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Depois de ciclone e chuvas, chegou a hora do calor: litoral de São Paulo pode ter temperaturas acima do normal na primavera, com pico previsto entre novembro e dezembro e risco de temporais, segundo Climatempo

Depois de ciclone e chuvas, chegou a hora do calor: litoral de São Paulo pode ter temperaturas acima do normal na primavera, com pico previsto entre novembro e dezembro e risco de temporais, segundo Climatempo

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Depois de ciclone e chuvas, chegou a hora do calor: litoral de São Paulo pode ter temperaturas acima do normal na primavera, com pico previsto entre novembro e dezembro e risco de temporais, segundo Climatempo

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 23/09/2026 às 15:51

Atualizado em 23/09/2026 às 16:10

Ciência e Tecnologia

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Depois de um período marcado por chuva e instabilidade, a costa paulista entra na primavera com previsão de alternância entre dias de calor intenso, veranicos e novas mudanças no tempo, enquanto frentes frias ainda podem favorecer episódios de chuva forte e alagamentos.

O litoral de São Paulo deve atravessar a primavera com temperaturas acima do normal e maior ocorrência de calor entre novembro e dezembro. A previsão da Climatempo para a estação também indica chuva acima da média e risco de temporais no estado.

A tendência inclui a Baixada Santista e outras áreas da costa paulista, que podem registrar períodos de calor mais intenso principalmente nos dois últimos meses da primavera. A previsão não representa, porém, uma sequência contínua de dias quentes e secos.

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Frentes frias e áreas de instabilidade ainda devem avançar pelo Sul do Brasil e alcançar São Paulo durante a estação. Esses sistemas podem interromper os períodos mais quentes, aumentar a nebulosidade e provocar chuva forte, mantendo uma alternância acentuada nas condições do tempo.

O cenário sucede uma fase de maior instabilidade, com chuva e influência de sistemas associados a ciclones e frentes frias. Com a mudança de estação, o calor ganha espaço, mas não elimina a possibilidade de novos episódios de tempo severo no litoral paulista.

Outro ponto da previsão é a ocorrência de veranicos nas praias de São Paulo, inclusive em uma primavera com expectativa de chuva acima da média. Esses intervalos podem surgir especialmente antes da passagem de frentes frias, quando o aquecimento se intensifica por alguns dias.

Nessas situações pré-frontais, o litoral pode registrar uma elevação mais pronunciada da temperatura antes da mudança no tempo. A chegada da frente fria tende a favorecer aumento da instabilidade, com possibilidade de pancadas de chuva, temporais e posterior redução das temperaturas.

El Niño entra na previsão para a primavera

A Climatempo também relaciona o comportamento esperado para a estação à presença do El Niño. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e pode influenciar os padrões de temperatura e precipitação em diferentes regiões.

Na avaliação apresentada pela empresa, o episódio deve contribuir para temperaturas acima do normal e excesso de chuva em São Paulo durante a primavera. A intensidade atribuída ao fenômeno reforça, na previsão, a possibilidade de extremos de calor e precipitação ao longo da estação.

Isso não significa que os efeitos ocorram de maneira uniforme durante todos os dias ou em todas as áreas do estado. A própria previsão trabalha com períodos distintos, nos quais calor, chuva, passagem de frentes frias e intervalos de tempo mais firme podem se suceder.

Para o litoral, essa variação é especialmente relevante porque os dias mais quentes podem aparecer justamente antes da chegada de sistemas capazes de provocar mudanças rápidas no tempo. Assim, um episódio de calor não afasta a possibilidade de chuva forte pouco depois.

A projeção para São Paulo prevê precipitação acima da média durante os três meses da primavera. Com maior disponibilidade de calor e umidade, a passagem de sistemas de instabilidade mantém o risco de temporais e alagamentos ao longo da estação, conforme a Climatempo.

Novembro e dezembro concentram maior expectativa de calor

Embora o aumento das temperaturas faça parte da transição para os meses mais quentes, a expectativa é de que novembro e dezembro apresentem o período mais favorável ao excesso de calor. A tendência abrange a Baixada Santista e o restante do litoral paulista.

Os picos de temperatura podem ocorrer durante intervalos de maior estabilidade ou antes do avanço de frentes frias. Esse padrão ajuda a explicar por que a mesma estação pode apresentar dias muito quentes e, em seguida, períodos marcados por chuva, vento e queda de temperatura.

O avanço das frentes frias continuará sendo um dos mecanismos capazes de reorganizar o tempo em São Paulo. Quando acompanhadas por áreas de instabilidade, elas podem favorecer chuva mais intensa e temporais, inclusive depois de períodos de aquecimento mais pronunciado.

A previsão de chuva acima da média também exige atenção porque episódios de precipitação intensa podem provocar alagamentos. O risco aparece no cenário apresentado para a primavera e não desaparece com a maior frequência de dias quentes prevista para novembro e dezembro.

Na prática, a estação deve reunir condições diferentes dentro de intervalos relativamente curtos: calor acima do normal, veranicos, mudanças provocadas por frentes frias e episódios de chuva forte. A sucessão desses padrões é parte da projeção apresentada para São Paulo.

Para moradores e visitantes da Baixada Santista, a previsão indica que períodos de praia e temperaturas elevadas podem coexistir com mudanças rápidas nas condições meteorológicas. Os dias de maior calor não representam, por si só, estabilidade prolongada no litoral durante toda a primavera.

As passagens de novas frentes frias permanecem previstas ao longo da estação e podem interromper os intervalos de calor com aumento da nebulosidade e chuva. O risco de temporais, inclusive com possibilidade de alagamentos, continua associado a esses episódios de maior instabilidade.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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