou equipamento para acompanhar o processo, aprendeu a usar ferramentas eletrônicas do Judiciário, preparou suas próprias peças, fez sustentação oral no TRT-11 e, depois da repercussão, recebeu uma bolsa para cursar Direito.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa trajetória: o esforço para estudar o próprio processo, a coragem de fazer sustentação oral sem advogado ou a bolsa conquistada depois da repercussão? Deixe sua opinião nos comentários.
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Pedreiropedreiro formação jurídica
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

